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Os Graus Maçônico no R.'.E.'.A.'.A.'.
Comments Postado pelo Ir:. Michael Barder - Quarta-feira, Março 14, 2007 as 2:22 PM
Queridos IIr.´.
Este trabalho não é de minha lavra. Não tenho nem conhecimentos nem luz para produzi-lo.
Trata-se de uma pesquisa na Internet em que misturei diversos trechos para tentar alcançar meus objetivos:
Elucidar quais são os GGr.´. Maçônicos do R.´.E.´.A.´.A.´. e o que se entende por GGr.´. Filosóficos.
Se conseguir atingir estas metas, economizarei bastante tempo de pesquisa para os IIr.´..
OS GRAUS MAÇÔNICOS NO R.'.E.'.A.'.A.'.
O maçom, após ter estudado os mistérios dos graus simbólicos, tem a possibilidade de estudar os mistérios filosóficos dos altos graus, comumente chamados de graus filosóficos; mas nem todos são verdadeiramente filosóficos, como veremos mais adiante.
Mas qual é a razão de ser dos graus maçônicos?
Considerando que a maçonaria é uma ciência, ela abrange todas as ciências que constituem a base comum das religiões, das artes e da filosofia de todos os povos do mundo, desde os tempos mais primitivos.
Portanto, um dos principais objetivos da Maçonaria é o estudo, através da pesquisa da Verdade, no intuito de dar continuidade à instituição, sendo que as atividades sociais, filantrópicas, administrativas, e litúrgicas são instrumentos utilizados pela Maçonaria para motivar e vitalizar as Lojas.
A maçonaria adota um método iniciático em suas doutrinas, baseado em símbolos, que gradualmente vão dando um desenvolvimento pessoal ao maçom, na medida em que ele se dispõe ao estudo. Logo, o método de ensino iniciático necessita ser conhecido através de vários degraus, representados na Escada de Jacó.
Considerando que um dos principais objetivos da Maçonaria é o estudo utilizando-se de um ensino iniciático que progride a cada grau, podemos afirmar que o objetivo do estudo dividido em graus é fazer com que o maçom adquira, "passo a passo", os ensinamentos da doutrina maçônica.
Na verdade, não se ensina maçonaria ao maçom, cada qual precisa buscar a informação, interiorizando-a através da meditação, para aos poucos adquirir o seu próprio conhecimento. São os graus maçônicos que oportunizam ao maçom transformar-se numa pedra cúbica, a ser utilizada na construção do templo ideal da humanidade, o templo da virtude.
Quais são os Tipos de Loja e os Graus maçônicos concedidos em cada um no R.’.E.'.A.'.A.'.?
Lembramos que os graus simbólicos, de Aprendiz e de Companheiro, são de origem operativa e estão diretamente ligados aos ensinamentos da moral e ao desbaste da Pedra Bruta, utilizando-se das ferramentas associadas à construção do templo da virtude. Os demais graus estudam a essência esotérica, contendo doutrinas que serão aprofundadas sempre mais à medida que avançam as instruções nos graus superiores.
Os graus simbólicos são chamados de graus universais por serem comuns a todos os Ritos. Porém, nos seus altos graus, cada Rito tem a sua própria nomenclatura. Os altos graus do R.'.E.'.A.'.A.'. são orientados e administrados pelo Supremo Conselho, sendo agrupados em séries, onde cada qual tem o seu um objetivo, que deverão ser atingidos através da iniciação.
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4º |
Mestre Secreto |
Grau de meditação; os verdadeiros segredos da Maçonaria devem ser objeto de pesquisas; |
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5º |
Mestre Perfeito |
Grau de meditação; estudar a filosofia da natureza e a solução da quadratura do círculo filosófico; |
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6º |
Secretário Íntimo |
O Grau é baseado na idéia de aprendizagem do comando, e sua moral resume-se no respeito que devemos Ter aos segredos alheios; |
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7º |
Preboste e Juiz (ou Mestre Irlandês) |
É consagrado à equidade severa com a qual devemos julgar nossas ações; |
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8º |
Intendente dos Edifícios (ou Mestre em Israel) |
A liberdade é o único traço de união entre o trabalho e a propriedade; |
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9º |
Mestre Eleito dos Nove |
Grau de Iluminação. Consagra-se ao zelo virtuoso e ao talento esclarecido que, por bons exemplos e generosos esforços, vingam a verdade e a virtude do erro e do vício; |
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10º |
Ilustre Eleito dos Quinze |
Consagrado à extinção de todas as paixões e de todas as tendências censuráveis; |
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11º |
Sublime Cavaleiro Eleito |
Consagrado à regeneração dos costumes, às ciências e às artes; |
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12º |
Grão Mestre Arquiteto |
Representa-se o povo e consagra-se à coragem perseverante |
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13º |
Real Arco |
Destinado a interpretação dos primeiros instituidores da Ordem; |
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14º |
Grande Eleito, ou Perfeito e Sublime Maçom |
Consagrado ao Grande Arquiteto do Universo; |
GRAUS FILOSÓFICOS
Conquanto já faça parte de nossos usos & costumes, inclusive sendo útil para diferenciar os graus anteriores dos posteriores criados na história dos Ritos, essas expressões objetivam conceitos extremamente inadequados que nos servem de paradigmas inconscientes.
