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The only source of knowledge is experience. Albert Einstein

Success is not final, failure is not fatal: it is the courage to continue that counts. Winston Churchill

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Profissionais de TI podem evitar algumas das armadilhas nestes relacionamentos complicados ouvindo o conselho dos próprios provedores

A relação entre os departamentos de TI e os prestadores de serviços pode ser difícil. Profissional de TI lidam com frustrações em obter ótimos níveis de serviço. Os provedores de serviços, como verificamos, têm um número igual de queixas quando se trata da prontidão dos seus clientes corporativos e da aceitação da intervenção do provedor.

Pedimos aos provedores conselhos que eles poderiam oferecer para suavizar alguns solavancos típicos na estrada para seus clientes. Aqui está um resumo do que disseram.

1. Concentre-se nas necessidades dos usuários de negócios, não na tecnologia.
Um dos maiores erros que os departamentos de TI fazem quando contratam um prestador de serviços é se concentrar muito em encontrar a tecnologia para resolver o problema em vez de compreender plenamente o problema que precisa ser resolvido.

Considere os problemas que podem surgir se você tomar uma abordagem "primeira tecnologia" para o gerenciamento de dados. Stan Christiaens, diretor de tecnologia da prestadora de serviços Collibra , especializada em governança de dados, diz que focar a tecnologia em vez do problema pode criar o caos, especialmente se diferentes tecnologias são reunidas e informações críticas são agrupadas em diferentes grupos e departamentos da organização. Essa estratégia de reação elimina a confiança do usuário sobre a confiabilidade dos dados.

"É preciso haver uma maior ênfase e foco sobre os usuários de negócios e os processos e métodos que eles usam para encontrar os dados mais importante para eles", diz Christiaens. Uma vez que compreenda isso, explica, a TI pode ajudar a criar regras e políticas de governança adequadas, permitindo que usuários de negócios e cientistas de dados encontrem, entendam e confiem nos dados de que precisam para fornecer insights críticos.

2. Não fique preso na armadilha "especialista".
As empresas devem ter o cuidado de escolher os serviços que funcionam para toda a empresa, não apenas para uma pessoa. Olhar apenas para usuários poderosos pode levá-lo a ter um monte de problemas.

Isto é especialmente verdadeiro quando se trata de serviços que dependem de determinados conjuntos de habilidades. "Só porque você tem alguém na sua equipe que é um especialista em uma ferramenta específica ou linguagem de programação não significa que é o que é melhor para o seu sistema empresarial", diz Steve Logue, gerente sênior de desenvolvimento de negócios da Surety Systems.

Logue dá o exemplo de um cliente, uma empresa de vestuário feminino, que tinha implementado um sistema principalmente porque tinha um desenvolvedor interno que poderia criar programas personalizados e interfaces de saída para o aplicativo. Posteriormente, o desenvolvedor deixou a empresa, tornando difícil para os usuários restantes "à prova de futuro" do sistema, diz ele. Por exemplo, os programas customizados do desenvolvedor podem quebrar se os usuários instalaram patches que o fornecedor do software tinha pretendido para a versão off-the-shelf do seu sistema, explica Logue.

As empresas devem certificar-se de que os serviços escolhidos ainda vão funcionar mesmo que um usuário especialista não esteja disponível para manter o sistema. A maioria dos provedores hoje em dia tem ferramentas que precisam de pouca personalização e capaz de adaptar-se facilmente às atualizações.

3. Conheça o problema que você precisa resolver.
"Uma das coisas mais desafiadoras para os provedores de soluções é que o cliente muitas vezes não tem uma compreensão completa dos problemas que eles estão tentando resolver", diz Jeremy Larkin, CTO da Imgix , um provedor de processamento de imagem em tempo real.

Portanto, os provedores de serviços muitas vezes gastam muito tempo tentando entender o ambiente empresarial do cliente, quando o cliente deveria ter essa informação antes do início do envolvimento.

Larkin reconhece que "faz sentido" que os clientes não compreendam completamente seus próprios problemas, porque "parte da razão pela qual eles estão terceirizando em primeiro lugar é que eles têm algo que eles não sabem como resolver por conta própria. " Mas, no entanto, "torna as coisas muito mais difíceis para nós, porque significa que eles muitas vezes não podem fornecer as respostas necessárias para estruturar a melhor solução para eles", acrescenta. "Na pior das hipóteses, isso pode significar que eles acabam comprando algo que não resolve o problema central".

