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A Maçonaria e o Livro da Lei
Comments Postado pelo Ir:. Michael Barder - Sábado, Novembro 21, 2009 as 6:00 PM
Gerivan Melo Maciel
O livro da lei é o símbolo de Lei moral que cada Maçom deve respeitar e seguir e representar a não seria justa, nem regular filosofia que cada um adota ou a Fé que anima e governa os homens. Sem a presença do livro da Lei, indispensável nas sessões maçônicas, a Loja.
Baseado nele; em REIS III - está a edificação de nossos Templos.
E nossos instrumentos, adornos e demais objetos, assim como nossos trabalhos, num puro simbolismo, sem escopo religioso lembram as passagens bíblicas. A seguir citaremos neste modesto trabalho de pesquisas que estribado no livro da Lei, como tivemos oportunidades de citar é o símbolo da Lei moral que cada maçom deve seguir e respeitar.
A seguir temos os seguintes exemplos:
A BATERIA .'. À porta do Templo(pp .'.) está escrito em "Lucas" Cap.11 vers. 09 - Batei e serei atendido... Pedi é recebereis... Procurai e Encontrareis... e o vers. 10 diz: Pois todo aquele que pede, recebe... o que busca encontra... e a quem bate, abrir-lhe-se-a...
A INICIAÇÃO - Está escrito em "Isaias" capitulo 42 vers. 16:
Encaminharei os cegos para a estrada que não sabes. Fá-los-hei andar por veredas que sempre ignoraram. Mudarei as trevas diante deles em luz e os caminhos tortuosos em direitos".
NA INICIAÇÃO, A PURIFICAÇÃO PELA ÁGUA E PELO FOGO.
"Está escrito em Isaias - Capitulo 43 - vers. 02 quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás nem a chama arderá em ti".
O INICIADO NEM NÚ, NEM VESTIDO :
Está escrito em Êxodo, capitulo 03 vers. 05: "Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra Santa "Ainda está escrito em Isaías - Capitulo 20 vers. 03: Então disse o Senhor: Assim como Isaías, meu servo, andou 03 anos despido e descalço, por sinal e prodígio contra o Egito e contra a Etiópia?
A ESPADA FLAMÍGERA:
Na consagração, o Ven.'. por 03 vibrações ou por 03 fagulhas do fogo divino (simbolicamente) proclama maçom o iniciado depois de receber a luz. Assim o Ven.'. transmite ao Obr.'. chama iniciática. - Simbolicamente morto para o mundo profano, o iniciado adquire uma nova alma que o habilita a uma nova vida. A vida maçônica, está escrito em Gênesis - Capitulo 03 vers. 24: "E expulso do homem, colocou querubins ao oriente do Jardim do Éden, e o refulgir de uma espada que se resolvia, para guardar o caminho da árvore da vida".
O SIGILO MAÇÔNICO:
Está escrito em "REIS III" - Capitulo 06 - vers. 07: "Edificava-se a casa com pedras já preparadas nas pedreira, de maneira que nem martelo, nem machado, nem instrumento algum de ferro se ouviu na casa quando a edificavam".
A PEDRA BRUTA:
Está escrito no 1 Livro - Epístola de Pedro, Cap. 02 vers. 04 e 05 "Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim. pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo".
A TAÇA SAGRADA:
Está escrito em "SALMOS" Cap. 75 vers. 08: "Porque na mão do Senhor há um cálice, cujo vinho espuma, cheio de mistura, dele dá a beber; servem-nos até as escórias, todos os Ímpios da terra".
O AMOR AO PRÓXIMO:
O ritual do primeiro grau é abundante de amor ao próximo. Está escrito no 1 Livro - Epistola de João - Cap. 03 vers. 11. "Porque a mensagem que ouviste desde o princípio é esta, que nos amemos uns aos outros".
OS 03 PASSOS DO APRENDIZ:
Os passos em esquadria, significam que o passo é justo, é reto. Isto quer dizer que a retidão é necessária a quem deseja vencer na ciência e na virtude. Está escrito em ISAIAS
Cap. 26 vers. 07 "A Vereda do justo é plana; tu que é justo, aplanas a vereda do justo".
A NECESSIDADE DE 07 IIr.'. PARA UMA LOJA PERFEITA:
Está escrito em Provérbios - Cap. 09 - Vers. 01
"A sabedoria edificou a sua casa e lavrou as suas sete colunas".
MAÇOM INIMIZADO OU NÃO RECONCILIADO COM SEU IR.'. NÃO DEVE ENTRAR EM LOJA:
Está escrito em "São Matheus" Cap. 05 vers. 23 e 24 te lembraras que teu Ir.'. tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu Ir.'. e então voltando, faze a tua oferta".
OS MAÇONS DESEJAM PAZ UNIVERSAL:
Está escrito em ISAÍAS, Cap. 02, vers. 04 "ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações, estes converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra".
O OLHO QUE TUDO VÊ:
Está escrito em "SALMOS" Cap. 34, vers. 15 "Os olhos do Senhor repousam sobre os justos e os seus ouvidos estão abertos a seu clamor".
A BENEF.'. MAÇ.'.:
Está escrito em "MATHEUS" Cap. 06 vers. 02 e 03. Quando pois, deres esmola, não toques trombetas diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu porém ao dares a esmola, atua mão esquerda o que faz a tua direita".
A TRANSMISSÃO DA PALAVRA SAGRADA:
Segundo a lenda, quando da construção do Templo de Jerusalém, a palavra dos Mestres era possuída por três personagens que tinham o poder de comunicá-las de maneira que a ausência ou desaparecimento de um só dentre eles tornava-se esta comunicação impossível. E efetivamente uma loja não pode ser aberta sem o concurso de três Mestres. Está escrito em "JÓ" Cap. 04, vers. 12: "Uma palavra me foi dita em segredo e os meus ouvidos perceberam o sussurro dela".
Assim, meus IIr.'. vimos que o Livro Sagrado guia o Maçom para a verdade, conduz seus passos para a felicidade, indicando-lhe todos os deveres a que o homem é obrigado.
Que o G.'.A.'.D.'.U.'.NOS PROTEJA E GUARDE
Reflexão - Grau Sete – Preboste e Juiz
Comments Postado pelo Ir:. Michael Barder - Terça-feira, Novembro 20, 2007 as 7:57 PMS:.F:.U:.
Ir:. João Ceppaluni Filho
Este grau nos leva meditar sobre o Supremo Juiz e Gestor do Universo- GADU, que Sempre nos guia em nossas decisões, sendo tão magnífico que nos permite errar e corrigir.
Observamos que sempre a nossa vida é resultado de decisões boas ou más, sendo que as excelentes decisões de ontem podem ser as péssimas de amanhã, pois somos eternos aprendizes.
As pessoas que geraram nosso corpo tomaram decisão de se unir, porem sem o GADU determinar a Alma que animaria este corpo não estaríamos aqui, isso demonstra que somos desde nossa geração eternos vencedores. Por isso devemos agradecer sempre o GADU, nossa feliz vida neste Planeta e em resposta devemos sempre aprimorar nossa Alma para que no próximo corpo seja melhor e mais atuante.
Os nossos Pais na gestação já tomam decisões que nos influenciará por toda a vida terrena que este corpo em gestação passará. Através de assistência médica, amor, cuidados etc.
Após nosso nascimento, a alma irá reaprendendo a viver no planeta, ajudados por nossos Pais e Familiares onde teremos famílias harmoniosas, boa educação, boa alimentação e amor, sempre através de decisões e julgamentos.
A medida que formos crescendo também participamos destas decisões, que irão influenciar nosso futuro e aprimoramento de nossa Alma, porem por sermos inexperientes nem sempre notamos.
Na idade adulta as necessidades de tomada de decisão vão sempre aumentando, o que devemos estudar, com quem casar, como manter nossa família, como amparar nossos
pais e familiares, etc.
