Virtus Junxit Mors Non Seperabit

Erros e acertos na aplicação do framework ITIL

Após muitas expectativas e desilusões, algumas disciplinas foram implementadas nas empresas com muito sucesso e trouxeram resultados práticos, enquanto outras nunca saíram das páginas da biblioteca

O ITIL é um dos modelos de referência mais utilizados por líderes de Tecnologia da Informação (TI) como boa prática para gestão de serviços e governança de Tecnologia da Informação ao redor do mundo. Como uma biblioteca completa com base em processos, em 2001 o modelo teve sua segunda versão lançada com um viés mais focado em suporte e entrega de serviços. Ainda, àquela época, a TI era vista como um centro de custos que atendia às necessidades básicas do negócio, provendo a infraestrutura mínima para o funcionamento da organização. Os líderes, naquele tempo, se preocupavam com estabilidade e desempenho mínimos para seus negócios que estavam começando a entrar na era digital.

Com o passar do tempo, as organizações perceberam que uma área de TI que apenas entregava e suportava serviços já não era mais suficiente. Com o lançamento da terceira versão do ITIL em 2007, a proposta era que a TI fosse vista como um ativo estratégico nas empresas que estavam competindo em uma economia digital. Os cinco livros da versão três do modelo traz então a proposta do ciclo de vida dos serviços, reforçando a discussão estratégica sobre o uso dos ativos de TI.

Em 2011, houve a atualização da terceira versão do modelo. Novas tendências tecnológicas como Big Data e Analytics, tecnologiasMobile, Cloud Computing, Mídias Sociais, discussões de Cyber Security e a Transformação Digital dos negócios trouxeram a necessidade de adaptações no ITIL®, assim como demandaram transformações na forma como os líderes gerenciam a TI.

Desde o lançamento da terceira versão do modelo, há nove anos, podemos acompanhar o nível de maturidade das empresas brasileiras na adoção de suas práticas. Com algumas variações entre setores e portes das organizações, ainda vemos um cenário em que as empresas encontram dificuldade para elevar a TI a um nível realmente estratégico.

 

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Em alguns casos, existem empresas que tentam avançar para discussões estratégicas do uso de tecnologia sem ainda conseguir ter estabilizado seus processos de entrega e suporte de serviços básicos. Nesses casos, a TI encontra maiores obstáculos para se firmar como parceira estratégica para o negócio e fazer parte das decisões do board. Isso, porque se não há confiabilidade na continuidade de serviços básicos, o negócio não terá a confiança necessária para delegar à TI projetos inovadores ou transformadores.

Assim, entende-se que o ITIL pode ajudar as organizações na estruturação de todos os níveis da TI, desde a estabilidade da entrega e suporte de serviços básicos, através de seus processos de desenho, transição e operação até o posicionamento estratégico da TI, como propõe sua edição 2011.

Organizações que conseguem extrair o benefício da utilização completa do ciclo de vida do modelo estão, além do ITIL, utilizando outras melhores práticas também como DevOps, Scrum, Pmbok ou metodologias que criem um ambiente totalmente adaptado às particularidades de suas organizações e suas culturas. Esses são os modelos híbridos.

Os benefícios e os desafios ainda enfrentados pelas organizações na adoção do ITIL abordados no webinar gratuito “ITIL - Nove anos depois da terceira versão, o que deu certo?”. As inscrições podem ser feitas através do link bit.ly/2d1Vq1F.

(*) Carolina Abrantes é sócia-fundadora da Bridge Consulting. Trabalhou com pesquisa na área de Governança de TI na COPPE/UFRJ. É especialista nas principais certificações relacionadas a TI, como PMP, ITIL Expert, CGEIT e Scrum Master

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Brasil é uma das oito novas regiões da Google Cloud Platform

Oferta a partir de datacenters parceiros locais, a partir de 2017, atende a clientes que, por questões de latência e/ou compliance, precisam ter o dado no Brasil. Os preços ainda serão cobrados em dólar

O Google está fazendo uma grande mudança em todas as suas ofertas de serviços de nuvem para o segmento corporativo. A partir de hoje, o  Google apps for Work passa a ser chamar G Suite e passa a ser o braço software as a service da Google Cloud, já famosa pelos serviços de infraestrutura da Google Cloud Platform, que em 2017 ganhará presença local. O Brasil será uma das oito novas regiões compostas por vários datacentes próprios e de terceiros (no caso do Brasil, de terceiros), que tornaram os serviços de infraestrutura da empresa mais competitivos em relação aos seus concorrentes diretos, Amazon e Microsoft. As outras regiões são: Virgínia do Norte (EUA), Singapura, Austrália, Alemanha, Reino Unido, Índia e Finlândia. 

