The true sign of intelligence is not knowledge but imagination. Albert Einstein

The only source of knowledge is experience. Albert Einstein

Success is not final, failure is not fatal: it is the courage to continue that counts. Winston Churchill

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A verdadeira agilidade só é possível quando toda a organização adota essa mentalidade

Embora as metodologias ágeis tenham sido originalmente desenvolvidas para o mundo do software, elas se aplicam a quase todas as outras áreas de um organização. Colaboração, comunicação aberta, confiança, independência, eficiência e entrega contínua são a base do ágil e podem trazer um impacto positivo duradouro para quase qualquer departamento.

"Em uma empresa ágil, o lado de marketing e vendas é equilibrado com o de desenvolvimento de produtos. Em uma empresa ágil, todo o negócio é organizado de forma que possa responder rapidamente às mudanças no mercado. Todos os departamentos estão completamente integrados com o fluxo de valor global; existe agilidade de ponta a ponta", afirma o CTO da Mendix, Johan den Haan, no artigo "Enterprise Agile: extending the agile process outside development".

Confira seis princípios ágeis que você pode aplicar a qualquer área.

1 - Às vezes o trabalho não se parece com trabalho
Um equívoco comum sobre ágil é que a metodologia ignora muitos aspectos de planejamento e processo. O importante é entender que, muitas vezes, esses processos ocorrem simultaneamente enquanto as tarefas estão sendo realizadas.

O trabalho está na reflexão, nas trocas ou mesmo em interações simples com outros membros da equipe. Tudo isso é parte do trabalho. Às vezes, as melhores ideias e soluções não vêm um método rigoroso e constante, da codificação intensa sem olhar para os lados. Não são os dedos no teclado que contam, mas as cabeças no jogo.

2 - Entregar valor rápido e de forma constante
Agile é sobre entregar valor para as partes interessadas muito cedo e muitas vezes, usando uma progressão simples de passos: planejar, desenvolver, finalizar, testar e lançar. Em seguida, repita essa ordem de procedimentos. A chave é fazer isso em curtos espaços de tempo (sprint) para, em seguida, promover ajustes incrementais com base no feedback dos usuários.

"As limitações de tempo dentro do desenvolvimento ágil reduzem a probabilidade de acidentes, problemas, erros e má direção. É algo que limita nossa exposição. Como uma equipe de produto, nós não sabemos o que as pessoas realmente vão gostar ou o que vão usar de fato, porque essas pessoas mudam de ideia o tempo todo. Então, você tem que apresentar o material aos usuários o mais cedo e com evoluções o mais rápido possível para que eles possam dizer ‘sim’, ‘não’ ou ‘está quase lá’. Você vai decepcioná-los repetidamente (mas de forma controlada ao longo de alguns meses) até que realmente entregará algo que lhes fará felizes”, ilustra  Tim Ottinger, consultor sênior na Logic Industrial.

agile

3 - Abraçar o caos (por partes)
Se as equipes estão sobrecarregadas com o tamanho e o alcance dos projetos, comece a picotar as iniciativas. Fatie e pique o trabalho em pedaços menores que possam ser realizados dentro dos limites de um sprint. Mantenha esse fatiamento até que a tarefa possa ser gerenciada e distribuída com base nos pontos fortes das equipes que irão executá-las. Este é o lugar onde o serviço pesado de planejamento up-front se apresenta. Certifique-se, então, que os imperativos de negócio são claramente definidos e determinados antes de começar a desenvolver o trabalho.

4 -Concentrar-se na capacidade, não na velocidade
Outro equívoco comum sobre ágil é que a metodologia pode aumentar a velocidade de uma equipe de desenvolvimento produto. Enquanto isso é verdade em certo sentido, não é sempre o caso; em vez disso, o que geralmente acontece é que uma equipe aumenta a sua capacidade de produzir produtos viáveis, o que resulta em maior velocidade.

