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Arquivos, Publicações do Mês de Dezembro 2010

Dez Razões Pelas Quais Código Livre é Bom para os Negócios

Com a crise financeira, as vantagens do software livre ficaram mais evidentes e a opção deve ser considerada no orçamento de 2011.

PC World/EUA

Com tantas empresas e órgãos governamentais aumentando o uso de softwares open source, como o Linux, fica cada vez mais claro que o preço não é a única vantagem. Se fosse, as empresas que adotaram ferramentas abertas durante o pior da recessão já teriam retornado para soluções proprietárias agora que a economia está melhor. E esse não é o caso.

Os negócios que se viram empurrados para ferramentas de código livre após sofrerem com restrições de orçamento logo identificaram outras vantagens, observadas na lista a seguir.

1 – Segurança

É difícil pensar em um argumento melhor do que a superioridade das ferramentas de código aberto em termos de segurança. Recentemente, descobriu-se uma brecha no kernel do Android que poderia trazer riscos. Mas a única razão pela qual a falha foi descoberta é porque o código é aberto ao público.

Essa, aliás, é a filosofia de Linus Torvalds, criador do Linux: quanto mais olhos, mais as chances dos bugs serem identificados antes de causar incômodo. E é um argumento bem oposto à segurança pela obscuridade, usado por algum dos fabricantes de softwares proprietários caros como argumento para a estrutura fechada. Mas a falta de notificações de falhas de segurança no sistema do iPhone e do iPad ou no Windows significam que esses sistemas são mais seguros? A história prova que não.

2 - Qualidade

O que é melhor? Um software empacotado por um grupo pequeno de profissionais ou um software em criação constante por milhares de desenvolvedores? Assim como há milhares zelando pela segurança do código aberto, muitos outros estão pensando o tempo todo em inovar e melhorar os recursos.

O que isso significa? O código aberto também é feito por usuários, o que o torna mais próximo do que os usuários querem. E isso já foi provadio em estudos recentes, que demonstraram que a suposta superioridade é a razão principal pela qual empresas escolhem o código aberto.

3 – Personalização

Ter um software que pode ser alterado e customizado de acordo com o gosto da empresa, sem precisar esperar avanços por parte do fabricante, é também uma das maiores vantagens. Um desenvolvedor competente adiciona funcionalidades como quem altera palavras em um texto do Word.

4 – Liberdade

Quando os negócios se voltam ao código aberto, as empresas ficam livres da ameaça de ser aprisionada dentro de pacotes proprietários engessados. Clientes de fornecedores como esses ficam a mercê da visão, requisitos, preços, prioridades e limites impostos pelo fornecedor. E tudo isso com uma conta no final do mês ou do ano.

5 – Flexibilidade

Quando a empresa usa softwares como Windows ou Office, entra em um ciclo no qual precisa atualizar software e hardware infinitamente. O código livre, por outro lado, usa muito menos recursos da máquina e pode ser rodado até mesmo em hardwares mais lentos. A empresa decide a hora de atualizar, não o fornecedor.

6 - Interoperabilidade

Software livre é muito melhor na aderência a padrões abertos e até mesmo a ferramentas proprietárias. Se a interoperabilidade for necessária com outras empresas, computadores e usuários, a vida fica muito mais fácil com o código aberto.

7 – Auditoria

Com o sistema fechado, você só tem a palavra do vendedor para provar que o software é de fato seguro e aderente a padrões. O código aberto oferece visibilidade para o cliente, que pode ter mais certeza sobre o que está rodando em casa.

8 – Opções de suporte

Software de código aberto possui comunidades com extensas documentações, fóruns de discussões, listas, wikis, grupos de notícias e, dependendo de quem fornece a distribuição, até mesmo suporte ao vivo via chat gratuito.

Para os negócios que querem melhoria, há muitas opções pagas de suporte com preços bem menores do que os fornecedores proprietários cobram. Os fornecedores de suporte para ferramentas abertas costumam dar respostas melhores e mais rápidas, pois têm sua receita focada nesse serviço.

9 – Custo

O custo de comprar uma solução proprietária é muito difícil de ser medido, pois tem a proteção por vírus obrigatória, taxas de suporte, despesas de atualização e ainda o preço a ser pago por ser aprisionado em alguma solução. No final, o custo é muito maior do que a companhia imaginava inicialmente.

10 – É possível experimentar antes de usar

Se você está considerando usar o software de código aberto, não custará nada realizar testes de qualidade antes de usá-lo. Em parte porque é gratuito mesmo. E em parte porque o código aberto oferece muito mais opções para quem quiser testar, como a possibilidade de criar Live CDs para Linux, por exemplo.