Os anúncios foram feitos no Brasil pelos porta-vozes do Google no país, Alessandro Leal, Country Manager do G Suite e Fabio Andreotti, Head of Google Cloud Platform Latam, ao mesmo tempo em que as novidades eram anunciadas nos Estados Unidos pelo vice-presidente sênior de Infraestrutura, Urs Hölzle.  A expansão global e o reposicionamento do G Suite fazem parte dos planos do Google de se transformar em uma empresa de serviços de Cloud em 2020. 

Ter uma ampla distribuição de infraestrutura de nuvem é importante para aumentar as chances competitivas do Google nesse segmento. Mais e mais países estão exigindo que alguns tipos de dados sejam armazenados em determinadas localizações geográficas. E mesmo com redes de alta velocidade, uma grande distância entre onde um aplicativo está hospedado e onde seus usuários estão localizados provoca problemas de latência capazes de inviabilizar a oferta de alguns serviços. 

Um dos maiores pontos fracos do Google em concorrência com a Microsoft e Amazon tem sido a sua relativa escassez de regiões em comparação com as outras plataformas. Hoje, as soluções do Google para o mundo corporativo são ofertadas a partir de seis regiões, contra 17  da Amazon e 34 da Microsoft. A não presença local era um dos problemas enfrentados no Brasil. O outro, é o pagamento em dólar. Esse, ainda vai demorar algum tempo para ser resolvido.

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Foco em IA e Machine Learning
Junto com essas novidades, o Google anunciou uma série de novos recursos e serviços para nuvem baseados em Inteligência Artificial e Machine Learning, diferenciais importantes para seus produtos. Na visão da empresa, agregando inteligência na análise de dados, toda a automação usada hoje pelos próprios produtos Google para o mercado de consumo e modelos pré-treinados de machine learning, tanto as ofertas SaaS quanto as ofertas IaaS tornam-se mais atraentes aos usuários. 

Nos aplicativos da G Suite, a IA e o aprendizado de máquina estarão presentes em recursos como a funcionalidade Explorar, já disponível nas planilhas eletrônicas.  Agora, além de aprimorar essa funcionalidade no app Planilha, o Google está implantando funções semelhantes nos apps Documentos e Apresentações.

Na Planilha, a função Explorar passa a integrar integra Processamento de Linguagem Natural (Natural Language Processing [NLP], em inglês) para ajudar o usuário com respostas sobre dados, de uma forma rápida e simples. Além da geração de insights a partir dos gráficos automatizados, também é possível fazer perguntas - com palavras, não com fórmulas - para obter respostas sobre os dados contidos na planilha. A funcionalidade também está disponível no App Planilhas da plataforma iOS.

No Documentos a função Explorar permite buscar informações sobre o seu arquivo no Google ou documentos relacionados no Drive. A ferramenta - disponível para desktop, Android e iOS - analisa o documento em uso e sugere informações relacionadas como tópicos e imagens. 

Já no app Apresentações o objetivo é otimizar o tempo do usuário. Para isso a função sugere layouts baseados no conteúdo do slide. Segundo o Google,os usuários podem reduzir cerca de 30% do tempo gasto na formatação de slides.

Recursos inteligentes foram inseridos também na Agenda. As funções Find a Time / Find a Room, já dispoívelis para Android, poderão ser usadas também nas versões Web e iOS. Elas ajudam o usuário função vai ajudar o usuário a encontrar facilmente o melhor horário e o melhor local para reuniões com um grupo de pessoas, sugerindo datas livres nas agendas de todos e salas de reunião disponíveis.

Outra novidade G Suite é o acesso rápido ao Drive. Alimentada pela tecnologia de Machine Learning do Google, esta nova função aprende o ritmo de trabalho do usuário e coloca o próximo arquivo a ser trabalhado na tela inicial. O que, segundo o Google, garante economia de quase 50% do tempo gasto na busca de arquivos.

Em breve estarão disponíveis também as funções Team Meetings: nova experiência do Hangouts para até 50 pessoas e Team Drive.