Ottinger observa que capacidade e velocidade é uma consequência e não uma escolha. Capacidade mostra o quanto pode ser feito em um determinado período sem estressar demais os times. Os líderes empresariais precisam descobrir sempre quantos recursos são necessários para executar uma tarefa dentro de um prazo ou como acomodar projetos em tempo de acordo com recursos limitados.

“A velha escola de pensamento era que para aumentar a velocidade você deve aumentar o esforço. Apare as arestas e arrisque. Mas, muitas vezes, essa inclinação acabou em falhas ou produtos de má qualidade. Dá para aumentar a capacidade usando métodos ágeis para desenvolver habilidades, aumentar o conhecimento, melhorar os instrumentos, trabalhar partes de forma eficiente, reduzir as ineficiências e o desperdício - e que ajuda organizações a se moverem mais rapidamente”, comenta o especialista.

5 - A constância terrível
Como você responde a pergunta inevitável: “Quando o projeto será finalizado?”. A resposta é: “Nunca”. Isso é o que se convencionou chamar de constância terrível - especialmente no mundo do software, onde o termo “concluído” é um conceito fluido, permeado por constantes atualizações, patches, correções de bugs e alterações de requerimentos. O trabalho, portanto, deve ser constante.

5 - Métodos ágeis são empíricos
“Aprendemos a fazer o trabalho fazendo o trabalho. Não existe um caminho certo e é preciso achar formas mais adequadas que se encaixem no perfil de sua organização. É preciso encontrar uma maneira própria. Porém o Agile mostrará para você que a prevenção é melhor que a correção”, conclui Ottinger.

Ainda assim, as estratégias para adoção da nuvem influenciarão mais de metade das transações de terceirização até 2020

O mercado global de nuvem pública como um todo está entrando em um período de estabilização, com um pico de taxa de crescimento de 18% em 2017 e expectativa de queda nos próximos anos, segundo Sid Nag, diretor de pesquisas do Gartner.

A previsão para este ano é a de que o mercado movimente US$ 246,8 bilhões (em 2016f foram US$ 209,2 bilhões). O maior aumento virá dos serviços de infraestrutura de sistemas em cloud (IaaS, na sigla em inglês), com crescimento previsto de 36,8%, totalizando US$ 34,6 bilhões. Já os serviços de aplicações em nuvem (SaaS) devem aumentar 20,1%, somando US$ 46,3 bilhões, de acordo com as projeções o Gartner.

“Até 2020, as estratégias para adoção da nuvem influenciarão mais de 50% das transações de terceirização”, explica Nag. "Embora nem todas as definições sobre terceirização resultem em migração automática para nuvem, os compradores estão dando prioridade para Cloud nas suas decisões, fundamentados no impacto do tempo para percepção de valor pela velocidade de implementação."

Nos próximos anos, espera-se um crescimento um pouco mais lento do mercado de SaaS, com maior maturidade das soluções, mais especificamente daquelas para gerenciamento do capital humano (HCM) e das relações com o cliente (CRM), além de uma aceleração nas compras de aplicativos financeiros. Contudo, SaaS continuará como o segundo maior segmento no mercado mundial de serviços em nuvem.

"Até 2019, mais de 30% dos investimentos em novos softwares dos 100 maiores fabricantes terão mudado de 'nuvem como prioridade' para 'cloud only", completa Nag.

O maior crescimento da nuvem se dará no mercado de infraestrutura. A demanda extra decorrente da migração da infraestrutura para Nuvem e a maior procura proveniente das cargas de trabalho que exigem mais do ambiente (como Inteligência Artificial, Analytics e Internet das Coisas), tanto no cenário corporativo como entre as startups, estão norteando esse crescimento. 

Além disso, o aumento de PaaS (plataforma como serviço) também está impulsionando o crescimento da adoção de IaaS, na opinião dos analistas da consultoria.