Conclusão

Mesmo com todos esses argumentos, só a própria empresa será capaz de realizar uma análise profunda para verificar se o software livre é uma boa opção. Além disso, pode ser que o código aberto não seja a solução para todas as necessidades da empresa. Mas, diante de todos os benefícios, é necessário ao menos considerá-lo entre as opções.

Organizações Têm Aprimorado as Políticas de Segurança

Levantamento global da PriceWaterhouseCoopers aponta um aumento no número de empresas que contratam serviços terceirizados na área de segurança da informação.

Os desafios não mudaram muito nos últimos anos, mas as empresas avançaram na forma como lidam para proteger os dados e a rede corporativa. Esta é uma das principais conclusões da oitava edição do estudo anual “Global Information Security Survey”, promovido pela PriceWaterhouseCoopers e as revistas CIO e CSO.

Dos 12.847 executivos das áreas de tecnologia e negócios consultados pelo estudo em todo o mundo, inclusive no Brasil, 67% colocaram os procedimentos que ajudem a organização a reduzir custos como uma prioridade para 2010. Contudo, a maioria reconhece não ter os recursos (tecnologias e/ou pessoas) para realizar esse trabalho, o que se reflete no aumento da demanda por prestadores de serviços terceirizados.

No estudo deste ano, mais da metade dos executivos entrevistados (52%) afirma que os fornecedores de serviços de gestão da segurança, ou MSSPs (Manager Security Service Providers), são hoje fundamentais para a estratégia de suas organizações. Enquanto que 19% citaram que empresas terceirizadas são relativamente importantes para a segurança corporativa.

O levantamento aponta ainda que mais de 30% das organizações consultadas colocam a terceirização de parte ou de todas as funções de segurança como uma prioridade para os próximos 12 meses. O volume percentual fica bem acima do estudo realizado em 2009, quando a mesma questão foi respondida por 18% dos entrevistados.

Para o principal especialista da divisão de serviços da PriceWaterhouseCoopers, Mark Lobel, o aumento do interesse em terceirizar a segurança está relacionado a uma visão mais estratégica dos departamentos de TI.

“O custo de fazer um mau trabalho dentro da empresa é menor do que o valor cobrado por um fornecedor, mas o gasto de implementar uma boa política de segurança internamente é muito mais alto do que o de contratar um provedor externo que faça o mesmo trabalho”, avalia Lobel.

Ainda de acordo com o levantamento, 32% dos entrevistados disseram que contratam empresas terceirizadas para ajudar a empresa a estabelecer padrões e políticas de segurança. Além disso, 24% terceirizam os procedimentos de gestão dos ambientes.

Fora da nuvem

Se, por um lado, a terceirização dos serviços relacionados à segurança da informação ganha força, do outro, poucos executivos consultados pelo estudo estão dispostos a adotar cloud computing (computação em nuvem) para esse fim. Entre os entrevistados no levantamento da PwC, 62% afirmaram ter pouca ou nenhuma confiança na capacidade de assegurar os ativos na nuvem. Além disso, 49% dos profissionais que já utilizam esse modelo computacional se mostraram reticentes em relação à confiança no ambiente.

Quando questionados sobre o que eles consideram o grande risco de apostar em cloud computing, os profissionais citaram a incerteza sobre as políticas de segurança implementadas pelos provedores de serviços em nuvem, questões relacionadas a treinamento inadequado de profissionais e dificuldade de realizar auditorias nos ambientes de cloud.

Otimismo nos investimentos

O relatório aponta também que, apesar das dificuldades econômicas enfrentadas por empresas de diversos países, as corporações não fizeram cortes drásticos em segurança. Pelo contrário, a maioria dos executivos entrevistados manteve ou aumentou os custos relacionados a esse tema ao longo de 2010.

Em relação ao próximo ano, a maioria (52%) demonstra uma intenção de ampliar em pelo menos 10% os gastos relacionados à segurança da informação. Enquanto que 9% pretendem aumentar em mais de 30% os investimentos na área.

Lobel, da PWC, nota que os gastos na área de segurança terão um aumento recorde, se as perspectivas do estudo se concretizarem. “As organizações podem até aprovar o orçamento, mas só vão liberar os recursos financeiros no último minuto”, cita o especialista. Entre os fatores que tendem a ser considerados nessa decisão estão o cenário econômico do próximo ano e a possibilidade de uma nova crise internacional.

De qualquer forma, o analista se diz confiante em um incremento na demanda por soluções mais sofisticadas de segurança em 2011, como reflexo de uma pressão que as empresas têm sofrido para se adequar às normas regulatórias e operar em ambientes cada vez mais baseados na Internet.

“Existe uma perspectiva de aumento nos investimentos em questões como segurança das aplicações e do acesso móvel à rede corporativa”, cita Lobel, que conclui: “Quando os orçamentos previstos saírem do papel, veremos muita coisa acontecer.”