Devido cada decisão ser procedida de julgamentos, devemos meditar o tempo necessário requerido para cada julgamento para depois tomarmos a decisão, quer seja na vida pessoal e ou profissional.
Após julgamentos e tomada de decisão devemos meditar antes de anunciar, pois após publicado muitas vezes será impossível corrigir o erro caso cometemos, pois será como reunir papel picado jogado ao vento.
A conclusão que posso tirar neste momento é que o grau sete nos demonstra que de certa forma todos tem razão dependendo do anglo de visão ou nossa experiência no momento, por isso somos eternos aprendizes e devemos constantemente rever nossos julgamentos para sempre tomarmos decisões com justiça e fraternidade.
Que o G:A:.D:.U:. a todos ilumine e guarde
Oriente de São Bernardo do Campo, 16 de Setembro de 2005. EV.
Considerações a respeito das letras M:.B:. do avental do M:.M:.
Comments Postado pelo Ir:. Michael Barder - Domingo, Agosto 05, 2007 as 1:25 PM
M – a mais sagrada de todas as letras, segundo o dicionário
esotérico, pois é ao mesmo tempo masculino e feminino, isto é uma letra
andrógina. É uma letra mística em todos os idiomas, orientais e
ocidentais. O nome sagrado de Deus em Hebraico, aplicado a letra M, é
“MeBorach”, que quer dizer o Santo ou o Bendito.
B – É uma clara expressão da dualidade dos princípios superpostos, que evidenciam a lei da polaridade. Mostra claramente a relação entre o superior e o inferior, o céu e a terra e o espirito e matéria. O lado curvo, corresponde a involução ou revelação do espírito na matéria. O lado reto, é o ascendente que corresponde à evolução do Espirito na matéria. O lado reto mostra o domínio do homem, e o lado curvo o da matéria. A forma hebraica desta letra e Beth, e tem uma relação com o princípio da vida.
Em nossa pesquisa encontramos varias interpretações para o M:.B:. do avental do M:.M:., umas até interessantes, que tentaremos reproduzir , e outras tão absurdas que não convém nem citá-las, por riscos de reproduzirmos o ridículo sem berço e sem fundamento.
MohaBon
Respeitando as várias opiniões , já que existem muitas
controvérsias sobre a origem do M:.B:., preferimos ficar com o que nos ensinou nossos mestres, que alias é endossado pela convenção de “Lösane”, Setembro de 1875, que afirma o seguinte:- O avental do M:.M:. do Rito Escocês Antigo e Aceito, será branco forrado de vermelho com as iniciais M:. B:. alusivas à palavra S:. do Grau . Quando fomos exaltado , aprendemos sobre a belíssima lenda do nosso mestre Hiran, e a parte que mais nos tocou, foi quando os irmãos encontraram o corpo, já em estado de putrefação, e ao tentar levantá-lo, exclamaram:-‘A carne se desprende dos ossos”!! em hebraico M:. H:. B:., que foi adotada pela maioria dos ritos maçônicos, como a palavra S:. do M:.M:. . É lógico que a tradução difere de acordo com o idioma, mas a essência é e será sempre a mesma em todos os ritos e potências.
Mak Benak
O manuscrito “The Graham”, do ano de 1726, fala sobre a lenda de Noé e seus três filhos “Sem, Cam e Jafet, que encontramos nos antigos rituais. Noé teria recebido do GADU, a missão de construir a Grande Arca, que embora de madeira fora construída segundo a Geometria, e de acordo com as regras maçônicas.
Diz a lenda que os três filhos foram até o túmulo do pai Noé, a fim de tentar descobrir o segredo que possuía o grande patriarca Bíblico. Quando tentaram levantar o corpo já em avançado estado de decomposição, um dedo e um pulso se desprendeu, e só conseguiram levanta-lo, fazendo uso dos “Cinco Pontos Perfeitos”.
Um dos filhos teria dito:- “Ainda há tutano neste osso” ! [Marrow in the Bone” –] segundo alguns pesquisadores maçônicos, origem das iniciais M:.B:., que mais tarde se tornaria “Mak Benak”.
Este é o único documento que se refere a lenda de Noé, com conexão com os C:.P:.P:. e com a palavra S:. do mestre . A lenda de Hiram ainda não era conhecida.
Moab Bem-ami
Jules Boucher, defende a teoria Moabita [“O que vem do Pai”], aliás interpretação aceita por muitos rituais antigos, que cita o incesto praticado pela duas filhas de Ló [Gênesis cap 19 vs. 30 a 38]
Ló vivia com suas duas filhas, num local onde não existia nenhum outro homem . Para que se cumprisse a tradição do patriarcado, e a geração do genitor, e não havendo outra solução, elas resolveram embebedar o pai com vinho, e copularam com ele, totalmente embriagado. A primeira a cometer o incesto foi a primogênita, que engravidou e deu a luz a um filho, dando lhe o nome de “ Moab” [que vem do pai], em seguida a Segunda filha a imitou e deu a luz a “ Bem-Ami” [pai do filho] .
Desse fato surgiu na Maçonaria a estranha interpretação “Aquele que vem do pai” ou “geração do pai’. Maçons que aceitavam essa hipótese tentaram relacionar a imoralidade do incesto com podridão, putrefação etc. Adversários da maçonaria, aproveitaram-se disto para desmoralizar e denegrir a sublime ordem, como por exemplo o escritor antimaçonico Paulo Rosen em sua obra “Satan e Cia”.
Maugh Bin
Num apêndice da sua obra “Historiy of Free Masonary”, à página 487, o Ir:. R. F. Gould reproduz uma publicação do jornal sensacionalista “Flying Post” [Correio Volante ] , impresso em Abril de 1723, descrevendo o que seria uma iniciação Maçônica.
Prossegue o articulista contando que ao candidato, entre outras coisas , era revelada a palavra “Maughbin “, a qual era transmitida de ouvido a ouvido ate chegar ao Mestre. Então o candidato era posto à ordem como o Mestre, e devia recitar :- [traduzido p/ o português]
Fui iniciado Maçom,
Vi “B” e “J ”.
- Prestei o rarissimo juramento .
- Conheço a pedra o diamante e o esquadro.
- Conheço perfeitamente a parte do Mestre.
- Como um probo “Maughbin” poderá dizer-vos
Bons autores apontam a palavra MaughBin ou MachoBin cuja tradução é algo parecido com ;- “ É ele , ele esta morto” !!
De qualquer modo isto está relacionada com “Putrefacto”, e o significado varia conforme o idioma. Em Francês por ex. quer dizer ;- “podre até os ossos” [ la chair quitte les os”].
Mac Benah
Os Jacobitas e a lenda de Hiram – vasta literatura sobre o Grau de mestre, levanta a hipótese de a lenda de Hiram ter surgido por inspiração política dos partidários dos Stuarts, os Jacobitas.
Em 30.01.1649, o Rei Carlos I dos Stuarts foi decapitado por decisão do parlamento Inglês. Após a morte do Rei os maçons Jacobitas, por segurança acobertavam seu partidarismo por segredo. Assim o filho do decapitado passou a representar o Verbo, a Palavra Perdida, e os maçons eram os filhos da viuva, alusão a rainha Henriette de França, viúva do finado Rei.
Mackey, na sua enciclopédia definiu a palavra MacBenah como derivada do dialeto gaélico, significando “Filho Abençoado”, alusão ao príncipe filho de Carlos I . A nosso ver os maçons Jacobitas apenas se aproveitaram da doutrina maçônica da época, em proveito de suas tendências de hegemonia dos Stuarts, mas é bom lembrar, que a lenda do Mestre Hiram so viria a existir quase um século após.