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Ada Lovelace, Grace Hopper, Hedy Lammar, Anita Borg e Radia Perlman revolucionaram a área e servem de inspiração para uma nova geração de profissionais

Algumas das principais contribuições da história da tecnologia da informação têm em sua autoria os esforços de grandes mulheres. Ada Lovelace, Grace Hopper, Hedy Lammar e Karen Spark Jones, só para citar algumas das mais conhecidas, foram responsáveis por desenvolver tecnologias que tornariam os dias atuais impraticáveis sem o apoio delas. Mas, até hoje, a participação feminina no setor de tecnologia é baixa. As mulheres representam apenas um quarto da força de trabalho do setor e aproximadamente 18% das graduações em ciência da computação.

"As mulheres são 40% da força de trabalho mundial e constituem mais da metade dos bacharéis universitários. Apesar disso, apenas de 3% a 5% dos cargos de administração de alto escalão na área de tecnologia são ocupados por mulheres", afirma a diretora-geral da GSMA, Anne Bouverot.

Por mais que muitas das grandes invenções de TI tenham surgido de mãos e mentes femininas, elas ainda se sentem subjugadas em equipes de desenvolvedores em todo o mundo. O ambiente hostil, a sensação de isolamento e a falta de perspectiva na carreira estão entre os principais fatores citados por elas como causas do abandono de profissões e crusos técnicos.

A organização sem fins lucrativos Girls Who Code prevê que, até 2020, 1,4 milhão de trabalhos serão ofertados no setor de Tecnologia da Informação e isso somente em relação aos Estados Unidos. É a indústria que mais cresce, seja em países desenvolvidos, ou em países em desenvolvimento, como o Brasil.  Mas, de acordo com o último Censo do IBGE, realizado em 2010, apenas 20% dos empregos em tecnologia da informação no Brasil eram ocupados por mulheres. 

Essa desigualdade começa a aparecer já no período escolar. Segundo um estudo da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômic0), o número de meninos que sonham em seguir uma carreira em engenharia ou informática é quatro vezes maior que o de meninas.

Um estudo conduzido pela Accenture e pelo grupo Girls Who Code, mostra que, se nada for feito, o percentual de mulheres na TI será de 22% em 2025 (hoje está em 24%), a menor taxa da história e uma longa queda se comparado com os 37% de 1995.

“As empresas precisam de talento técnico e as mulheres representam mais da metade do capital intelectual do mercado. Se as companhias desejam atrair os melhores profissionais, então é fundamental que não negligenciem as habilidades que as mulheres têm a oferecer”, atesta Telle Whitney, CEO do Instituto Anita Borg (ABI), ONG que trabalha para avançar a condição feminina na indústria da computação.

Anita Borg tinha um sonho: garantir que, em 2020, 50% de todos os cargos na área de TI estivessem ocupados por mulheres. "Esse é um trabalho muito difícil, mas não consigo pensar em nada mais importante que eu quisesse fazer para o resto da minha vida e que pudesse causar tanto impacto positivo na vida de jovens mulheres", disse em uma de suas apresentações.

Aos poucos, o cenário de desigualdade começa a mudar. Segundo as estatísticas atuais de todos os segmentos tecnológicos, há cada vez mais mulheres nas salas de aula. Pelos dados do Instituto Zethos de Educação Corporativa (IZEC), essa mudança de gênero de alunos tem sido notada há algum tempo e a mulher já é considerada maioria quando o assunto é aprendizado de tecnologia. O instituto, que oferece cursos de software, mostra que a média é de 62% de mulhesres.

Representatividade é uma das chaves para recrutar e preservar mais mulheres no setor de TI. Mirar-se no exemplo de outras mulheres e jogar luz à trajetória delas é uma forma de engajar novas profissionais. Na lista a seguir, relembramos algumas das grandes personalidades femininas que contribuíram para mudar a Tecnologia da Informação e  por que a trajetória profissional delas serve de  inspiração para as novas gerações. 

