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5 tecnologias vão mudar o setor de segurança em 2019

Nos interessa, particularmente, observar aquelas que já começam a agregar valor.

Uma das tradições de início de ano é escrever sobre as tecnologias que prometem impactar o setor de segurança durante os próximos meses. Decifrar o futuro nunca é uma tarefa fácil e na medida em que novas tecnologias e recursos serão cada vez mais importantes a longo prazo, o que nos interessa particularmente é observar aquelas que, a curto prazo, já começam a agregar valor. Para 2019 observamos que essas tecnologias são as extensões das mesmas que identificamos no ano anterior e que se estabeleceram como oportunidades para o próximo ano - e isso é ótimo - de maneira cada vez mais útil para a indústria e, claro, os consumidores.

1 – Inteligência Artificial

Para os mais céticos a Inteligência Artificial (AI) aparece como uma promessa que nunca se concretiza, mas o progresso difere de indústria para indústria e de aplicação para aplicação. Na indústria de segurança eletrônica, o Deep Learning é utilizado principalmente para analíticos de vídeo, mas a tecnologia estará presente em muitas outras aplicações e produtos no futuro. Uma das tendências em infraestrutura de rodovias, por exemplo, é o uso de analíticos de vídeo para Detecção Automática de Incidentes (DAI). Tradicionalmente, isso se dá tendo como base algoritmos fixos. A novidade para este ano é que, com o Deep Learning, essa capacidade de análise de tráfego alcançará um novo patamar: a capacidade de detecção será constantemente atualizada, o que aumenta a precisão dessa ferramenta.

2 – Cloud e Edge Computing

Poucas organizações na esfera pública ou privada ainda não utilizam a Nuvem em algum nível. Pelo contrário, muitas delas já transferiram toda a infraestrutura para um modelo baseado em nuvem – ou seja, centralizados em um ou mais data centers. No entanto, mesmo que mais data centers com capacidade cada vez maior sejam criados, o aumento exponencial do volume de dados pode se tornar esmagador. E esse cenário é particularmente crítico em áreas como vigilância por vídeo, onde as demandas de dados ainda são significativas.

É de olho nesse tsunami de dados que o mercado tende a ganhar com os benefícios do Edge Computing ou Computação de Borda. Em termos simples, como seu nome sugere, a computação de borda coloca mais processamento de dados na "borda" da rede, perto de onde os dados são coletados pelo sensor e antes da transferência para o data center. Para nosso setor, o recurso significa processar dados dentro da própria câmera para reduzir significativamente as demandas de largura de banda de transferência e armazenamento de dados. Além disso, os dados podem ser anonimizados e criptografados antes de serem transferidos, abordando questões de segurança e privacidade.

3 – Cibersegurança

A segurança contra ataques cibernéticos é relativamente nova. Por muitos anos, a segurança física era analógica. As equipes de TI pouco se preocupavam com as câmeras. No entanto, com a popularização do videomonitoramento digital, a situação mudou e exige novas adequações dos profissionais do mercado – como se observará mais intensamente este ano.

Recentemente governos de alguns países baniram determinados fabricantes de fornecer equipamentos, citando riscos de interferência estrangeira e de invasão virtual. Uma lei assinada pelo presidente dos Estados Unidos proíbe que qualquer funcionário do governo americano utilize dispositivos fabricados por algumas empresas chinesas, seja subsidiária ou afiliada. A Austrália, também, em grande parte excluiu empresas chinesas por preocupação com a segurança nacional. Recentemente, a Bloomberg anunciou que foram descobertos chips fabricados na China que poderiam ser utilizados para espiar empresas norte-americanas. Essa nova realidade vai exigir ainda mais que as equipes de TI estejam atualizadas sobre as potenciais vulnerabilidades dos equipamentos conectados à rede.

4 - Tecnologias inteligentes para beneficiar o meio ambiente

Os analíticos de vídeo já são utilizados como ferramenta de planejamento operacional pelas organizações que buscam melhorar a eficiência de energia nos escritórios, com os benefícios positivos subsequentes para o meio ambiente. Um dos exemplos é o uso, em escritórios, de câmeras dotadas de inteligência para identificar a quantidade de pessoas no ambiente e regular o ar-condicionado a partir desse dado.

Outra área crítica que pode se beneficiar com estes sensores e fundamentar ações corretivas é na qualidade do ar. Seja dentro de prédios ou no ambiente urbano externo, os impactos negativos na saúde e nos custos associados estão se tornando um problema cada vez maior. Sensores inteligentes terão um papel central na solução do problema globalmente. Essas aplicações agregam valor às organizações por meio de eficiências e economia, além de ajudar a alcançar suas próprias metas ambientais e de sustentabilidade.

5 - Integração entre sensores para respostas inteligentes

Inpidualmente, os sensores, podem trazer benefícios significativos. No entanto, a principal tendência para 2019 será a combinação e integração entre persos sensores para estimular ações "inteligentes". Por exemplo, em uma cidade inteligente, uma câmera poderá, já este ano, identificar que um veículo acaba de estacionar em local proibido, e acionar automaticamente um alto-falante com uma mensagem pré-gravada alertando o motorista sobre a infração. Caso o carro permaneça no local, a central de controle poderá receber um alerta com informação visual do veículo e aplicar uma penalidade.

(*) Paulo Santos é gerente de soluções da Axis Communications

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