Brasil é uma das oito novas regiões da Google Cloud Platform

Oferta a partir de datacenters parceiros locais, a partir de 2017, atende a clientes que, por questões de latência e/ou compliance, precisam ter o dado no Brasil. Os preços ainda serão cobrados em dólar

O Google está fazendo uma grande mudança em todas as suas ofertas de serviços de nuvem para o segmento corporativo. A partir de hoje, o  Google apps for Work passa a ser chamar G Suite e passa a ser o braço software as a service da Google Cloud, já famosa pelos serviços de infraestrutura da Google Cloud Platform, que em 2017 ganhará presença local. O Brasil será uma das oito novas regiões compostas por vários datacentes próprios e de terceiros (no caso do Brasil, de terceiros), que tornaram os serviços de infraestrutura da empresa mais competitivos em relação aos seus concorrentes diretos, Amazon e Microsoft. As outras regiões são: Virgínia do Norte (EUA), Singapura, Austrália, Alemanha, Reino Unido, Índia e Finlândia. 

Os anúncios foram feitos no Brasil pelos porta-vozes do Google no país, Alessandro Leal, Country Manager do G Suite e Fabio Andreotti, Head of Google Cloud Platform Latam, ao mesmo tempo em que as novidades eram anunciadas nos Estados Unidos pelo vice-presidente sênior de Infraestrutura, Urs Hölzle.  A expansão global e o reposicionamento do G Suite fazem parte dos planos do Google de se transformar em uma empresa de serviços de Cloud em 2020. 

Ter uma ampla distribuição de infraestrutura de nuvem é importante para aumentar as chances competitivas do Google nesse segmento. Mais e mais países estão exigindo que alguns tipos de dados sejam armazenados em determinadas localizações geográficas. E mesmo com redes de alta velocidade, uma grande distância entre onde um aplicativo está hospedado e onde seus usuários estão localizados provoca problemas de latência capazes de inviabilizar a oferta de alguns serviços. 

Um dos maiores pontos fracos do Google em concorrência com a Microsoft e Amazon tem sido a sua relativa escassez de regiões em comparação com as outras plataformas. Hoje, as soluções do Google para o mundo corporativo são ofertadas a partir de seis regiões, contra 17  da Amazon e 34 da Microsoft. A não presença local era um dos problemas enfrentados no Brasil. O outro, é o pagamento em dólar. Esse, ainda vai demorar algum tempo para ser resolvido.

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Foco em IA e Machine Learning
Junto com essas novidades, o Google anunciou uma série de novos recursos e serviços para nuvem baseados em Inteligência Artificial e Machine Learning, diferenciais importantes para seus produtos. Na visão da empresa, agregando inteligência na análise de dados, toda a automação usada hoje pelos próprios produtos Google para o mercado de consumo e modelos pré-treinados de machine learning, tanto as ofertas SaaS quanto as ofertas IaaS tornam-se mais atraentes aos usuários. 

Nos aplicativos da G Suite, a IA e o aprendizado de máquina estarão presentes em recursos como a funcionalidade Explorar, já disponível nas planilhas eletrônicas.  Agora, além de aprimorar essa funcionalidade no app Planilha, o Google está implantando funções semelhantes nos apps Documentos e Apresentações.

Na Planilha, a função Explorar passa a integrar integra Processamento de Linguagem Natural (Natural Language Processing [NLP], em inglês) para ajudar o usuário com respostas sobre dados, de uma forma rápida e simples. Além da geração de insights a partir dos gráficos automatizados, também é possível fazer perguntas - com palavras, não com fórmulas - para obter respostas sobre os dados contidos na planilha. A funcionalidade também está disponível no App Planilhas da plataforma iOS.

No Documentos a função Explorar permite buscar informações sobre o seu arquivo no Google ou documentos relacionados no Drive. A ferramenta - disponível para desktop, Android e iOS - analisa o documento em uso e sugere informações relacionadas como tópicos e imagens. 

Já no app Apresentações o objetivo é otimizar o tempo do usuário. Para isso a função sugere layouts baseados no conteúdo do slide. Segundo o Google,os usuários podem reduzir cerca de 30% do tempo gasto na formatação de slides.

Recursos inteligentes foram inseridos também na Agenda. As funções Find a Time / Find a Room, já dispoívelis para Android, poderão ser usadas também nas versões Web e iOS. Elas ajudam o usuário função vai ajudar o usuário a encontrar facilmente o melhor horário e o melhor local para reuniões com um grupo de pessoas, sugerindo datas livres nas agendas de todos e salas de reunião disponíveis.

Outra novidade G Suite é o acesso rápido ao Drive. Alimentada pela tecnologia de Machine Learning do Google, esta nova função aprende o ritmo de trabalho do usuário e coloca o próximo arquivo a ser trabalhado na tela inicial. O que, segundo o Google, garante economia de quase 50% do tempo gasto na busca de arquivos.

Em breve estarão disponíveis também as funções Team Meetings: nova experiência do Hangouts para até 50 pessoas e Team Drive.

Novidades Google Platform
Já no segmento IaaS, a inteligência poderá ser ofertada através de APIs para funcionalidades e serviços e de contêineres. "Contêineres são o futuro da virtualização", afirma Fabio Andreotti.  Segundo ele, os contêineres permitem rapidez e flexibilidade na adoção dos serviços e uma forma mais justa de cobrança, por serviço e por minuto de uso, sem amarrar o cliente em longos planos de fidelização, ou ofertas casadas. Na visão do Google, os contêineres permitem uma melhor utilização da infraestrutura, são mais econômicos que as máquinas virtuais e fazem com que as empresas sejam mais ágeis no desenvolvimento de aplicações.

"É possível, por exemplo, rodar um solução baseada na API de visualização em fotos armazenadas em qualquer lugar. Até mesmo no drive do seu notebook", afirma Anreotti. 

Entre as principais novidades está o BigQuery 2.0, para a obtenção de insights a partir de grandes volumes de dados, em vez de desperdiçar recursos e esforços em atividades que não agregam valor aos negócios, como gerenciamento de infraestrutura.

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