Novidades Google Platform
Já no segmento IaaS, a inteligência poderá ser ofertada através de APIs para funcionalidades e serviços e de contêineres. "Contêineres são o futuro da virtualização", afirma Fabio Andreotti.  Segundo ele, os contêineres permitem rapidez e flexibilidade na adoção dos serviços e uma forma mais justa de cobrança, por serviço e por minuto de uso, sem amarrar o cliente em longos planos de fidelização, ou ofertas casadas. Na visão do Google, os contêineres permitem uma melhor utilização da infraestrutura, são mais econômicos que as máquinas virtuais e fazem com que as empresas sejam mais ágeis no desenvolvimento de aplicações.

"É possível, por exemplo, rodar um solução baseada na API de visualização em fotos armazenadas em qualquer lugar. Até mesmo no drive do seu notebook", afirma Anreotti. 

Entre as principais novidades está o BigQuery 2.0, para a obtenção de insights a partir de grandes volumes de dados, em vez de desperdiçar recursos e esforços em atividades que não agregam valor aos negócios, como gerenciamento de infraestrutura.

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Sete características do mercado brasileiro de TI

Censo elaborado pela Assespro e pela Aleti compara o cenário de TI do Brasil frente a outros países da América Latina

A Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), em conjunto com a Federação Iberoamericana de Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicação (Aleti), divulgaram dados do Censo de TI de 2015.

A quarta edição do estudo reuniu respostas de 950 empresas, de 23 países - espalhadas por quatro continentes. As companhias brasileiras correspondem a 55% do total da amostra, o que permitiu uma comparação do cenário local em âmbito regional e global. Veja as sete descobertas do setor no país.

Latam

1. Empresas maduras compõem o mercado de TI
Em um setor que valoriza startups, são as empresas maduras que compõem grande parte do mercado de tecnologia da informação: 55% das empresas foram fundadas ainda no século 20, ou seja, possuem mais de 15 anos de atuação na área. No Brasil, este número é um pouco maior: 60% estão nesta categoria.

2. Caiu o número de empresas com crescimento no faturamento
Na pesquisa, 67% das companhias registraram aumento nas receitas em 2015, um índice dez pontos percentuais menor do que o obtido no ano anterior. O Brasil acompanha a tendência ruim do exterior: apenas 59% das empresas registraram crescimento em 2015 – no levantamento anterior, este número era de 77%. Além disso, 20% responderam que ficaram estagnados no ano passado.

3. Poucos colaboradores foram contratados
Em 2015, 57% das empresas participantes do Censo contrataram até oito funcionários, enquanto 12% não aumentaram o quadro de empregados. Se levarmos apenas as empresas brasileiras, os números são semelhantes: 58% dos entrevistados contrataram até oito pessoas, enquanto que 15% não fizeram uma aquisição sequer no mercado de trabalho.

4. Contratações cobriram desligamentos de funcionários
As contratações foram feitas apenas para repor mão de obra. No geral, 28% das organizações não variaram na força de trabalho e outras 15% tiveram um incremento de até 10% no total de colaboradores. No Brasil, o índice é alarmante: 31% das empresas registraram mais demissões do que contratações e mais 30% ficaram estáveis nesse quesito.

5. Exportação ganha espaço
É um movimento tímido, mas as exportações começam a ganhar espaço nas empresas participantes do Censo da Assespro Nacional. No total, a grande maioria ainda não vende para o mercado externo (56%), mas o índice é menor do que o obtido em 2014 (64%). O mesmo fenômeno também acontece com as companhias brasileiras: 79% delas não exportaram em 2015, mas é um número quatro pontos percentuais menor do que 2014.

6. Investimento em Pesquisa e Desenvolvimento também ganha espaço
As empresas ainda investem pouco em Pesquisa e Desenvolvimento. No levantamento geral do Censo, 20% admitiram que não realizam este investimento – em contrapartida, 32% começaram a investir até 2% do faturamento na área. No Brasil, os índices são semelhantes: 24% não fazem aporte em P&D, mas três em cada dez companhias destinam até 2% das receitas para este setor.

7. Empresas brasileiras não realizam inovação agressiva
Quando o assunto é inovação agressiva (desenvolvimento de soluções que tenham apelo para o consumidor), o Brasil ainda está atrás de outros países analisados. Um quarto das empresas nacionais confirmou que não tem este tipo de estratégia e apenas 17% afirmaram adotar de forma contínua ou frequente. No total do Censo, 21% das empresas não adotam inovação agressiva e 21% confirmaram que utilizam constantemente essa tática.

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