Carlos Meléndez, COO da Wovenware , empresa de desenvolvimento de software e engenharia em Porto Rico, concorda. "Ao fornecer mais informações aos prestadores de serviços, as equipes de TI ajudariam a trazer mais valor aos projetos e às suas próprias organizações", diz ele, acrescentando que eles também poderiam "potencialmente poupar dinheiro".

Um bom lugar para começar é conhecer os requisitos do sistema que você deseja desenvolver. Meléndez incentiva a TI a trabalhar com os usuários finais para garantir que eles tenham os requisitos corretos.

Conhecer os requisitos com antecedência permite que os provedores de serviços "desenvolvam eficientemente um sistema que atenda às necessidades da empresa", diz Meléndez, acrescentando que também permite que "ofereçam suas taxas de projeto com base nos requisitos reais, em vez de fatores em cenários potenciais".

Parte do problema, de acordo com Meléndez, é que as equipes de TI às vezes vêem as relações dos provedores de serviços como oportunidades para liberar sua responsabilidade. "O desenvolvimento do sistema é uma parceria para obter maior valor, não uma transferência de responsabilidade da equipe de TI para o provedor de serviços, mas uma colaboração estratégica durante todo o processo", diz ele.

4. Esteja preparado para compartilhar detalhes de sua atual infraestrutura de TI.
Os clientes que não estão bem familiarizados com suas próprias infraestruturas de TI criam problemas para os provedores de serviços.

"Um dos maiores problemas que enfrentamos em uma base consistente é a falta de conhecimento sobre a atual infraestrutura de TI", diz Emil Sayegh, CEO da Hostway, provedora de hospedagem gerenciada. "Então, antes que possamos começar a transição para uma nuvem pública, privada, híbrida ou infraestrutura dedicada, ela exige uma avaliação por um de nossos arquitetos de soluções".

Quando um provedor de serviços é forçado a estudar a arquitetura de um cliente, os prazos são adiados, os requisitos devem ser revisitados e os custos começam a subir.

"Encontramo-nos em situações em que o software está rodando em vários sistemas operacionais e em várias gerações de hardware - e ainda está em servidores físicos", diz Sayegh. "É muito melhor quando o cliente já fez alguma transição para servidores virtuais, que é um bom passo para a nuvem."

5. Lembre-se: o treinamento não é um exercício único.
Ao contratar provedores de serviços, os departamentos de TI têm conhecimento de orçamento para o treinamento inicial sobre o aplicativo, mas não para a instrução contínua. Isso é um grande erro, diz Sarah Lahav, CEO da SysAid Technologies, provedor de gerenciamento de serviços de TI.

"As coisas vão mudar", diz ela. Treinamento adicional será necessário quando novas pessoas se juntarem à equipe de TI e novos recursos forem adicionados ao sistema.

Portanto, os contratos de TI com provedores de serviços devem permitir o treinamento necessário.

6. Identificar uma pessoa para atuar como ponto focal da TI com o provedor de serviços.
Os provedores de serviços podem ter dificuldade em interagir com os departamentos de TI que têm vários silos, por isso é importante para a TI escolha alguém para agir como um único ponto de contato.

Nathan Ziege, diretor de desenvolvimento de aplicativos de desenvolvimento de software e provedor de serviços técnicos GlowTouch , diz que o cliente deve nomear um interlocutor técnico que pode trabalhar com toda a equipe de TI da empresa para coletar especificações e resolver incidentes.

Por exemplo, se a equipe de Ziege está trabalhando em uma API e ocorre um problema com um sistema de faturamento, eles querem um campeão do lado do cliente que possa trazer a pessoa responsável pelo sistema de faturamento.

"Quem representa a equipe de TI da empresa deve ser alguém capaz circular pelos vários departamentos dentro de TI para obter apoio de todos", diz Liege.

7. Certifique-se de que seu provedor entende como você gosta de se comunicar.
A comunicação pode ser um grande obstáculo para os relacionamentos da equipe de TI com o prestador de serviços. Os prestadores de serviços devem saber logo no início como os clientes gostam de se comunicar, incluindo os sistemas-chave que eles usam.

"Trabalhar com uma equipe de informações internas para um provedor de serviços de segurança oferece uma perspectiva interessante sobre a melhoria da comunicação", diz Katie Ledoux, analista de segurança da informação do provedor de segurança Rapid7 . "Para ambos os lados, seja em uma equipe de TI interna ou em um provedor de serviços, o primeiro passo deve ser definir expectativas, definir metas e adaptar-se aos estilos de comunicação uns dos outros".