Maçonaria Brasileira
Só a titulo de curiosidade, vamos citar o Ir:. Manuel Gomes no seu “Manual do Mestre Maçom”, pag. 321 a 334 “O manifesto Maçônico do primeiro G:. M:. do Grande Oriente do Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva, que entre outras observações, critica a disseminação de lojas estrangeiras, com rituais executados nos vários idiomas, menos no da nossa pátria, e conclama os maçons patriotas a usarem obrigatoriamente nos aventais de mestre as iniciais M:. B:., alusivo a “Maçonaria Brasileira” .
A bem da verdade em nossa pesquisa, encontramos uma infinidade de explicações e definições a respeito do M:.B:., porem por irrelevantes, citamos as que realmente interessam à Sublime Ordem.
Mak Benak – usada pelo Rito Adonhiranita, Mak origem Galica significa –podridão, estar podre.
Mac Benac – Rito Moderno ou Francês, “Viver no Filho”
MoaBom - Rito Schroeder “O filho do Mestre está Morto”.
MohaBon – Rito E:.A:.E:.A:. “A carne se desprende dos Ossos”.
Mac-Benah – “Filho da Putrefação ou do Mestre Morto”
Macheh-Bea [Beamacheh] – Deus seja Louvado”.
Como se vê , não obstante as inúmeras definições e variações, a mensagem que fica é a mesma. A afirmação da imortalidade, a eterna ressurreição, é preciso morrer, apodrecer afim de renascer para o eterno ciclo cósmico. O Mestre exaltado transpõe a materialidade da morte e assume a preponderância do espírito.
Meus irmãos, isto posto concluímos que antes e alem de tudo, há algo especial na exaltação, qual seja :
Exaltação, vem do latin : - EX – ALTARE, ou seja alem do altar, transpor o altar, mudar transcedentalmente de nível, quero dizer o Maçom , [com os três golpes que feriram o Mestre Hiran] deve destruir em si mesmo,
1 – O coração – mudando seus sentimentos, do egoísmo p/ o amor ao próximo, e a humanidade;
2 – A garganta – aprimorando o seu verbo ou expressão, de modo a tornarem-se somente palavras úteis, verdadeiras, e sempre que possível agradáveis;
3- A cabeça – Pondo em sua mente um novo modo de pensar,
elevando–se acima do material, temporal e finito para renascer sobre o símbolo da acácia imperecível, num nível superior de compreensão e consciência que o tornará um autentico e digno mestre.
Para finalizar, uma máxima mística para os Ir:. refletirem:
“NASCEMOS PARA MORRER, E MORREMOS PARA NASCER”!!
Meus Irmãos; que o G:.A:.D:.U:. cuja sabedoria divina dirige suave e poderosamente todas as coisas, nos abençoe e nos ilumine para que possamos passar um pouco do nosso modesto conhecimento a todo irmão que queira fazer progresso na nossa “Sublime Ordem”.
T:.F:.A:.
Trabalho elaborado por José Roberto Mira M:.M:. A:.R:.L:.S:. Renascer 130 Oriente de Caraguatatuba [SP]
Livros e Autores Consultado:
- Curso de Maçonaria Simbólica – Theobaldo Varoli Filho
- O Mestre Maçom – Francisco Assis Carvalho {Chico Trolha]
- A Simbólica Maçônica – Jules Boucher
- Manual do Mestre Maçom – Manoel Gomes
- Maçonaria e o Livro Sagrado – Zilmar de Paula Barros
- Maçonaria Mística – Rizzardo da Camino
- Ritualistica Maçônica – Rizzardo da Camino
- Bíblia Sagrada.
O Padroeiro da Maçonaria
Comments Postado pelo Ir:. Michael Barder - Domingo, Julho 01, 2007 as 6:47 PM
Charles Evaldo Boller, Mestr:. Maç:..
A Maçonaria em relação a sua linguagem simbólica não é autêntica, já que a maior parte dela é adaptação de diversas linhas de pensamento e influência. Sua imensa riqueza cultural está alicerçada na ampla flexibilidade e tolerância a pensamentos e crenças diversas, admitindo as mais variadas linhas filosóficas que venham ao encontro da construção de homens morais, éticos e espiritualizados. Cada Maç:. é induzido em buscar se auto-conhecer, se auto-construir fundamentado em seus próprios referenciais, respeitar a crença de seus IIrm:. e buscar o crescimento espiritual sem intermediação de ninguém.
Mas existe algo que de início choca o Maç:. que não é católico; é a presença de São João nos rituais. Fica-lhe a impressão de o haverem enganado com respeito à propalada neutralidade religiosa da Maçonaria. Sente-se até vítima de proselitismo religioso. Com o tempo ele percebe que o Velho Testamento, ou Escrituras Hebraicas, serve de base para grande parte das instruções e lendas maçônicas e que isto não torna a Maçonaria uma religião de confissão judaica. Observa também que, pelo fato de ocorrerem referências a passagens do Novo Testamento, isto também não a torna instituição de confissão exclusivamente cristã. Descobre que, independente da Bíblia judaico-cristã ser usada como Livr:. da L:. nos TTempl:., existe prática de Maçonaria em países de confissão predominantemente islamita, budista, confucionista, taoista, e tantas outras, e que nestas usam-se os LLivr:. da L:. de suas próprias religiões majoritárias. Mesmo usando de livros de religiões diversas, mesmo desenvolvendo a espiritualidade dos MMaç:., a Maçonaria se propõe em não ser uma religião. Então, como explicar São João nos rituais maçônicos, tido até como patrono das LLoj:. que praticam os três primeiros graus do R:. E:. A:. A:.?
O véu que encobre a intenção da mensagem simbólica da Maçonaria só é revelado para aquele que tem os olhos bem abertos, e com denodo, perspicácia e isenção a estuda. A cada passo um mesmo símbolo ou personagem se transforma em idéia totalmente diferente da primeira intuição. Concorrente com uma mudança fundamental de visão de universo, a mensagem da Ord:. maçônica é dinâmica no tempo e implica numa nova visão de realidade a cada passo da transformação cultural. Os símbolos são os mesmos ao longo do tempo, sua interpretação é diferente. As mudanças são obtidas pela prática de transmitir informações de uma pessoa para a outra, algo só possível pela convivência pacífica, disciplinada, ordeira e tolerante que a Maçonaria proporciona em suas LLoj:.. É da convivência constante, pela camaradagem e com o passar dos dias que o Maç:. forma um juízo aceitável de toda a sua simbologia. Mesmo a respeito da presença de um incerto São João nos rituais. Devido a constante e renovada realidade, como entender a presença de São João na figura de padroeiro da Maçonaria simbólica? Existem diversos santos com o mesmo nome na história da Igreja Católica. É impossível determinar exatamente a qual destes homens santificados o ritual se refere. São inúmeras as tentativas dos especialistas MMaç:. em obter a verdade. Uns especulam que pode ser influência de organizações de cavalaria que cederam seus santos. Outros especulam que os maçons operativos, os pedreiros que construíram as catedrais da idade média, podem ter contribuído com os seus santos. Especula-se também que da astrologia pode ter ocorrida a escolha de santos cujo dia de comemoração no calendário de santos católicos quase coincide com os dois solstícios, haja vista existir um São João perto do solstício de verão e outro no de inverno.
Porque a Maçonaria especulativa, a dos MMaç:. aceitos nas confrarias de pedreiros, iria escolher um santo como padroeiro? Sabe-se que na época da criação da Ord:. ocorria uma gradual separação entre a opressiva religião católica e os homens de ciência e filosofia, que gradativamente iam formando maioria nas LLoj:. da época. Qual a razão dos criadores das leis básicas que regem a Maçonaria simbólica, alguns até clérigos, introduzirem um santo católico como padroeiro? E porque aqueles vetustos MMaç:., de orientação cristã, não definiram exatamente a qual São João eles se referiam? Perfecionistas que tentavam ser, certamente não nos deixariam na dúvida. Eles escolheriam o mais notável, o maior de todos os santos. Porque apenas São João?