 

Ada Lovelace
Primeira programadora da história
10 de dezembro, 1815 - 27 de novembro, 1852

Considerada a primeira pessoa do mundo a programar um computador, Ada Lovelace escreveu um algoritmo para uma máquina computacional que até então existia somente em papel. Filha do poeta inglês Lord Byron e Anne Isabella Milbanke, Ada foi incentivada pela mãe a estudar matemática e lógica, um caminho que eventualmente a aproximou do cientista Charles Babbage, criador da primeira máquina analítica, uma espécie de computador de uso geral. Ao traduzir um artigo do matemático italiano Louis Menebrea, que detalhava a máquina analítica, Ada deixou claro que compreendia o tema: ela acrescentou uma série de anotações, fazendo o artigo original triplicar de tamanho. Nele, Ada explica como a máquina em questão poderia computar uma série de números complexos, chamados de Sequência de Bernoulli. Em resumo, Ada criou o primeiro software de computador, antes mesmos da existência concreta de um. A matemática morreu jovem, aos 36 anos, em decorrência de um câncer de útero. O reconhecimento do seu trabalho veio cerca de um século depois, com a republicação de suas notas que trazem a descrição de um modelo de computador e seu respectivo software. Como homenagem, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos criou um código de linguagem e o batizou de ADA, no ano de 1979. Ada foi visionária ao entender que números poderiam representar mais do que quantidades e previu que máquinas poderiam ser usadas para compor música, produzir gráficos e serem úteis para ciência.  

 

Grace Hopper
A Grande Grace
9 de dezembro, 1906 - 1º de janeiro, 1992

Grace Murray Hopper tinha apenas 7 anos quando para entender como funcionava seu pequeno despertador chegou a desmontar os sete que havia em sua casa. Sua curiosidade levou a uma vida frutífera que dá a Grace o reconhecimento como uma das mulheres mais importantes da história da computação. Nascida em 9 de dezembro em Nova York, Grace se formou em matemática e física na renomada Vassar College e conquistou um Ph.D em matemática em Yale. Na Marinha americana, rapidamente ascendeu para posição de tenente e foi integrada à equipe do computador Mark I na Universidade de Harvard.  Grace é também uma das peças-chave no desenvolvimento das especificações da linguagem COBOL (Common Business-Oriented Language). “Amazing Grace”, como chegou a ser apelidada, ainda dedicou grande parte de seu tempo para validar procedimentos que levariam a padronização internacional de linguagens de computador. Sua trajetória é uma inspiração para outras profissionais e desde 1994 um evento para incentivar mulheres na área é realizado sob o seu nome “Grace Hopper Celebration of Women in Computing”. Hopper trabalhou até os últimos anos de sua vida, veio a falecer em janeiro de 1992, aos 85 anos.

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Hedy Lamarr
De Hollywood ao Wi-Fi
9 de novembro, 1914 - 19 de janeiro, 2000

Chamada de “a garota mais bonita do século” por Louis B. Mayer, o magnata dos estúdios MGM, Hedy Lammar colocou seu nome nos holofotes de Hollywood ao estrelar 30 filmes entre os anos 1930 e 1950, entre eles “Êxtase” e “Sansão e Dalila”. Mas Hedy, natural da Áustria, foi também uma inventora, cuja perspicácia e curiosidade a levaram a desenvolver a chamada tecnologia “frequency hopping”, sistema que evita a interceptação de mensagens e é usado também nas redes wireless e no GPS. Ao lado de seu amigo, o compositor George Antheil, ela desenvolveu a ideia durante a Segunda Guerra Mundial com o objetivo de melhorar os sistemas de envio de torpedos dos Aliados para que eles não pudessem ser interceptados pelos nazistas. A técnica permite que o emissor transmita em frequências variadas e evita que terceiros consigam captar a informação. Hedy e Antheil patentearam a invenção em 1942 e a entregaram ao governo dos Estados Unidos, que não chegaram a implementar no envio de mensagens, mas usaram 20 anos depois durante a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, quando a tecnologia militar de salto de frequência foi implementada pela primeira vez em larga escala.