Ela enfatiza que conhecer as especificidades da abordagem de um cliente para a comunicação - "quando usar e-mail, telefone, sistemas de mensageria, etc. versus canais mais casuais como Slack ou outras plataformas de bate-papo" - pode ajudar as equipes a trabalhar em conjunto de forma mais eficaz. "Ninguém quer interromper o fluxo de trabalho da outra equipe", diz ela. "Sabemos que não é eficaz."

Certifique-se de estipular no seu contrato os sistemas de comunicação essenciais para o fluxo de trabalho da TI da empresa.

8. Seja o mais claro possível sobre suas expectativas.
Toda relação de negócios envolve certas expectativas, mas a TI nem sempre torna suas expectativas completamente claras nos contratos com prestadores de serviços.

Um detalhe que é muitas vezes esquecido é a métrica que será usada para medir se suas expectativas foram cumpridas. "A confiança só pode ser construída e mantida com base na clareza mútua, portanto, a transparência das medidas de prioridade da TI para cada relacionamento de provedor de serviços é fundamental para o sucesso", diz Michael Hubbard, vice-presidente global do programa de consultoria Inspire, da ServiceNow .

As empresas devem ser claras desde o início sobre as métricas, tais como custo, qualidade, disponibilidade, valor e adoção, eles planejam usar para julgar o quão bem o prestador de serviços atendeu às suas necessidades.

"Os prestadores de serviços podem otimizar sua entrega de muitas maneiras, mas não os faça adivinhar suas prioridades, nem como você gostaria de medir o seu trabalho", diz Hubbard.

Ele recomenda um exercício onde a empresa prevê o título de um futuro memorando interno definindo o sucesso do envolvimento com o prestador de serviços. A manchete incluirá resultados quantificáveis, como economias de custos, prazo do projeto e projeção de retorno contínuo do investimento.

Hubbard diz que este exercício ajuda todos a trabalharem em direção ao mesmo objetivo. "Dia após dia, especialmente em tempos de crise ou decisões difíceis, isso ancora a equipe", diz ele. 

Lahav, da SysAid, diz que a equipe de TI deve gerenciar contratos de acordo com o "espírito do acordo" e não com a "letra da lei".

"Os prestadores de serviços raramente descumprem os níveis de serviço contratados - é um mau negócio fazê-lo", diz ela. Assim, embora algum tipo de ação corretiva possa ser necessária para lidar com a falha persistente, ela sugere que, em geral, se um provedor de serviços estiver trabalhando duro para atender metas de nível de serviço difíceis, pode ser melhor avaliar o desempenho do provedor em um relatório mensal base, no contexto da duração total do contrato, e não sobre os resultados a curto prazo.

9. Entender que os prestadores de serviços foram contratados para ajudar, não prejudicar.
As equipes de TI da empresa podem ser cautelosas em trabalhar com terceiros, especialmente nos casos em que a contratação não tenha sido sugerida por elas. Portanto, os provedores de serviços gastam tempo - às vezes muito tempo - tentando convencer a TI que eles estão lá para ajudar.

"Como um provedor de serviços, temos de trabalhar com muitos tipos diferentes de tecnologias em vários setores, o que nos dá uma perspectiva única sobre o que funciona e o que não funciona", diz Eric Hobbs, CEO da Technology Associares. "Mas em muitos casos, isso pode se transformar em uma competição que começa de um ponto de vista inocente, onde passamos mais tempo convencendo equipes internas de TI que realmente sabemos o que estamos falando e que as soluções propostas merecem uma revisão séria em oposição a obstáculos constantes. "

Ele acrescenta que, se um prestador de serviços tem sido contratado, normalmente é porque o status quo não está entregando a gestão de resultados desejada. "As equipes de TI internas precisam estar abertas e dispostas a aceitar novas ideias e novas abordagens, em vez de considerar os prestadores de serviços como uma ameaça", diz ele. "Eu gostaria que as equipes de TI das empresas soubessem que estamos aqui para ajudar - não para ficar bem, mas para ajudar a equipe de TI a ficar bem"

A verdadeira agilidade só é possível quando toda a organização adota essa mentalidade

Embora as metodologias ágeis tenham sido originalmente desenvolvidas para o mundo do software, elas se aplicam a quase todas as outras áreas de um organização. Colaboração, comunicação aberta, confiança, independência, eficiência e entrega contínua são a base do ágil e podem trazer um impacto positivo duradouro para quase qualquer departamento.