Considerando a incerteza em determinar a qual santo a honra se refere, e como na época da criação da Maçonaria a Igreja Católica Apostólica Romana tinha grande poder no mundo político, este santo indeterminado pode ter sido sabiamente introduzido, até com intenção dúbia, para não afrontar tal poder ou ferir suscetibilidades dos poderes políticos, que de sua parte deviam completa submissão ao Papa. O certo é que o padroeiro da Maçonaria é aceito por tradição, e não é possível determinar com certeza a qual dos mais de trinta santos católicos com mesmo nome se refere. Definir São João na Maçonaria é pura especulação.
Especulando também, será que o São João citado no ritual pode ter outro significado? Seria porventura apenas um atributo ou qualidade de Deus? Porque tomando por base a tradução do nome João, "Jehohannam", que significa "o favor de Jeová" e unindo-a ao verbete "santo", faz o texto do ritual verter o seguinte: "À G:. D:. G:. A:. D:. U:., sob Seu Santo Favor...", ao invés de "em honra a São João". Desta forma invoca-se o G:. A:. D:. U:. e complementa-se com um pedido de remissão de culpa concedida por indulgência ou uma graça. Isto tornaria correto invocar a proteção de São João para todo Maç:., em qualquer país ou fé religiosa. Satisfaz ao Obr:. que professa outra confissão religiosa e satisfaz ao católico que adora o santo, que a ele se dirige em oração por intermediação. Os MMaç:. de confissão religiosa diferente da católica não se sentiriam enganados quando entrassem na Maçonaria. Isto confirmaria a figura do Apr:. Maç:. a se esculpir da P:. B:., e que indica que o homem Maç:. dispensa qualquer intermediação de exegetas, padres, pastores, bispos e outros clérigos para, com auxílio das ferramentas da Maçonaria, esculpir sua característica moral, ética e espiritual, pois se dirige diretamente a sua própria interpretação de Senhor dos Mundos, conceito que denominamos G:. A:. D:. U:.. Também propiciaria ao Maç:. invocar unicamente o mais eminente de todos os santos, o G:. A:. D:. U:. e Seu Santo Favor!
Bibliografia
1.ALENCAR, Renato de, Enciclopédia Histórica do Mundo Maçônico, Editora Maçônica, 1980.
2.ANATALINO, João, Conhecendo a Arte Real, Editora Madras, 2007.
3.ASLAN, Nicola, Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia, Editora Maçônica a Trolha, 2003.
4.BECK, Ralph t., a Maçonaria e Outras Sociedades Secretas, Editora Planeta, 2004.
5.Bíblia de Jerusalém, a, Edições Paulinas, 1973.
6.CAMINO, Rizzardo da, Dicionário Maçônico, Editora Madras, 2001.
7.CAPRA, Fritjof, as Conexões Ocultas, Editora Cultrix, 2002.
8.CASTELLANI, José, Dicionário Etimológico Maçônico, Editora Maçônica A Trolha, 2003.
9.CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain, Dicionário de Símbolos, Editora José Olimpio, 20ª Edição, 2006.
10.FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de, Dicionário de Maçonaria, Editora Pensamento,1990.
11.PAIVA, Alfredo, História da Maçonaria.
Charles Evaldo Boller, M:. Perf:. 14/09/2006
Desejo que me acompanheis em singular viagem. Para isto é necessário que aceiteis alguns postulados e a pouca consistência do que vos mostrarei considerando que em essência tudo não passa de simples fantasia. Tenha certeza que a pretensão é levar-vos por caminhos que poderão revelar entendimento de verdades complexas e difíceis de explicar de outra forma.
Estamos parados no centro da Loj aberta ritualisticamente. Esotericamente falando, o teto não existe, então, vamos tirar de vez esta cobertura do lugar de onde está e empurrá-la para bem longe, tão longe que desapareça. Descortina-se sobre nós espaço infindo e ao longe brilha o sol. Vamos também empurrar as paredes de nosso Tem para bem longe. Estamos no centro do espaço infindo que só não é totalmente negro porque a luz do luzeiro nos ilumina. Vamos eliminar também o piso de nosso Tem, afastando-o mais devagar para que nossa mente se acostume lentamente com o flutuar no espaço sem sentir vertigens; e como não temos mais referenciais, não se sabe ao certo se é o piso da Loj que está se afastando, ou se somos nós que estamos levitando, viajando espaço afora. Consideremos agora que possuímos poderes que nos permitem parar o tempo ; apenas nós nos movemos neste ambiente especial criado pela nossa imaginação. O importante é imaginar que estamos sem ponto de referência a não ser o sol. Estamos longe de tudo, não existe ruído e não há necessidade de ar, porque somos criaturas poderosas nesta nova forma. Olhai ao redor e observai a imensidão. Comparai-a com vossa pequena estatura em relação a este horizonte infindo. Com vossa nova capacidade de imaginação deixai vosso corpo material e flutuai para fora de vossa prisão. Juntos olhemos as PPed BBrut:. pelo seu lado externo de uma forma como nunca nos foi possível observar . Observemos como é nosso túmulo material . Como já aprendemos no passado , o que este corpo tem por fora é mero invólucro de nossa manifestação material no universo tridimensional, o importante desta massa é seu conteúdo interno, algo que aos olhos materiais é impossível identificar. Foi devido a esta limitação que saímos de nossos túmulos materiais e estamos aqui fora olhando para eles. Aqui somos infinitos . Nesta dimensão artificial não regem tempo ou matéria, não existe início ou fim, somos infinitos, somos deuses . Todas as coisas materiais que possuímos em nossa efêmera vida material são nada, se comparados com a imensidão que ora contemplamos ao lado de fora de nossas prisões, os cárceres que são apenas passagens de nossas experiências sensoriais.
Locke defendeu que as idéias são formadas a partir de experiências sensoriais exteriores e que a reflexão interior colocava em seu devido lugar. Nós estamos fora do corpo apenas por força de nosso pensamento e levamos junto conosco apenas nossa capacidade de ver e pensar. Locke combateu o Inatismo, filosofia que parte do pressuposto do homem possuir idéia inata do G:. A:. D:. U:.; que esta idéia já nasce com a pessoa . Na Maç:. nos é ensinado que nascemos livres porque nascemos racionais e os seres humanos são por isto considerados iguais, independente de governos e pelo uso da razão. Nós estamos usando esta experimentação sensorial não apenas através de nossos dispositivos de percepção da realidade, criamos uma nova percepção, pela fantasia, e por um exercício do pensamento estamos passeando fora de nossos corpos físicos pelo espaço infindo. Os TTrab:. do quinto grau do R:. E:. A:. A:. querem demonstrar ser o homem infinito e que suas posses são finitas. Locke concebe o infinito como resultante da unidade homogênea de espaço, número e duração, e o que diferencia uma da outra é que o infinito apenas não tem limite. O homem material é finito enquanto presa da materialidade e torna-se infinito quando desperta para a liberdade da razão apoiada pelo conhecimento esotérico. É isto que esta experiência deseja conduzir.
Percebeis o quão devagar estão nossos passos neste passeio? Não há necessidade de correr. Nossas experiências não ocorrem aos saltos, mas em pequenos avanços de uma dimensão para a outra. Assim se faz na Maç:.. O salto pode ser dado pela mente e não pelo corpo material. É disto que devemos nos libertar para penetrar nos segredos de nós mesmos. Apenas em condições especiais obtemos a verdadeira luz para investigar a verdade oculta em nós mesmos. Se olharmos todo o trajeto que nos trouxe até aqui é realmente um salto imenso para a nossa pequenez de criatura vivente do espaço tridimensional. Aqui só existe a noção de espaço porque trouxemos junto conosco as carcaças que nos contêm, em qualquer forma que adotarmos, seja ela material ou assim como nos imaginamos agora, não passamos todos de simples viajantes espaciais, é o que todos somos; astronautas deslocando-se permanentemente pelo espaço sideral numa velocidade estonteante a um destino desconhecido.