 

Joan Clarke
A criptoanalista que salvou vidas
24 de junho, 1917 - 4 de setembro, 1996

O trabalho de Joan Clarke como decodificadora durante a Segunda Guerra Mundial ajudou a salvar milhares de vidas. No entanto, sua contribuição não ganhou os devidos créditos. A criptoanalista e decodificadora trabalhou ao lado de Alan Turing no Bletchley Park, do Government Code and Cypher School (GCCS) serviço de inteligência britânico e foi uma das mentes brilhantes responsáveis pela quebra das mensagens secretas nazistas, trabalho intensivo que contribuiu com o fim da guerra. Amiga de Turing, de quem por um breve período foi noiva, Joan foi a única mulher a trabalhar no projeto de decodificação das máquinas Enigma. As mensagens que Joan decodificou resultaram em algumas ações militares tomadas quase que instantaneamente, essas que preveniram navios lotados de serem naufragados. Apesar de ter sido reconhecida pela Ordem do Império Britânico em 1947, após seu trabalho na Segunda Guerra Mundial, Joan, que faleceu em 1996, nunca se viu reconhecida por ter contribuído com o Projeto Enigma.

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Frances E. Allen
4 de agosto de 1932
A primeira mulher a ganhar um Turing Award

Frances E. Allen começou a trabalhar para a IBM em 1957. O que começou como um trabalho para ensinar o que na época era uma nova linguagem de programação, a Fortran, a levou a uma carreira na área de otimização de compiladores – programas que traduzem código fonte em código que podem ser usados diretamente por um computador. Ela também trabalhou na otimização e paralelização de código, algo que permitiu que softwares avançados rodassem de maneira melhor até mesmo nos computadores mais fracos. As técnicas que resultaram de sua pesquisa e trabalho ainda são usadas nos compiladores de hoje. Frances foi a primeira mulher a receber um Turing Award, considerado como o Prêmio Nobel da computação.

 

Karen Spärk Jones
Simplificando o processamento de linguagem
26 de agosto, 1935 - 4 de abril, 2007

Se em sua vida você já buscou algo no Google, agradeça a britânica Karen Spark Jones pela facilidade que você tem ao encontrar resultados ali. Seu trabalho em processamento de linguagem natural e recuperação de informação tornou possível para pessoas interagirem com computadores usando palavras simples ao invés de códigos. Ela também inventou o método usado para determinar a importância de um termo em um documento, algo que motores de busca usam para pontuar e classificar a importância de um documento em uma consulta de pesquisa. Não muito depois de sua morte, em 2007, Karen recebeu a medalha Lovelace da Sociedade de Computação Britânica.

 

Anita Borg
Juntas, mudaremos o setor da tecnologia
17 de janeiro, 1949 - 6 de abril, 2003 

Cientista de computação, Anita Borg dedicou sua vida a aumentar a participação das mulheres na área de tecnologia. Em 1994 fundou o “Grace Hopper Celebration of Women in Computing” ao lado de Telle Whitney e criou o Institute for Women and Technology, em 1997, e que hoje leva o seu nome. Em 1987, Anita criou uma das maiores comunidades de e-mail para mulheres, a Systers, em uma época que comunidades online não eram populares, quem dirá um fórum para mulheres em tecnologia.  Em 1992, quando Mattel Inc. começou a vender uma Barbie que dizia “matemática é muito difícil”, Anita e o coletivo de mulheres do Systers se levantaram e desempenharam um papel importante ao fazer com que a fabricante retirasse a frase do microchip da Barbie. Anita lutava para que mulheres estivessem envolvidas em todos os aspectos da definição do futuro da tecnologia, desde sua política a pesquisa, ao design e implementação. "Nós devemos estar lá para assegurar que a tecnologia do futuro nos sirva bem", dizia. Pesquisadora, Anita recebeu seu Ph.D em 1981 na Universidade de Nova York ao concluir dissertação sobre princípios de sistemas operacionais. Anita faleceu aos 54 anos, vítima de câncer cerebral.