"Em uma empresa ágil, o lado de marketing e vendas é equilibrado com o de desenvolvimento de produtos. Em uma empresa ágil, todo o negócio é organizado de forma que possa responder rapidamente às mudanças no mercado. Todos os departamentos estão completamente integrados com o fluxo de valor global; existe agilidade de ponta a ponta", afirma o CTO da Mendix, Johan den Haan, no artigo "Enterprise Agile: extending the agile process outside development".

Confira seis princípios ágeis que você pode aplicar a qualquer área.

1 - Às vezes o trabalho não se parece com trabalho
Um equívoco comum sobre ágil é que a metodologia ignora muitos aspectos de planejamento e processo. O importante é entender que, muitas vezes, esses processos ocorrem simultaneamente enquanto as tarefas estão sendo realizadas.

O trabalho está na reflexão, nas trocas ou mesmo em interações simples com outros membros da equipe. Tudo isso é parte do trabalho. Às vezes, as melhores ideias e soluções não vêm um método rigoroso e constante, da codificação intensa sem olhar para os lados. Não são os dedos no teclado que contam, mas as cabeças no jogo.

2 - Entregar valor rápido e de forma constante
Agile é sobre entregar valor para as partes interessadas muito cedo e muitas vezes, usando uma progressão simples de passos: planejar, desenvolver, finalizar, testar e lançar. Em seguida, repita essa ordem de procedimentos. A chave é fazer isso em curtos espaços de tempo (sprint) para, em seguida, promover ajustes incrementais com base no feedback dos usuários.

"As limitações de tempo dentro do desenvolvimento ágil reduzem a probabilidade de acidentes, problemas, erros e má direção. É algo que limita nossa exposição. Como uma equipe de produto, nós não sabemos o que as pessoas realmente vão gostar ou o que vão usar de fato, porque essas pessoas mudam de ideia o tempo todo. Então, você tem que apresentar o material aos usuários o mais cedo e com evoluções o mais rápido possível para que eles possam dizer ‘sim’, ‘não’ ou ‘está quase lá’. Você vai decepcioná-los repetidamente (mas de forma controlada ao longo de alguns meses) até que realmente entregará algo que lhes fará felizes”, ilustra  Tim Ottinger, consultor sênior na Logic Industrial.

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3 - Abraçar o caos (por partes)
Se as equipes estão sobrecarregadas com o tamanho e o alcance dos projetos, comece a picotar as iniciativas. Fatie e pique o trabalho em pedaços menores que possam ser realizados dentro dos limites de um sprint. Mantenha esse fatiamento até que a tarefa possa ser gerenciada e distribuída com base nos pontos fortes das equipes que irão executá-las. Este é o lugar onde o serviço pesado de planejamento up-front se apresenta. Certifique-se, então, que os imperativos de negócio são claramente definidos e determinados antes de começar a desenvolver o trabalho.

4 -Concentrar-se na capacidade, não na velocidade
Outro equívoco comum sobre ágil é que a metodologia pode aumentar a velocidade de uma equipe de desenvolvimento produto. Enquanto isso é verdade em certo sentido, não é sempre o caso; em vez disso, o que geralmente acontece é que uma equipe aumenta a sua capacidade de produzir produtos viáveis, o que resulta em maior velocidade.

Ottinger observa que capacidade e velocidade é uma consequência e não uma escolha. Capacidade mostra o quanto pode ser feito em um determinado período sem estressar demais os times. Os líderes empresariais precisam descobrir sempre quantos recursos são necessários para executar uma tarefa dentro de um prazo ou como acomodar projetos em tempo de acordo com recursos limitados.

“A velha escola de pensamento era que para aumentar a velocidade você deve aumentar o esforço. Apare as arestas e arrisque. Mas, muitas vezes, essa inclinação acabou em falhas ou produtos de má qualidade. Dá para aumentar a capacidade usando métodos ágeis para desenvolver habilidades, aumentar o conhecimento, melhorar os instrumentos, trabalhar partes de forma eficiente, reduzir as ineficiências e o desperdício - e que ajuda organizações a se moverem mais rapidamente”, comenta o especialista.

5 - A constância terrível
Como você responde a pergunta inevitável: “Quando o projeto será finalizado?”. A resposta é: “Nunca”. Isso é o que se convencionou chamar de constância terrível - especialmente no mundo do software, onde o termo “concluído” é um conceito fluido, permeado por constantes atualizações, patches, correções de bugs e alterações de requerimentos. O trabalho, portanto, deve ser constante.

5 - Métodos ágeis são empíricos
“Aprendemos a fazer o trabalho fazendo o trabalho. Não existe um caminho certo e é preciso achar formas mais adequadas que se encaixem no perfil de sua organização. É preciso encontrar uma maneira própria. Porém o Agile mostrará para você que a prevenção é melhor que a correção”, conclui Ottinger.