Vamos diminuir de tamanho, aliás, nós não temos dimensão, podemos ser imensamente grandes ou infinitamente pequenos, basta querer. Nossa mente vai fazer com que diminuamos de tamanho lentamente, apenas para não enjoar, porque ainda faz pouco tempo que abandonamos nossa clausura física e adentramos nesta nova condição de existência. Vamos encolher até que possamos entrar pelo ouvido do meu corpo material ai em frente e que conheço bem, haja vista que já fiz alguns passeios dentro dele ultimamente. Vamos diminuir de tamanho até que possamos divisar as moléculas desta carcaça. Percebeis como o corpo físico está desaparecendo? O corpo está se dissolvendo lentamente. Porque será?
Boyle foi o primeiro que não aceitou mais as teorias de Aristóteles dos quatro elementos: água, terra, ar e fogo e formulou as bases e conceitos dos elementos químicos. A diversidade de moléculas com que um corpo físico é composto é enorme, então escolhamos a primeira molécula que encontrarmos e vamos continuar a diminuir de tamanho para podermos abordar um dos átomos. Sabia que não foi Boyle quem criou a idéia de átomo? Isto já foi cogitado na antiga Grécia, por Demócrito ; é dele a idéia que os materiais são formados por partículas minúsculas. Hoje dispomos deste conhecimento porque estamos apoiados nos ombros de gigantes do passado. Pode-se dizer que o átomo é formado por duas regiões que ocupam o espaço: o núcleo, que é seu centro compacto e pesado, e uma coroa ou eletrosfera. No núcleo estão os nêutrons e prótons e na eletrosfera movem-se os elétrons em diversas órbitas . Rutherford sugeriu que o tamanho do átomo seria algo em torno 0,000.000.01cm. Para imaginarmos melhor o significado desta dimensão consideremos o homem do tamanho de um átomo; toda a população da Terra caberia na cabeça de um alfinete e ainda sobraria muito espaço. E nós estamos do tamanho de um átomo agora. Só que não vemos nada. Porque será? Se moléculas das mais diversas compõem um corpo físico, elas deveriam estar em todo lugar, trilhões delas deveriam estar presentes aqui, e deveriam obliterar a luz do sol. Onde estarão? A eletrosfera de um átomo é cerca de 10.000 a 100.000 vezes maior que o núcleo. Então, porque não estamos vendo nada? Vamos diminuir mais umas 100.000 vezes o nosso tamanho. E ainda não vemos nada. O corpo pelo qual estamos viajando simplesmente sumiu. O que existe ao nosso redor é apenas espaço vazio. Só a luz do sol chega até nós. Continuemos a procurar por um núcleo de átomo. Ali está um núcleo formado de prótons, nêutrons e outras partículas insignificantes, e assim como nós, desloca-se solitário nesta imensidão do espaço. É do tamanho de uma laranja, e cabe em nossa mão. Onde estará o elétron? Sabemos que a massa do elétron tem em torno de 1840 vezes menos massa que o núcleo. Muito pequenos para serem vistos, mesmo com estes olhos que temos agora. Temos que diminuir ainda mais de tamanho para divisar corpúsculo tão diminuto, será por isto que não vemos o elétron? Não! Ele não é visto porque nós paramos o tempo, lembra? Somos deuses aqui em nosso mundo de fantasia. Ele está parado em algum lugar que pode estar em termos proporcionais a nossa atual estatura a alguns quilômetros daqui, ou até bem perto como alguns centímetros. Não o vemos apenas devidos suas dimensões relativas diminutas.
Vamos diminuir mais nossa estatura, até ficarmos tão pequenos que possamos sentar confortavelmente sobre o núcleo. Ainda não vemos o elétron, e teríamos que encolher ainda cerca de quase umas 2.000 vezes a nossa atual estatura, e ainda assim seria muito difícil encontrá-lo. Vamos restaurar o fluxo do tempo. Que não vos assuste a escuridão! Conseguis imaginar o que aconteceu? Porque esta escuridão súbita? Pois são os elétrons! Eles estão impedindo a luz de chegar até nós. Isto porque a velocidade com que o elétron gira em torno do núcleo é tão alta que mesmo com sua minúscula massa oblitera a passagem da luz. Sua velocidade é tal que pode ser comparada à própria velocidade da luz. A velocidade dos elétrons é de tal magnitude que num determinado instante cada um deles pode estar ocupando qualquer espaço ao redor do núcleo. Ele tem apenas uma probabilidade de estar fisicamente num determinado lugar, num determinado instante. Compare isto com as hélices de um avião, as pás parecem estar em todo o entorno de seu eixo ao mesmo tempo, parecem estar em todo lugar ao mesmo tempo; é parecido, mas em escala de velocidades imensamente superior. É assim que se forma a matéria sólida de que são formados nossos corpos, o mausoléu de nossos pensamentos. Esta é a assinatura do G:. A:. D:. U:. dentro de nós mesmos. Isto até que contradiz Locke, mas não esqueçamos que nossa existência aqui é apenas resultado de uma ficção, de um exercício de nossa mente criativa. Aqui poderíamos inferir ser este de fato o nosso Sanc:. Sant:., referenciado no grau quatro do R:. E:. A:. A:.. Entretanto, é certamente nosso lugar mais sagrado. Percebes a imensidão que é um corpo físico de qualquer ser vivente? O homem em sua inteireza, considerando a carcaça, a mente, as emoções, sua espiritualidade e outros detalhes é um universo tremendamente complexo. A este universo que existe dentro de cada ser vivente, devido exatamente a esta diversidade e complexidade, denominamos Macrocosmo apenas para simplificar nossas limitações de entendimento. É assim, de forma espantosa, com quase nada de matéria, com quase absoluto espaço vazio que o G:. A:. D:. U:. produziu toda a matéria sólida do universo. Milagre ou realidade? Será que legitima a expressão do "Penso, logo existo" de Descartes ? Porque se tomarmos a realidade do ponto de vista em que nos encontramos agora, certamente deduziríamos que nada somos. Tudo o que existe é feito essencialmente de espaço vazio, somos feitos do nada, então nada deveríamos ser. Existimos apenas como que por milagre. Um maravilhoso feito do Incriado. Heidegger argumentava que "o ser se faz no tempo"; e é o que constatamos em nossa experiência; o ser é o nada que o constitui. Platão afirmava que "o universo em que vive o homem é ilusório, feito de sombras e aparências"; em nossa experiência, quanto desta assertiva é verdadeiro?