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Radia Perlman
A “mãe” da Internet
1º de janeiro, 1951

Comumente chamada de “Mãe da Internet”, Radia Perlman projetou dois protocolos que têm sido a base da movimentação de dados na Internet por décadas; IS-IS que roda na maioria dos ISPs e o padrão Spanning Tree Protocol, coração da Ethernet. Depois de se graduar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em matemática em 1976, o empregador de Perlman deu a ela a tarefa de tornar computadores confiáveis para compartilhar informações. Sua solução foi o STP, que desativa caminhos que não são parte do protocolo para determinar caminhos de backup. Perlman agora trabalha em uma tecnologia chamada TRILL para substituir o STP e fazer melhor uso do comprimento de banda. Ela detém mais de 100 patentes e já recebeu muitos prêmios.

Parceria inclui uma edição especídfica do Hana para para desenvolvedores que pode ser comprada sob demanda

A SAP e a Google montaram uma parceria estratégica envolvendo certificação do banco de dados in-memory SAP HANA para a Google Cloud Platform (GCP) e inaugurando o trabalho conjunto no desenvolvimento de soluções de machine learning para serem integradas às aplicações corporativas da SAP. 

O acordo ainda contempla disponibilizar a versão para desenvolvedores HANA Express no Google Cloud Launcher, e a integração dos aplicativos de produtividade G Suite da Google em SAP.

A parceria foi celebrada pelas duas companhias durante a abertura da conferência Google Cloud NEXT 2017, que acontece entre 8 e 10 de março em San Francisco (Califórnia). Durante o keynote de abertura, a vice-presidente sênior da Google Cloud, Diane Greene, reservou espaço nobre para receber seu parceiro corporativo mais emblemático, sinalizando que a gigante das buscas comprou realmente a briga por uma fatia do mercado de cloud enterprise.

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Bernt Leukert, membro do conselho executivo da SAP, subiu ao palco para reforçar as metas de longo prazo da parceria, que visa dar aos clientes mais escalabilidade e possibilidade de criar novos produtos que envolvam a transformação dos dados em insights para negócios.

A certificação do SAP HANA para GCP vai permitir que os clientes da SAP possam rodar aplicações de missão crítica e banco de dados HANA na nuvem da Google por meio de certificações e integrações. A Google Cloud passa a ser a primeira empresa de cloud pública a ter a versão Express do SAP HANA disponível para desenvolvedores, que podem construir aplicações corporativas customizadas na GCP por demanda.

O acordo não é exclusivo, já que a SAP vai manter as parcerias com AWS e Microsoft Azure e vai continuar a oferecer suporte na sua plataforma SAP Cloud, dando aos seus clientes um leque interessante de ofertas para escolher, mas do lado da Google Cloud é certamente um passo importante para continuar a aumentar sua base de clientes corporativos dentre os clientes da SAP.

Um deles, a Colgate-Palmolive, compartilhou o palco com Leukert e Greene, anunciando ter migrado 23 mil funcionários para a Google Cloud Platform em um final de semana. Mike Crowe, CIO da Colgate, explicou que atualmente a empresa tem 28 mil funcionários utilizando os aplicativos da G Suite e que está utilizando intensivamente as ferramentas de colaboraçã0 do Google Drive. Segundo ele, foram 57 mil horas de vídeo hangout em fevereiro de 2017.

Crowe ressaltou que espera novidades em machine learning por conta da parceira da SAP e Google. A Colgate-Palmolive está focando sua estratégia de TI em um número pequeno de parceiros estratégicos, incluindo SAP e Google Cloud. Cliente da SAP há 23 anos, a empresa adotou a G Suite em 2016.

(*) Silvia Bassi participa da Cloud NEXT 2017 a convite da Google

O primeiro princípio do COBIT 5- "Atender as necessidades das partes interessadas" - recomenda o que deveria ser a razão de existir da TI

Está difícil explicar o benefício da Governança da Tecnologia da Informação? Esta é uma pergunta interessante, pois a área de Tecnologia da Informação (TI) vem sendo provocada a provar o seu valor como parceira do negócio, além de responder rapidamente às demandas e necessidades de inovação. Espera-se que a TI contemporânea deixe de entregar apenas serviços de tecnologia e que a Governança ajude nesta missão.