Parceria inclui uma edição especídfica do Hana para para desenvolvedores que pode ser comprada sob demanda

A SAP e a Google montaram uma parceria estratégica envolvendo certificação do banco de dados in-memory SAP HANA para a Google Cloud Platform (GCP) e inaugurando o trabalho conjunto no desenvolvimento de soluções de machine learning para serem integradas às aplicações corporativas da SAP. 

O acordo ainda contempla disponibilizar a versão para desenvolvedores HANA Express no Google Cloud Launcher, e a integração dos aplicativos de produtividade G Suite da Google em SAP.

A parceria foi celebrada pelas duas companhias durante a abertura da conferência Google Cloud NEXT 2017, que acontece entre 8 e 10 de março em San Francisco (Califórnia). Durante o keynote de abertura, a vice-presidente sênior da Google Cloud, Diane Greene, reservou espaço nobre para receber seu parceiro corporativo mais emblemático, sinalizando que a gigante das buscas comprou realmente a briga por uma fatia do mercado de cloud enterprise.

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Bernt Leukert, membro do conselho executivo da SAP, subiu ao palco para reforçar as metas de longo prazo da parceria, que visa dar aos clientes mais escalabilidade e possibilidade de criar novos produtos que envolvam a transformação dos dados em insights para negócios.

A certificação do SAP HANA para GCP vai permitir que os clientes da SAP possam rodar aplicações de missão crítica e banco de dados HANA na nuvem da Google por meio de certificações e integrações. A Google Cloud passa a ser a primeira empresa de cloud pública a ter a versão Express do SAP HANA disponível para desenvolvedores, que podem construir aplicações corporativas customizadas na GCP por demanda.

O acordo não é exclusivo, já que a SAP vai manter as parcerias com AWS e Microsoft Azure e vai continuar a oferecer suporte na sua plataforma SAP Cloud, dando aos seus clientes um leque interessante de ofertas para escolher, mas do lado da Google Cloud é certamente um passo importante para continuar a aumentar sua base de clientes corporativos dentre os clientes da SAP.

Um deles, a Colgate-Palmolive, compartilhou o palco com Leukert e Greene, anunciando ter migrado 23 mil funcionários para a Google Cloud Platform em um final de semana. Mike Crowe, CIO da Colgate, explicou que atualmente a empresa tem 28 mil funcionários utilizando os aplicativos da G Suite e que está utilizando intensivamente as ferramentas de colaboraçã0 do Google Drive. Segundo ele, foram 57 mil horas de vídeo hangout em fevereiro de 2017.

Crowe ressaltou que espera novidades em machine learning por conta da parceira da SAP e Google. A Colgate-Palmolive está focando sua estratégia de TI em um número pequeno de parceiros estratégicos, incluindo SAP e Google Cloud. Cliente da SAP há 23 anos, a empresa adotou a G Suite em 2016.

(*) Silvia Bassi participa da Cloud NEXT 2017 a convite da Google

Ainda assim, as estratégias para adoção da nuvem influenciarão mais de metade das transações de terceirização até 2020

O mercado global de nuvem pública como um todo está entrando em um período de estabilização, com um pico de taxa de crescimento de 18% em 2017 e expectativa de queda nos próximos anos, segundo Sid Nag, diretor de pesquisas do Gartner.

A previsão para este ano é a de que o mercado movimente US$ 246,8 bilhões (em 2016f foram US$ 209,2 bilhões). O maior aumento virá dos serviços de infraestrutura de sistemas em cloud (IaaS, na sigla em inglês), com crescimento previsto de 36,8%, totalizando US$ 34,6 bilhões. Já os serviços de aplicações em nuvem (SaaS) devem aumentar 20,1%, somando US$ 46,3 bilhões, de acordo com as projeções o Gartner.

“Até 2020, as estratégias para adoção da nuvem influenciarão mais de 50% das transações de terceirização”, explica Nag. "Embora nem todas as definições sobre terceirização resultem em migração automática para nuvem, os compradores estão dando prioridade para Cloud nas suas decisões, fundamentados no impacto do tempo para percepção de valor pela velocidade de implementação."

Nos próximos anos, espera-se um crescimento um pouco mais lento do mercado de SaaS, com maior maturidade das soluções, mais especificamente daquelas para gerenciamento do capital humano (HCM) e das relações com o cliente (CRM), além de uma aceleração nas compras de aplicativos financeiros. Contudo, SaaS continuará como o segundo maior segmento no mercado mundial de serviços em nuvem.