Percebeis a maravilha desta descoberta dentro de nós mesmos? Vês o quanto somos infinitos na forma em que nos encontramos e o resto do universo é finito? Em termos absolutos poderíamos até dizer que nem finitos somos, mas quase inexistentes. Percebeis agora o quanto somos livres e iguais neste universo criado pelo G:. A:. D:. U:.? Percebeis também o quanto é importante buscar o conhecimento para nos entendermos melhor uns com os outros, haja vista que de nada somos feitos. Fazer estes tipos de viagens é o único caminho que dispomos para trilhar pelos caminhos que conduzem para a liberdade e perfeição; simplesmente porque nos conscientizamos que existe um criador, não é possível que tudo seja resultado de obras do acaso sem a presença de uma mente pensante por traz de tudo o que se manifesta na natureza. Esta nossa realidade, esta nossa insignificância perante o milagre da existência material já é suficiente para nos levar a entender do porque o amor fraterno é o único caminho para a verdadeira igualdade. Na essência somos todos relacionados e iguais. Agora estenda isto às outras dimensões que temos: espiritualidade, emotividade, pensamentos, e outros. Este conhecimento de nós mesmos não fica limitado ao que estamos percebendo neste instante, este crescimento exige a perfeição tanto do espírito como do coração. Há necessidade de treinar nossas percepções tanto do visível como do invisível, e tudo é apenas dedutível por nossa capacidade de abstração, de fantasia. Não temos provas materiais disto ser realmente assim, ao menos enquanto estivermos restritos ao nosso cárcere material, ao nosso corpo físico. Devemos procurar a justiça e a fraternidade, o amor fraterno, para obter a possibilidade de, mesmo imperfeitos em alguns aspectos, sejamos levados à perfeição do intelecto e da espiritualidade pela força do pensamento. E assim como efetuamos nossa caminhada até ficarmos sentados aqui nesta escuridão sem ter medo de nada, quando o tempo está em marcha, onde chegamos devagar, um passo de cada vez; o caminho da Perfeição também não se dá aos saltos, senão com muita prudência e lentidão. Velocidade é coisa de elétron em sua órbita, nós devemos lentamente ir formando uma base educacional em busca da verdadeira liberdade que nos liberta do fanatismo, do ódio e outros vícios. Pois se viéssemos até aqui na superfície deste núcleo de átomo num salto, certamente desfaleceríamos; porque não iríamos entender que na escuridão de nosso mais recôndito ser, na falta da liberdade a que o elétron nos levou, nos sentiríamos presos, imobilizados, com medo de nos mexer, inclusive de pensar. E o medo desta prisão certamente nos induziria a adotar alguma postura fanática e alienante, quem sabe até, num ato desesperado, o suicídio. Vês como nossa capacidade de sonhar é infinita e como isto nos diferencia do homem-fera primitivo?
A filosofia do grau cinco do R:. E:. A:. A:. está conectada ao conhecimento humano, desde sua pequenez diante do universo, até o gigantismo de sua capacidade de sonhar e pensar. É pela capacidade racional inteligente que todo Mest:. Perf:. deriva conhecimentos detalhados e genéricos para a sua própria sobrevivência física e intelectual. Uma coisa puxa a outra. O sonhar leva a predispor o iniciado na busca contínua de instruções e conhecimentos esotéricos. Isto o leva a efetuar saltos mentais e lhe impõem denodo quando se interna na caminhada dos mundos desconhecidos, reservados apenas aos que têm coragem de enfrentar as veredas do desconhecido. Mesmo que lá reine escuridão, a mente continuará a irradiar a luz do entendimento de verdades cada vez mais complexas e intrincadas. O viajante leva consigo a luz do entendimento ao buscar intensamente dentro de si mesmo o "conhece-te a ti mesmo", de Sócrates , o homem pensador passa a aperfeiçoar-se. Depois que se aperfeiçoou e descansou nova jornada é iniciada, em ciclos eternos de sonhos, racionalizações e sedimentações de novos conceitos.
Percebeis agora que ao adentrarmos no mausoléu de Hir:. Ab:., que é o próprio Mest:. Perf:., despertam idéias ocultas que até então não percebíamos? Resolvem-se os porquês da existência: De onde venho? Para onde vou? Algo que só é possível descobrir com princípios esotéricos e com viagens ao interior de nós mesmos. Isto faz da passagem para o Or:. Eter:. apenas mais uma etapa da vida; algo que alivia o constrangimento e medo da morte. E ao nos libertarmos do medo da morte, rompem-se os grilhões da escravidão do mundo material. Todo Maç:. é considerado de fato um Tem:. vivo do G:. A:. D:. U:.. E só a partir desta constatação passareis a considerar-vos criatura pura e sagrada. Tudo fareis para não conspurcar este ambiente sagrado. Derivando ainda que isto vos induz a desenvolver conceitos morais e éticos cujo objetivo preservará a pureza deste lugar sagrado onde estamos. Isto fará daqui um lugar perenemente limpo e puro.
Desperta adicionalmente que apenas limpar o Tem:. interior, o Sanc:. Sant:. não é suficiente. A pureza moral e ética é insuficiente. Exige-se que o interior do Tem:., local da razão e dos sentimentos equilibrados, nutram vosso cérebro com estímulos que vos levem a buscar a perfeição. Daí ressaltar-se a importância em velar na maioria das vezes do centro das emoções, o coração, de modo a mantê-lo subjugado à mente, pois é considerado esotericamente o mesmo mausoléu de Hir:. Ab:.. A lenda aponta o coração como túmulo de Hir:. Ab:., que contém um Hir:. Ab:. enquanto não morrer o Mest:. Perf:. que o contém, pois este nunca ressuscitou e sempre estará lá. O objetivo do Mest:. Perf:. é dominar suas paixões com o objetivo de acabar com atitudes extremadas e fanáticas. E este é o caminho para a liberdade e perfeição. Este é o caminho do espírito levado por nossa capacidade de sonhar. Isto tem grandes chances de converter a fera humana apenas controlada pelas leis, em seres humildes diante da grandiosidade do que daqui divisamos.
Quando o tempo se desloca, em nosso interior reina escuridão enquanto não efetuarmos um salto para dentro de nós mesmos iluminados pela sabedoria do entendimento esotérico desta viagem. Este deslocamento é realizado em pequenas estações, para que o choque da descoberta desta escuridão não nos deixe cegos e com medo. O medo pode nos imobilizar e escravizar aos extremismos. É necessária coragem para desbravar este caminho.
Agora que te mostrei a minha senda, façais vossas viagens a sós para dentro de vós mesmo e descobri vossos próprios caminhos. E que não vos assuste a escuridão que encontrareis, pois tenho certeza que sempre levareis junto vossa capacidade intelectual para de lá sair em segurança. Ao homem Maç:. é dado caminhar só na busca de sua espiritualidade e liberdade, exatamente porque ninguém a pode fazer por outrem. É tarefa individual e intransferível.
1ª Inspetoria Litúrgica do Paraná – Vale de Curitiba.
Excelsa Loja de Perfeição "General Clodomiro Nogueira"
E saiamos daqui, pois já são C:. horas e os TTrab:. encerraram.
Bibliografia:
1.ARANHA, Maria Lúcia de Arruda, Filosofando, Introdução à Filosofia, Editora Moderna, 1993.
2.ASLAN, Nicola, Instruções Para Loj:. de Perf:. para o Gr:. 4 ao 14, Quarta Edição, Editora Maçônica A Trolha Ltda., 2003.
3.BOSQUILHA, Gláucia Eliane, Minimanual compacto de Química, Editora Rideel, 1999.
4.CAMINO, Rizzzardo da, os Graus Inefáveis, Loja de Perfeição, Volume 1, Primeira Edição da Editora Maçônica A Trolha Ltda., 1995.
5.Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa, versão 1.0, 2001.
6.GUIMARÃES, João Francisco, Maçonaria, a Filosofia do Conhecimento, Primeira Edição, Madras Editora Ltda., 2003.
7.LOCKE, John, Ensaio Acerca do Entendimento Humano, Editora Nova Cultural Ltda., 2005
8.OLIVEIRA FILHO, Denizar Silveira de, Comentários aos GGr:. Inefáveis do R:. E:. A:. A:., primeira Edição, Coleção Biblioteca do Maç:., Editora Maçônica A Trolha Ltda., primeira Edição, 1997.
9.REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario, História da Filosofia, Volume 1, Editora Paulus, 9ª edição, 2005.
10.Xérox do ritual do grau 5 do R:. E:. A:. A:.;
Carta aos "Eternos Aprendizes"(*).
Comments Postado pelo Ir:. Michael Barder - Quarta-feira, Abril 25, 2007 as 8:14 PM
Meus queridos IIr:.
Segue abaixo um trabalho que apresentei em 10 de agosto de 1996, que merece ser meditado, sempre, por todos nós.
