Virtus Junxit Mors Non Seperabit

Caminhos da colaboração produtiva na transformação cultural das empresas

Seu time está envolvido na mudança para uma cultura digital?

Empresas vivem, hoje, um cenário de transformação cultural. O que significa que a cultura é o conjunto de pressupostos básicos que um grupo criou, descobriu, ou desenvolveu ao aprender como lidar com os problemas. Sejam externos ou internos, foram movimentos de adaptação que funcionaram bem o suficiente para serem considerados válidos, portanto, são ensinados a novos membros como a forma correta de se perceber, pensar e sentir.

Uma transformação cultural está relacionada à capacidade da organização de alinhar, executar e renovar, a fim de encontrar novas formas de perceber, sentir e pensar novos e velhos problemas.

Em um cenário de alta complexidade, no qual os problemas surgem sem soluções simples, é fundamental estar em movimento para obter uma cultura que seja capaz de dar conta de todos os desafios presentes e futuros. Cabe perceber, na mudança cultural, o que permanece e o que muda. Por exemplo, podemos mudar a forma de abordar o cliente, que tem mais participação e importância do que havia na cultura empresarial antiga, mas a empresa ainda quer preservar a mesma confiança com o produto ou serviço. 

Neste caso, o produto ou serviço podem não ter mudado, mas a forma de relação cliente para fornecedor, sim. Uma mudança de percepção do valor que a marca agrega, com seu produto ou serviço, ao mercado pode mobilizar uma mudança cultural. Por exemplo: uma marca brasileira de sandálias de borracha, no passado, se relacionava com um cliente de baixa renda com um produto percebido como inferior ao que vende agora, que comercializa para um público de maior renda. Isso muda toda a cultura interna de um negócio.

Como não existem caminhos trilhados para se chegar a uma cultura desejada, em um padrão para todos, cada empresa terá que construir a sua cultura específica. 

Por esse motivo, temos percebido que no processo de transformação cultural as empresas com melhores resultados têm ambientes nos quais a “colaboração produtiva” está presente. Colaborar produtivamente significa que as “pessoas trabalham juntas para um propósito comum, utilizando o máximo de suas potencialidades, em um fluxo contínuo de aprendizagem, mantendo um envolvimento emocional durante o processo.” Braga, (Inovação: Diálogos sobre Colaboração Produtiva, 2017, p.39)

Ambientes menos colaborativos têm apresentado dificuldades de enfrentar desafios de transformação cultural, menor engajamento das pessoas, menor criatividade e menor produtividade, mesmo quando aplicam maiores recursos tecnológicos esperando aumentar seus resultados.

Ainda esta semana, escutei uma queixa direta de um diretor sênior: “Não entendo, demos os melhores equipamentos e softwares como ferramenta, mas os colaboradores não utilizam, chamamos as pessoas e criamos incentivos para aumento de produtividade com cada um podendo ser contemplado com bônus individuais, mas ainda assim os resultados continuam os mesmos”. 

Ao questionar se os colaboradores estavam envolvidos na mudança para uma cultura digital, se eles entendiam o propósito do negócio e se todos os líderes concordavam com o rumo como as coisas estavam indo, me pareceu que nenhuma dessas questões estava resolvida. Nenhum envolvimento, ou participação na definição do caminho, não havia um propósito comum, e sim, apenas uma ferramenta sem o envolvimento de toda a liderança, sendo o processo de mudança cultural restrito a um grupo de eleitos.

mudança cultural

De fato, todas as empresas desejam pessoas protagonistas, engajadas e empreendedoras no processo de mudança cultural, mas só algumas estão dispostas a enfrentar o maior empoderamento, a colaboração entre pessoas e áreas, a presença de alguns erros durante os processos de mudança e inovação. 

As que conheço, que estão neste caminho, estão sendo muito bem-sucedidas, ou seja, estão vivendo a transformação cultural como caminho para atingir grandes propósitos. Os resultados são: maiores ganhos financeiros, nova cultura e time unido colaborativamente na produção de respostas para todos os problemas cotidianos, sejam eles novos ou antigos. Portanto, para suportar grandes transformações culturais, é preciso viver a era da colaboração produtiva.