"Até 2019, mais de 30% dos investimentos em novos softwares dos 100 maiores fabricantes terão mudado de 'nuvem como prioridade' para 'cloud only", completa Nag.

O maior crescimento da nuvem se dará no mercado de infraestrutura. A demanda extra decorrente da migração da infraestrutura para Nuvem e a maior procura proveniente das cargas de trabalho que exigem mais do ambiente (como Inteligência Artificial, Analytics e Internet das Coisas), tanto no cenário corporativo como entre as startups, estão norteando esse crescimento. 

Além disso, o aumento de PaaS (plataforma como serviço) também está impulsionando o crescimento da adoção de IaaS, na opinião dos analistas da consultoria.

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Ada Lovelace, Grace Hopper, Hedy Lammar, Anita Borg e Radia Perlman revolucionaram a área e servem de inspiração para uma nova geração de profissionais

Algumas das principais contribuições da história da tecnologia da informação têm em sua autoria os esforços de grandes mulheres. Ada Lovelace, Grace Hopper, Hedy Lammar e Karen Spark Jones, só para citar algumas das mais conhecidas, foram responsáveis por desenvolver tecnologias que tornariam os dias atuais impraticáveis sem o apoio delas. Mas, até hoje, a participação feminina no setor de tecnologia é baixa. As mulheres representam apenas um quarto da força de trabalho do setor e aproximadamente 18% das graduações em ciência da computação.

"As mulheres são 40% da força de trabalho mundial e constituem mais da metade dos bacharéis universitários. Apesar disso, apenas de 3% a 5% dos cargos de administração de alto escalão na área de tecnologia são ocupados por mulheres", afirma a diretora-geral da GSMA, Anne Bouverot.

Por mais que muitas das grandes invenções de TI tenham surgido de mãos e mentes femininas, elas ainda se sentem subjugadas em equipes de desenvolvedores em todo o mundo. O ambiente hostil, a sensação de isolamento e a falta de perspectiva na carreira estão entre os principais fatores citados por elas como causas do abandono de profissões e crusos técnicos.

A organização sem fins lucrativos Girls Who Code prevê que, até 2020, 1,4 milhão de trabalhos serão ofertados no setor de Tecnologia da Informação e isso somente em relação aos Estados Unidos. É a indústria que mais cresce, seja em países desenvolvidos, ou em países em desenvolvimento, como o Brasil.  Mas, de acordo com o último Censo do IBGE, realizado em 2010, apenas 20% dos empregos em tecnologia da informação no Brasil eram ocupados por mulheres. 

Essa desigualdade começa a aparecer já no período escolar. Segundo um estudo da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômic0), o número de meninos que sonham em seguir uma carreira em engenharia ou informática é quatro vezes maior que o de meninas.

Um estudo conduzido pela Accenture e pelo grupo Girls Who Code, mostra que, se nada for feito, o percentual de mulheres na TI será de 22% em 2025 (hoje está em 24%), a menor taxa da história e uma longa queda se comparado com os 37% de 1995.

“As empresas precisam de talento técnico e as mulheres representam mais da metade do capital intelectual do mercado. Se as companhias desejam atrair os melhores profissionais, então é fundamental que não negligenciem as habilidades que as mulheres têm a oferecer”, atesta Telle Whitney, CEO do Instituto Anita Borg (ABI), ONG que trabalha para avançar a condição feminina na indústria da computação.

Anita Borg tinha um sonho: garantir que, em 2020, 50% de todos os cargos na área de TI estivessem ocupados por mulheres. "Esse é um trabalho muito difícil, mas não consigo pensar em nada mais importante que eu quisesse fazer para o resto da minha vida e que pudesse causar tanto impacto positivo na vida de jovens mulheres", disse em uma de suas apresentações.

Aos poucos, o cenário de desigualdade começa a mudar. Segundo as estatísticas atuais de todos os segmentos tecnológicos, há cada vez mais mulheres nas salas de aula. Pelos dados do Instituto Zethos de Educação Corporativa (IZEC), essa mudança de gênero de alunos tem sido notada há algum tempo e a mulher já é considerada maioria quando o assunto é aprendizado de tecnologia. O instituto, que oferece cursos de software, mostra que a média é de 62% de mulhesres.