Quando nos referimos à Maçonaria, independentemente dos graus dos quais estejamos falando, invariavelmente nos vem à mente a idéia de uma "filosofia". Não há como ser diferente, pois uma instituição que pretende a construção de um determinado modelo de homem, almejando com isso uma profunda transformação social, terá obrigatoriamente uma "filosofia", que é permanentemente atualizada em suas lendas, ritos, mitos, símbolos e doutrinas. Estando de acordo com esse raciocínio, a razão de colocarmos "filosofia" entre aspas é para diferenciá-la de Filosofia, com "f" maiúsculo. Desejamos defender aqui a tese de que, ao falarmos de Maçonaria, existe uma diferença entre "filosofia" e Filosofia, e que isso é fundamental para nossa práxis.
Devemos diferenciar práxis de prática. Prática se refere, ainda segundo o dicionário, ao ato ou efeito de praticar; à experiência nascida da repetição dos atos. Necessitamos prática para dirigirmos automóveis ou para realizar uma cirurgia. Já práxis é a totalidade de nosso agir enquanto seres humanos. Cada ação humana implica aspectos objetivos (como fazer, falar, produzir) e aspectos subjetivos (como valores, ideologias, condicionamentos de toda ordem e as atitudes deles decorrentes). Prática se refere ao que eu sei fazer; práxis se refere ao que eu sou.
Estudar e conhecer Filosofia podem ser sinônimos de erudição ou indicação de um status profissional. Erudito, segundo os dicionários, é quem tem instrução vasta e variada, que é sabedor de muitas coisas. Um professor de Filosofia, um filósofo profissional ou alguém com "amor à sabedoria" (que é o que significa o termo) podem ser eruditos em Filosofia; conhecer autores e obras, sistemas filosóficos e história da Filosofia. Isso não faz de nenhum deles um filósofo, no sentido existencial. Assim como conhecer profundamente Teologia não faz de alguém um religioso.
Começa a aparecer a pedra de toque para fazer a distinção que pretendemos. Paulo Freire, o notável pedagogo brasileiro, já nos ensinava que a atividade essencialmente humana é a reflexão, e a práxis humana deve ser composta de ação « reflexão; assim mesmo: uma ação de mão dupla onde as partes são inseparáveis com o perdão da redundância. Quando em nossa existência nosso agir está dissociado da reflexão, nos alienamos. Quando alienados, por mais ativos que sejamos, não somos os senhores de nossa história; não estamos na direção de nossas vidas. Somos levados pelas circunstâncias. Para desalienar-se é preciso "filosofar", perquirir, duvidar. Os fatos nos são dados pela existência, e podem ser organizados pela Economia, pela Sociologia, pela Antropologia, mas é "filosofando" que os interpretamos, que os julgamos e que os transcendemos.
Nesse sentido de um compromisso consciente com a existência é que devemos ser seres ativos e reflexivos, isto é, adotar uma postura naturalmente filosófica. Essa postura implica numa atitude inquiridora e cética, sem ser relativista ou cínica. Devemos ser filósofos no sentido do ideal marxiano de ser pescador pela manhã, poeta à tarde e filósofo à noite, sem que sejamos pescadores profissionais, poetas profissionais ou filósofos profissionais. A Filosofia nos será ferramenta de aprimoramento do olhar e do raciocínio, e para isso é importante conhecer os filósofos e seus pensamentos. "Filosofar", porém, será nossa atitude constante.
Eis porque, meus Irmãos, conceber graus filosóficos e não-filosóficos na Maçonaria é defender uma posição maçonicamente contraditória, pois não pode haver Maçonaria que não seja essencialmente filosófica. E, consequentemente, não pode haver maçom que não seja filósofo . Se fomos iniciados, então nos basta "saber" sinais, toques e palavras; "conhecer" algumas instruções e princípios. Se somos iniciados, então sinais, toques e palavras servirão para reconhecermos pessoas com as quais teremos uma identidade de interesses, de convicções, de posturas sociais e espirituais; viveremos nossos princípios, pois eles serão conscientemente compreendidos e livremente aceitos.
A Iniciação é uma conversão, uma metanóia. Os Irmãos que nos acolhem numa Loja, dirigentes ou não, podem apenas nos fazer o convite, nos mostrar o caminho e nos fornecer as ferramentas. O sim terá que ser nosso. A transformação de nossa atitude perante nós mesmos e perante o mundo é tarefa exclusivamente nossa. E responderemos solitariamente às nossas consciências pela nossa decisão.
Se não realizarmos essa conversão, continuaremos freqüentando Lojas simbólicas , onde apenas repetiremos enfadonhos gestos e palavras, e Lojas filosóficas , onde apenas recordaremos o cobridor e leremos os rituais.
E voltaremos à nossa vida real sem marcas, sem sinais, sem toques e sem palavras.
FONTE: "Instruções para Lojas de Perfeição"; Nicola Aslan; Ed. "A TROLHA"; Ano de Publicação: 1994; 1ª Edição.
Pedro Juchem,
M.'.M.'. - Loja Venâncio Aires II, nº 2369, GOB RS , Or.'. Venâncio Aires, RS, Brasil.
Francisco C. L. Pucci
M.'. M.'. - ARLS Profeta Elias,Grande Loja do Paraná, Brasil