À G:.D:.G:.A:.D:.U:.
À A:.R:.L:.S:.Adolpho Markenzon - N.º 203
Carta aos "Eternos Aprendizes"(*).
(*) ou mais corretamente, "Eternos Buscadores da Verdade"
Após meses no aguardo de uma posição sobre o nosso ingresso na Maçonaria, remoendo-nos de aflição, diversos pensamentos passaram pela nossa cabeça: "Será que existe algum empecilho ao meu ingresso?", "Por que demora tanto para me darem uma resposta?", "Acho-me preparado para esse desafio?"
Enfim, inúmeras dúvidas nos assolaram. No momento em que soubemos da nossa aceitação pela Maçonaria, em primeiro lugar houve um sentimento de orgulho e satisfação. Em seguida, quase ao mesmo tempo, o medo tomou conta de nós. Mas, como o ser humano gosta de viver perigosamente, sempre em busca de um desafio, apesar de ser avesso a mudanças, tomamos a decisão de enfrentar os perigos que se nos ofereciam com a máxima galhardia e coragem que possuíamos. E veio o dia da Iniciação. Momento solene e tão esperado. Tão misterioso que nem nos deixaram ver as coisas rolarem, mas enfrentado e aceito. Para ganhar esse troféu, prometemos tudo o que nos propuseram. Após a cerimônia, fomos para casa curtir a novidade com nossos entes queridos, entregar o ramalhete de flores e o par de luvas à nossa amada, dar uma rápida, e talvez derradeira, lida no Ritual de Aprendiz e na Constituição Maçônica que nos entregaram, e daí para frente... tornamo-nos Maçons.
Falaram que devemos freqüentar todas as Sessões de Aprendiz, receber as Instruções, elaborar os Trabalhos sobre as mesmas e, pronto!
Meus Irmãos, passou-se o tempo em que os adultos e os mais experiente nos diziam o que fazer. Agora, nós é que devemos saber o que nos é mais conveniente. Se estamos ou não aqui para crescer.
E quando eu digo crescer, só me refiro ao próprio engrandecimento espiritual. Para o engrandecimento material devemos nos bastar nós mesmos. Mas, como crescemos espiritualmente?... Estudando, pesquisando, discutindo, analisando as mesmas coisas sob todos os ângulos possíveis, pois, se cada um de nos analisarmos o Planeta Terra, supondo que a Terra tivesse o tamanho de uma laranja, cada um só veria um lado da mesma, o lado que estivesse em nossa frente. Quanto mais lemos e pesquisamos sobre um tema, o que verdadeiramente aprendemos é que, sempre, existe algo que ainda não nos ficou claro, ou não foi visto. E, o buscar dessa resposta, ou seja da palavra perdida, é que é crescer espiritualmente. Vemos que nada é absoluto. Nem nós mesmos. O próprio conceito de Deus nunca é visto e sentido da mesma forma por duas pessoas, ainda que ambas sejam da mesma religião.
Meus Irmãos, como vós, sou um ser humano. Sujeito a enganos e erros, como todos nós. Mas, mesmo assim, meditai sobre as minhas palavras e, se puderem, escrevam algo a respeito, para que minhas idéias possam ser complementadas pelas vossas.
Rogando ao G:.A:.D:.U:. que a todos ilumine e guarde, despeço-me, Fraternalmente,
Or:. de São Paulo, 10 de agosto de 1996.
Antonio Hoberdanchi Sálvia Jr. - M:.M:.
PHI = Divina Proporção
Comments Postado pelo Ir:. Michael Barder - Quarta-feira, Abril 25, 2007 as 8:12 PM
O numero PI e o PHI
Todos nós já ouvimos falar em número PI. É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (equivale a 3.141592653589793238462643383279502884197169399375... e é conhecido "vulgarmente" como 3,1416 ).
Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618.
O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante. Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual havia-se proporções... do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Pathernon... a proporção do retângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618. Os egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante. Bom, durante milênios, a arquitetura clássica grega prevaleceu.
O retângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam o retângulo de ouro grego. Mas em 1200... Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa seqüência matemática, a Série de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma seqüência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89...
1
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13=34
E assim por diante... Aí entra a 1ª "coincidência"; proporção de crescimento média da série é... 1,618. Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo, mas a média é 1,618, exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova idéia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.
A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colméia é de 1,618; A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618; A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618; A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618. E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO.
Porque os historiadores descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo? Bom, por volta de 1500, com a vinda do Renascentismo, a cultura clássica voltou à moda ... Michelangelo e, principalmente, Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras.
Mas Da Vinci foi ainda mais longe; ele, como cientista, pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus. Por exemplo: Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618. Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618. Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618; Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618; A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618; Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618; (Considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objetos acurados de medição). Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção.
Seria Deus, usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação feita ... à sua imagem e semelhança?
Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum. Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções. Ela também pode ser encontrada em outras relações, em objetos e situações do cotidiano, frutos de nossa vivência e observação. (Lembre-se: considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objetos acurados de medição).
Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias, como a 9ª de Beethoven e em outras diversas obras. Então, isso tudo seria uma coincidência? ...ou seria o conceito de Unidade com todas as coisas sendo cada vez mais esclarecido para nós?
Os Graus Maçônico no R.'.E.'.A.'.A.'.
Comments Postado pelo Ir:. Michael Barder - Quarta-feira, Março 14, 2007 as 2:22 PM
Queridos IIr.´.
Este trabalho não é de minha lavra. Não tenho nem conhecimentos nem luz para produzi-lo.
Trata-se de uma pesquisa na Internet em que misturei diversos trechos para tentar alcançar meus objetivos:
Elucidar quais são os GGr.´. Maçônicos do R.´.E.´.A.´.A.´. e o que se entende por GGr.´. Filosóficos.
Se conseguir atingir estas metas, economizarei bastante tempo de pesquisa para os IIr.´..
OS GRAUS MAÇÔNICOS NO R.'.E.'.A.'.A.'.
O maçom, após ter estudado os mistérios dos graus simbólicos, tem a possibilidade de estudar os mistérios filosóficos dos altos graus, comumente chamados de graus filosóficos; mas nem todos são verdadeiramente filosóficos, como veremos mais adiante.
Mas qual é a razão de ser dos graus maçônicos?
Considerando que a maçonaria é uma ciência, ela abrange todas as ciências que constituem a base comum das religiões, das artes e da filosofia de todos os povos do mundo, desde os tempos mais primitivos.
Portanto, um dos principais objetivos da Maçonaria é o estudo, através da pesquisa da Verdade, no intuito de dar continuidade à instituição, sendo que as atividades sociais, filantrópicas, administrativas, e litúrgicas são instrumentos utilizados pela Maçonaria para motivar e vitalizar as Lojas.
A maçonaria adota um método iniciático em suas doutrinas, baseado em símbolos, que gradualmente vão dando um desenvolvimento pessoal ao maçom, na medida em que ele se dispõe ao estudo. Logo, o método de ensino iniciático necessita ser conhecido através de vários degraus, representados na Escada de Jacó.
Considerando que um dos principais objetivos da Maçonaria é o estudo utilizando-se de um ensino iniciático que progride a cada grau, podemos afirmar que o objetivo do estudo dividido em graus é fazer com que o maçom adquira, "passo a passo", os ensinamentos da doutrina maçônica.
Na verdade, não se ensina maçonaria ao maçom, cada qual precisa buscar a informação, interiorizando-a através da meditação, para aos poucos adquirir o seu próprio conhecimento. São os graus maçônicos que oportunizam ao maçom transformar-se numa pedra cúbica, a ser utilizada na construção do templo ideal da humanidade, o templo da virtude.
Quais são os Tipos de Loja e os Graus maçônicos concedidos em cada um no R.’.E.'.A.'.A.'.?