Representatividade é uma das chaves para recrutar e preservar mais mulheres no setor de TI. Mirar-se no exemplo de outras mulheres e jogar luz à trajetória delas é uma forma de engajar novas profissionais. Na lista a seguir, relembramos algumas das grandes personalidades femininas que contribuíram para mudar a Tecnologia da Informação e  por que a trajetória profissional delas serve de  inspiração para as novas gerações. 

 

Ada Lovelace
Primeira programadora da história
10 de dezembro, 1815 - 27 de novembro, 1852

Considerada a primeira pessoa do mundo a programar um computador, Ada Lovelace escreveu um algoritmo para uma máquina computacional que até então existia somente em papel. Filha do poeta inglês Lord Byron e Anne Isabella Milbanke, Ada foi incentivada pela mãe a estudar matemática e lógica, um caminho que eventualmente a aproximou do cientista Charles Babbage, criador da primeira máquina analítica, uma espécie de computador de uso geral. Ao traduzir um artigo do matemático italiano Louis Menebrea, que detalhava a máquina analítica, Ada deixou claro que compreendia o tema: ela acrescentou uma série de anotações, fazendo o artigo original triplicar de tamanho. Nele, Ada explica como a máquina em questão poderia computar uma série de números complexos, chamados de Sequência de Bernoulli. Em resumo, Ada criou o primeiro software de computador, antes mesmos da existência concreta de um. A matemática morreu jovem, aos 36 anos, em decorrência de um câncer de útero. O reconhecimento do seu trabalho veio cerca de um século depois, com a republicação de suas notas que trazem a descrição de um modelo de computador e seu respectivo software. Como homenagem, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos criou um código de linguagem e o batizou de ADA, no ano de 1979. Ada foi visionária ao entender que números poderiam representar mais do que quantidades e previu que máquinas poderiam ser usadas para compor música, produzir gráficos e serem úteis para ciência.  

 

Grace Hopper
A Grande Grace
9 de dezembro, 1906 - 1º de janeiro, 1992

Grace Murray Hopper tinha apenas 7 anos quando para entender como funcionava seu pequeno despertador chegou a desmontar os sete que havia em sua casa. Sua curiosidade levou a uma vida frutífera que dá a Grace o reconhecimento como uma das mulheres mais importantes da história da computação. Nascida em 9 de dezembro em Nova York, Grace se formou em matemática e física na renomada Vassar College e conquistou um Ph.D em matemática em Yale. Na Marinha americana, rapidamente ascendeu para posição de tenente e foi integrada à equipe do computador Mark I na Universidade de Harvard.  Grace é também uma das peças-chave no desenvolvimento das especificações da linguagem COBOL (Common Business-Oriented Language). “Amazing Grace”, como chegou a ser apelidada, ainda dedicou grande parte de seu tempo para validar procedimentos que levariam a padronização internacional de linguagens de computador. Sua trajetória é uma inspiração para outras profissionais e desde 1994 um evento para incentivar mulheres na área é realizado sob o seu nome “Grace Hopper Celebration of Women in Computing”. Hopper trabalhou até os últimos anos de sua vida, veio a falecer em janeiro de 1992, aos 85 anos.

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Hedy Lamarr
De Hollywood ao Wi-Fi
9 de novembro, 1914 - 19 de janeiro, 2000

Chamada de “a garota mais bonita do século” por Louis B. Mayer, o magnata dos estúdios MGM, Hedy Lammar colocou seu nome nos holofotes de Hollywood ao estrelar 30 filmes entre os anos 1930 e 1950, entre eles “Êxtase” e “Sansão e Dalila”. Mas Hedy, natural da Áustria, foi também uma inventora, cuja perspicácia e curiosidade a levaram a desenvolver a chamada tecnologia “frequency hopping”, sistema que evita a interceptação de mensagens e é usado também nas redes wireless e no GPS. Ao lado de seu amigo, o compositor George Antheil, ela desenvolveu a ideia durante a Segunda Guerra Mundial com o objetivo de melhorar os sistemas de envio de torpedos dos Aliados para que eles não pudessem ser interceptados pelos nazistas. A técnica permite que o emissor transmita em frequências variadas e evita que terceiros consigam captar a informação. Hedy e Antheil patentearam a invenção em 1942 e a entregaram ao governo dos Estados Unidos, que não chegaram a implementar no envio de mensagens, mas usaram 20 anos depois durante a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, quando a tecnologia militar de salto de frequência foi implementada pela primeira vez em larga escala.