(*) Celso Braga é sócio-diretor do Grupo Bridge

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7 maus hábitos que prejudicam os objetivos de Entrega Contínua

Maus hábitos são difíceis de mudar, principalmente quando são institucionalizados. Então, comece a mudar os comportamentos inadequados da sua organização hoje

Todas as empresas buscam formas para melhorar a entrega de novas capacidades digitais, aumentando a rapidez e a eficiência ao mesmo tempo em que reduzem seus riscos. Essencialmente, o objetivo é a Entrega Contínua – em que a diferença entre o reconhecimento de uma oportunidade de mercado e a produção do código necessário para responder a ela é quase inexistente.

Embora seja útil aprender as práticas recomendadas por aqueles que estão mais próximos desse ideal, também podemos aprender muito com organizações que ainda lutam para atingir seus objetivos de Entrega Contínua.

Assim, aqui estão sete maus hábitos muito comuns e que são um obstáculo crônico para a entrega digital das organizações:

Mau Hábito 1: Não levar a cultura a sério
Para nós, profissionais de engenharia, a noção de cultura pode parecer um tema muito sutil e subjetivo para ter relevância real em nossos trabalhos. Nós lidamos com realidades concretas, como modelos de objetos e memória transacional, e não com temas abstratos como a cultura do local de trabalho.

Porém, a cultura do local de trabalho é algo concreto na realidade, e que causa um profundo impacto na forma como as equipes técnicas trabalham em conjunto para atingir seus objetivos. Então, quando perceber que está se concentrando em processos e ferramentas que excluem a cultura, pare. Perceba como a liderança afeta sua cultura e faça dela uma verdadeira prioridade. Veja também: Local de trabalho chega a aumentar a receita das empresas em até 70%

Mau Hábito 2: Gerenciar com métricas incorretas
É difícil mudar hábitos antigos. Por isso, temos a tendência de manter a mesma métrica de desempenho que funcionava no passado, como as taxas de erros e tempos de resposta.

No entanto, métricas antigas podem inibir comportamentos necessários para o futuro. Por exemplo, aceitar que mais erros aconteçam no curto prazo para poder incentivar o aprendizado necessário no longo prazo. Talvez seja melhor permitir que algumas etapas anteriores do pipeline de DevOps demorem um pouco mais do que no passado, como parte do esforço mais importante em mover a garantia de qualidade à esquerda.

Mau Hábito 3: Multiplicar silos em vez de eliminá-los
No desenho Fantasia, há uma cena em que Mickey Mouse corta a “cabeça” da vassoura descontrolada – mas, ao invés de matá-la, cria centenas de vassouras descontroladas.

O mesmo pode acontecer com os silos. Por exemplo, só porque testes são realizados com mais frequência no processo de desenvolvimento de software, isso não significa que os silos do processo foram eliminados. É possível que uma enormidade de minissilos tenham sido criados. Para que o controle de qualidade seja realmente sem silos, é preciso garantir a integração perfeita com a própria codificação, utilizando controles adequados de automação e processo.

Mau Hábito 4: Deixar a segurança em segundo plano
Os líderes de DevOps travaram uma verdadeira luta nos últimos anos ao buscar a adoção do princípio Agile, a melhoria da conexão entre desenvolvimento e operações, a remoção do gargalo de controle de qualidade etc. Com essas dificuldades, é compreensível que muitos optem por deixar a segurança aos profissionais de segurança da informação.

Esta é uma escolha contraproducente. É possível, de fato, testar continuamente a segurança do código da mesma maneira que se testa continuamente para outros tipos de falhas funcionais. Se não for assim, o teste de segurança será uma restrição à Entrega Contínua, além de exercer uma pressão desnecessária nas equipes de segurança da informação, que já estão sobrecarregadas e dispõem de recursos insuficientes.

entregacontinua

Mau Hábito 5: Adotar automação insuficiente
Antes, os gerentes e executivos de TI consideravam a automação principalmente em termos de ROI para redução de custo com mão-de-obra. Ou seja, eles adotavam a automação pensando na redução de gastos em relação ao trabalho manual.