Lembramos que os graus simbólicos, de Aprendiz e de Companheiro, são de origem operativa e estão diretamente ligados aos ensinamentos da moral e ao desbaste da Pedra Bruta, utilizando-se das ferramentas associadas à construção do templo da virtude. Os demais graus estudam a essência esotérica, contendo doutrinas que serão aprofundadas sempre mais à medida que avançam as instruções nos graus superiores.
Os graus simbólicos são chamados de graus universais por serem comuns a todos os Ritos. Porém, nos seus altos graus, cada Rito tem a sua própria nomenclatura. Os altos graus do R.'.E.'.A.'.A.'. são orientados e administrados pelo Supremo Conselho, sendo agrupados em séries, onde cada qual tem o seu um objetivo, que deverão ser atingidos através da iniciação.
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4º |
Mestre Secreto |
Grau de meditação; os verdadeiros segredos da Maçonaria devem ser objeto de pesquisas; |
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5º |
Mestre Perfeito |
Grau de meditação; estudar a filosofia da natureza e a solução da quadratura do círculo filosófico; |
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6º |
Secretário Íntimo |
O Grau é baseado na idéia de aprendizagem do comando, e sua moral resume-se no respeito que devemos Ter aos segredos alheios; |
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7º |
Preboste e Juiz (ou Mestre Irlandês) |
É consagrado à equidade severa com a qual devemos julgar nossas ações; |
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8º |
Intendente dos Edifícios (ou Mestre em Israel) |
A liberdade é o único traço de união entre o trabalho e a propriedade; |
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9º |
Mestre Eleito dos Nove |
Grau de Iluminação. Consagra-se ao zelo virtuoso e ao talento esclarecido que, por bons exemplos e generosos esforços, vingam a verdade e a virtude do erro e do vício; |
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10º |
Ilustre Eleito dos Quinze |
Consagrado à extinção de todas as paixões e de todas as tendências censuráveis; |
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11º |
Sublime Cavaleiro Eleito |
Consagrado à regeneração dos costumes, às ciências e às artes; |
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12º |
Grão Mestre Arquiteto |
Representa-se o povo e consagra-se à coragem perseverante |
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13º |
Real Arco |
Destinado a interpretação dos primeiros instituidores da Ordem; |
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14º |
Grande Eleito, ou Perfeito e Sublime Maçom |
Consagrado ao Grande Arquiteto do Universo; |
GRAUS FILOSÓFICOS
Conquanto já faça parte de nossos usos & costumes, inclusive sendo útil para diferenciar os graus anteriores dos posteriores criados na história dos Ritos, essas expressões objetivam conceitos extremamente inadequados que nos servem de paradigmas inconscientes.
Quando nos referimos à Maçonaria, independentemente dos graus dos quais estejamos falando, invariavelmente nos vem à mente a idéia de uma "filosofia". Não há como ser diferente, pois uma instituição que pretende a construção de um determinado modelo de homem, almejando com isso uma profunda transformação social, terá obrigatoriamente uma "filosofia", que é permanentemente atualizada em suas lendas, ritos, mitos, símbolos e doutrinas. Estando de acordo com esse raciocínio, a razão de colocarmos "filosofia" entre aspas é para diferenciá-la de Filosofia, com "f" maiúsculo. Desejamos defender aqui a tese de que, ao falarmos de Maçonaria, existe uma diferença entre "filosofia" e Filosofia, e que isso é fundamental para nossa práxis.
Devemos diferenciar práxis de prática. Prática se refere, ainda segundo o dicionário, ao ato ou efeito de praticar; à experiência nascida da repetição dos atos. Necessitamos prática para dirigirmos automóveis ou para realizar uma cirurgia. Já práxis é a totalidade de nosso agir enquanto seres humanos. Cada ação humana implica aspectos objetivos (como fazer, falar, produzir) e aspectos subjetivos (como valores, ideologias, condicionamentos de toda ordem e as atitudes deles decorrentes). Prática se refere ao que eu sei fazer; práxis se refere ao que eu sou.
Estudar e conhecer Filosofia podem ser sinônimos de erudição ou indicação de um status profissional. Erudito, segundo os dicionários, é quem tem instrução vasta e variada, que é sabedor de muitas coisas. Um professor de Filosofia, um filósofo profissional ou alguém com "amor à sabedoria" (que é o que significa o termo) podem ser eruditos em Filosofia; conhecer autores e obras, sistemas filosóficos e história da Filosofia. Isso não faz de nenhum deles um filósofo, no sentido existencial. Assim como conhecer profundamente Teologia não faz de alguém um religioso.
Começa a aparecer a pedra de toque para fazer a distinção que pretendemos. Paulo Freire, o notável pedagogo brasileiro, já nos ensinava que a atividade essencialmente humana é a reflexão, e a práxis humana deve ser composta de ação « reflexão; assim mesmo: uma ação de mão dupla onde as partes são inseparáveis com o perdão da redundância. Quando em nossa existência nosso agir está dissociado da reflexão, nos alienamos. Quando alienados, por mais ativos que sejamos, não somos os senhores de nossa história; não estamos na direção de nossas vidas. Somos levados pelas circunstâncias. Para desalienar-se é preciso "filosofar", perquirir, duvidar. Os fatos nos são dados pela existência, e podem ser organizados pela Economia, pela Sociologia, pela Antropologia, mas é "filosofando" que os interpretamos, que os julgamos e que os transcendemos.
Nesse sentido de um compromisso consciente com a existência é que devemos ser seres ativos e reflexivos, isto é, adotar uma postura naturalmente filosófica. Essa postura implica numa atitude inquiridora e cética, sem ser relativista ou cínica. Devemos ser filósofos no sentido do ideal marxiano de ser pescador pela manhã, poeta à tarde e filósofo à noite, sem que sejamos pescadores profissionais, poetas profissionais ou filósofos profissionais. A Filosofia nos será ferramenta de aprimoramento do olhar e do raciocínio, e para isso é importante conhecer os filósofos e seus pensamentos. "Filosofar", porém, será nossa atitude constante.
Eis porque, meus Irmãos, conceber graus filosóficos e não-filosóficos na Maçonaria é defender uma posição maçonicamente contraditória, pois não pode haver Maçonaria que não seja essencialmente filosófica. E, consequentemente, não pode haver maçom que não seja filósofo . Se fomos iniciados, então nos basta "saber" sinais, toques e palavras; "conhecer" algumas instruções e princípios. Se somos iniciados, então sinais, toques e palavras servirão para reconhecermos pessoas com as quais teremos uma identidade de interesses, de convicções, de posturas sociais e espirituais; viveremos nossos princípios, pois eles serão conscientemente compreendidos e livremente aceitos.
A Iniciação é uma conversão, uma metanóia. Os Irmãos que nos acolhem numa Loja, dirigentes ou não, podem apenas nos fazer o convite, nos mostrar o caminho e nos fornecer as ferramentas. O sim terá que ser nosso. A transformação de nossa atitude perante nós mesmos e perante o mundo é tarefa exclusivamente nossa. E responderemos solitariamente às nossas consciências pela nossa decisão.
Se não realizarmos essa conversão, continuaremos freqüentando Lojas simbólicas , onde apenas repetiremos enfadonhos gestos e palavras, e Lojas filosóficas , onde apenas recordaremos o cobridor e leremos os rituais.
E voltaremos à nossa vida real sem marcas, sem sinais, sem toques e sem palavras.
FONTE: "Instruções para Lojas de Perfeição"; Nicola Aslan; Ed. "A TROLHA"; Ano de Publicação: 1994; 1ª Edição.
Pedro Juchem,
M.'.M.'. - Loja Venâncio Aires II, nº 2369, GOB RS , Or.'. Venâncio Aires, RS, Brasil.
Francisco C. L. Pucci
M.'. M.'. - ARLS Profeta Elias,Grande Loja do Paraná, Brasil