 

Joan Clarke
A criptoanalista que salvou vidas
24 de junho, 1917 - 4 de setembro, 1996

O trabalho de Joan Clarke como decodificadora durante a Segunda Guerra Mundial ajudou a salvar milhares de vidas. No entanto, sua contribuição não ganhou os devidos créditos. A criptoanalista e decodificadora trabalhou ao lado de Alan Turing no Bletchley Park, do Government Code and Cypher School (GCCS) serviço de inteligência britânico e foi uma das mentes brilhantes responsáveis pela quebra das mensagens secretas nazistas, trabalho intensivo que contribuiu com o fim da guerra. Amiga de Turing, de quem por um breve período foi noiva, Joan foi a única mulher a trabalhar no projeto de decodificação das máquinas Enigma. As mensagens que Joan decodificou resultaram em algumas ações militares tomadas quase que instantaneamente, essas que preveniram navios lotados de serem naufragados. Apesar de ter sido reconhecida pela Ordem do Império Britânico em 1947, após seu trabalho na Segunda Guerra Mundial, Joan, que faleceu em 1996, nunca se viu reconhecida por ter contribuído com o Projeto Enigma.

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Frances E. Allen
4 de agosto de 1932
A primeira mulher a ganhar um Turing Award

Frances E. Allen começou a trabalhar para a IBM em 1957. O que começou como um trabalho para ensinar o que na época era uma nova linguagem de programação, a Fortran, a levou a uma carreira na área de otimização de compiladores – programas que traduzem código fonte em código que podem ser usados diretamente por um computador. Ela também trabalhou na otimização e paralelização de código, algo que permitiu que softwares avançados rodassem de maneira melhor até mesmo nos computadores mais fracos. As técnicas que resultaram de sua pesquisa e trabalho ainda são usadas nos compiladores de hoje. Frances foi a primeira mulher a receber um Turing Award, considerado como o Prêmio Nobel da computação.

 

Karen Spärk Jones
Simplificando o processamento de linguagem
26 de agosto, 1935 - 4 de abril, 2007

Se em sua vida você já buscou algo no Google, agradeça a britânica Karen Spark Jones pela facilidade que você tem ao encontrar resultados ali. Seu trabalho em processamento de linguagem natural e recuperação de informação tornou possível para pessoas interagirem com computadores usando palavras simples ao invés de códigos. Ela também inventou o método usado para determinar a importância de um termo em um documento, algo que motores de busca usam para pontuar e classificar a importância de um documento em uma consulta de pesquisa. Não muito depois de sua morte, em 2007, Karen recebeu a medalha Lovelace da Sociedade de Computação Britânica.

 

Anita Borg
Juntas, mudaremos o setor da tecnologia
17 de janeiro, 1949 - 6 de abril, 2003 

Cientista de computação, Anita Borg dedicou sua vida a aumentar a participação das mulheres na área de tecnologia. Em 1994 fundou o “Grace Hopper Celebration of Women in Computing” ao lado de Telle Whitney e criou o Institute for Women and Technology, em 1997, e que hoje leva o seu nome. Em 1987, Anita criou uma das maiores comunidades de e-mail para mulheres, a Systers, em uma época que comunidades online não eram populares, quem dirá um fórum para mulheres em tecnologia.  Em 1992, quando Mattel Inc. começou a vender uma Barbie que dizia “matemática é muito difícil”, Anita e o coletivo de mulheres do Systers se levantaram e desempenharam um papel importante ao fazer com que a fabricante retirasse a frase do microchip da Barbie. Anita lutava para que mulheres estivessem envolvidas em todos os aspectos da definição do futuro da tecnologia, desde sua política a pesquisa, ao design e implementação. "Nós devemos estar lá para assegurar que a tecnologia do futuro nos sirva bem", dizia. Pesquisadora, Anita recebeu seu Ph.D em 1981 na Universidade de Nova York ao concluir dissertação sobre princípios de sistemas operacionais. Anita faleceu aos 54 anos, vítima de câncer cerebral.

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Radia Perlman
A “mãe” da Internet
1º de janeiro, 1951

Comumente chamada de “Mãe da Internet”, Radia Perlman projetou dois protocolos que têm sido a base da movimentação de dados na Internet por décadas; IS-IS que roda na maioria dos ISPs e o padrão Spanning Tree Protocol, coração da Ethernet. Depois de se graduar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em matemática em 1976, o empregador de Perlman deu a ela a tarefa de tornar computadores confiáveis para compartilhar informações. Sua solução foi o STP, que desativa caminhos que não são parte do protocolo para determinar caminhos de backup. Perlman agora trabalha em uma tecnologia chamada TRILL para substituir o STP e fazer melhor uso do comprimento de banda. Ela detém mais de 100 patentes e já recebeu muitos prêmios.

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