Essa lógica deixou de ser válida. Quando uma organização inteira depende da transformação imediata de ideias em código de trabalho, a automação de ponta a ponta é fundamental para sua existência. Portanto, se alguma parte do ciclo de vida de desenvolvimento do seu software ainda não foi automatizada – gerenciamento de requisitos, codificação, teste, promoção ou outro processo – faça-o o mais rápido possível.

Mau Hábito 6: Misturar integração contínua (CI, do inglês Continuous Intergration) com entrega contínua (CD, do inglês Continuous Delivery)
A integração contínua é uma disciplina essencial para os negócios digitais. É por isso que muitas organizações adotaram a tecnologia Jenkins e outras que garantem que o produto de trabalho do codificador possa ser realizado conforme a demanda para manter o desenvolvimento de software em andamento.

Mas CI não é entrega contínua. CD envolve muito mais do que simplesmente construir o pacote de códigos; também requer promoção rápida e automatizada de códigos e gerenciamento de versões. A reversão por push-button também é essencial para que, quando se encontrar algum problema na produção, seja possível sair rapidamente dessa situação com impacto mínimo na experiência do cliente.

Mau Hábito 7: Reutilizar de forma inapropriada
A melhor maneira de colocar códigos bons e seguros em produção de maneira rápida e econômica é já ter esses códigos de antemão. É por isso que a conteinerização e os microsserviços são muito úteis para as empresas digitais. Afinal de contas, reutilizar o código que já existe significa custo zero (ou quase) de desenvolvimento.

Infelizmente, muitas organizações ainda colocam a reutilização em segundo plano; na maioria dos casos, porque estão sob muita pressão para gerar ganhos de curto prazo. Mas para aqueles que não começarem a se preparar para reutilizar códigos agora, a desvantagem competitiva será grande nos próximos anos.

Maus hábitos são difíceis de mudar, principalmente quando são institucionalizados. É por isso que a liderança é tão importante. Então, comece a mudar os comportamentos inadequados da sua organização hoje e boa Entrega Contínua!

(*)  Aruna Ravichandran é VP Global de Produtos e Soluções da CA Technologies

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Você sabe dar feedback positivo ao seu time?

Poucos líderes conduzem esse processo de maneira imparcial e motivadora

Uma preocupação básica para quem ocupa um cargo de liderança é como as empresas estão se comunicando com seus colaboradores. Mas, o que poucos percebem é que quando se é um líder ou gestor, quando se fala com alguém que coordena, na verdade quem está falando no entendimento dele é a empresa.

O cuidado deve ser grande para que as conversas estejam alinhadas aos objetivos da empresa e principalmente para que haja ações constantes de feedback, com um alinhamento dos discursos, melhorias dos trabalhos, ações motivacionais e evitando erros de comunicação e interpretação.

Mas o que é feedback? Ricardo Barbosa diretor executivo da Innovia Training & Consulting, define esse termo um canal de comunicação entre a empresa – representada na maioria das vezes pelo gestor ou pela área de recursos humanos – no qual se dá uma avaliação crítica dos trabalhos, levando em conta pontos positivos e negativos em relação àquilo que se realiza e que é de essencial importância para o aprendizado e crescimento. 

Assim, é um ponto estratégico para a gestão da equipe, permitindo a modificação da maneira que os colaboradores encaram e lidam com determinados assuntos e ideias, e para que se trabalhe com maior afinco, em busca de melhores resultados.

"Existem feedbacks positivos e negativos e o que observo é que em boa parte das ocasiões o que mais ocorre é a segunda situação, e isso não acontece por maldade das pessoas, mas sim por causa da falta de preparo para esse momento", diz Barbosa. 

feedback

Para orientar os líderes, o consultor destaca alguns pontos fundamentais que e devem ser considerado na hora de conduzir esse processo. Veja a baixo sete dicas sugeridas por ele:

1. Reflita sobre o momento adequado de se criticar
A forma mais adequada de fazer críticas construtivas e a maneira inteligente de receber e de fazer bom uso delas. Sempre aponto como sendo uma regra básica para que se tenha resultados positivos: fazer a crítica positiva quando visa a reforçar o comportamento ou desempenho que está atingindo o padrão desejado, e negativa quando visa a corrigir e melhorar o comportamento ou desempenho de baixa qualidade ou insatisfatório.