Antes de mais nada, acredito que a boa Governança olha para a cultura organizacional e promove uma consistente e determinante auto avaliação, “com transparência”, e a reafirmação das práticas corretas e sustentáveis na organização. Ela também ajuda a melhorar processos, ajustando-os no curto, médio e longo prazo, além de estimular a autogestão.

Como efeito prático, as práticas de Governança, traduzidas em diretivas e ações, não podem acabar em um quadro pendurado ao lado do quadro de Missão e  Visão da organização. Elas precisam sair do papel! Enquanto a Governança busca o alinhamento às necessidades do negócio, a TI precisa ajustar os seus processos de acordo com as necessidades e a velocidade do negócio, evoluindo para processos mais robustos e alinhados com a visão da Governança de TI.

Dilbertgovernanca

O valor deve ser mensurável
O primeiro princípio do COBIT 5- "Atender as necessidades das partes interessadas" - recomenda o que deveria ser a razão de existir da TI. Este princípio se baseia na afirmação que as organizações existem para criar valor para as partes interessadas. Pode até parecer óbvio, pois nenhuma organização nasce para tirar valor, correto? Mas a maioria muda de rumo como um timoneiro que escolhe navegar por correntes perigosas... 

Anos atrás, escrevi um artigo intitulado "A culpa é da Governança", onde menciono o caso de uma organização de sucesso e orgulho para o povo brasileiro, cujo valor elevado de mercado atraiu muitos investimentos no Brasil e no Exterior. Conheço pessoas que usaram recursos do FGTS para comprar ações e acredito que tenham realizado um excelente negócio durante algum tempo. Os últimos acontecimentos, no entanto, desfavoreceram este otimismo e as previsões para 2017 não são as melhores, apesar da lenta e morosa tarefa de reconquista da confiança. A Petrobras é um exemplo de uma organização que deixou de atender às necessidades das suas partes interessadas. Atendeu às necessidades de um grupo restrito e não é isso que a Governança espera! 

Completando a visão que o COBIT 5 tem para este princípio, não basta apenas criar valor para as partes interessadas, este valor precisa gerar valor e manter o equilíbrio entre a realização de benefícios, a otimização dos riscos e uso dos recursos.

equilíbrio

Valor a qualquer custo?
Não. Não se trata de criar valor a qualquer custo. Esta questão é inegociável e envolve toda a organização, suas partes interessadas e mostra a importância dos instrumentos de controle, Governança e gestão. Apesar de o COBIT 5 olhar para a Governança e a gestão de TI, ele se conecta à Governança Corporativa e ajuda a criar um sistema de Governança e Gestão personalizado que vai desde a Governança Corporativa até a base operacional. Esta é a primeira etapa para um processo sustentável. Se isso não for seguido com foco e dedicação, problemas serão inevitáveis, demandando ações enérgicas e tempestividade para ajustar o foco. O maior risco de sucesso para este modelo costuma vir de quem está mais próximo dos processos, por optar pelo caminho mais fácil, aplicando inclusive o famoso jeitinho brasileiro.

O resultado do sucesso desta empreitada dependerá da engrenagem com a participação coletiva. Um sistema de Governança complexo envolve diversos atores, processos e muito esforço. Não pode haver espaço para improvisação. É necessário um bom planejamento, um time engajado e comprometido, foco, direção e a “batida de bumbo” para fazer a engrenagem girar. 

O resumo para o maior benefício da Governança de Tecnologia da Informação é ser compliance para criar valor para a organização, oferecendo serviços eficientes e inovadores de tecnologia.

(*) Fernando Cruz é sênior em Governança de TI na Itaú Seguros de Auto e Residência, docente na UAM e membro da CDDC na OAB/SP

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