Parece básico, mas muitos líderes se atrapalham, causando confusão na avaliação do colaborador de sua situação na empresa, o que é bastante prejudicial.

2. Evite começar falando sobre os pontos negativos da pessoa
Isso a colocará na defensiva e prejudicará o processo. Busque sempre iniciar de forma amena, para depois intensificar o assunto.

3. Se preocupe com o local onde será realizado o feedback 
O mais conveniente seria procurar uma sala, em que não houvesse o risco de ser ouvido, nem tampouco ser interrompido. Também é relevante que observe como o ouvinte reage às suas colocações. 

A expressão facial do colaborador irá orientá-lo se o feedback está sendo construtivo ou apenas complicando uma situação que poderia ser contornada sem grandes "atropelos" de comunicação.

4. Não há problema nenhum em se fazer uma crítica positiva geral ao grupo diante de outras pessoas
Pelo contrário, há nessa atitude consideráveis benefícios. Porém cuidado, isso deve ser feito de maneira delicada e planejada, já que até mesmo elogios mal postos podem gerar problemas, principalmente em relação aos ciúmes da equipe.

5. Faça uma avaliação 360 graus
O ideal é que se faça de forma individual e presencial onde você consiga englobar 100% dos colaboradores, mas nem sempre esta prática é adotada pelas organizações.

6. Seja objetivo nas suas explicações diante do profissional
Evite a opção da dúvida e que expectativas não reais se formem na cabeça do colaborador, por isso é fundamental que se prepare para este procedimento com antecedência e para facilitar o processo de feedback, liste os itens que você abordará na conversa com o colaborador.

7. Mostre que sempre estará aberto para trocar ideias
Caso a pessoa tenha dificuldades para realizar determinada atividade. E principalmente, quem fala também deve estar preparado a escutar a outra parte. Uma comunicação unilateral não surte os melhores efeitos. Por isso, esteja pronto para ver o "outro lado da moeda".

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Smartphones com Blockchain começam a revelar o que devemos saber sobre eles

Duas empresas planejam lançar dispositivos com recursos nativos de Blockchain que permitirão aos usuários trocar tokens digitais e armazená-los offline

Após meses de especulação, a empresa taiwanesa HTC se prepara para lançar um smartphone habilitado para Blockchain no próximos meses, que permitirá aos usuários armazenar com segurança criptográfica e atuar como um nó de computação em uma rede Blockchain.

"Queremos dobrar e triplicar o número de nós das redes do Ethereum e do Bitcoin", disse a HTC em seu material de marketing para o aparelho. Espera-se que o novo smartphone possa funcionar com vários protocolos Blockchain, permitindo a interoperabilidade entre eles.

Além disso, o smartphone habilitado para Blockchain HTC Exodus permitirá que os proprietários joguem CryptoKitties, um Dapp. Ou seja, um aplicativo executado em vários nós em redes ponto a ponto (P2P).

Parece que a terceira maior fabricante mundial de celulares pode ganhar uma corrida para se tornar a primeira da indústria a oferecer um smartphone Blockchain.

Em outubro do ano passado, a Sirin Labs, com sede na Suíça, anunciou seu próprio smartphone com recursos de blockchain nativos, a US$ 1.000 e agendou o lançamento para setembro deste ano. Mas na ú´ltima coletiva para apresentar o visual do aparelho, adiou o lançamento para novembro. A HTC, no entanto, planeja lançar seu telefone ainda neste trimestre.

O telefone blockchain da HTC já recebeu "dezenas de milhares" de reservas em todo o mundo, disse Phil Chen, chefe de criptografia da HTC, em uma entrevista durante a conferência RISE realizada dias atrás em Hong Kong.

Como o Finney, da Sirin Labs, o HTC Exodus virá com carteira de criptomoedas nativa, suporte para DApps (aplicações descentralizadas, cada vez mais em voga), hardware seguro e suportará os protocolos usados na bitcoin, Ether e em outras criptomoedas.

Exodus

"Através do Exodus, nós estamos empolgados para suportar os protocolos subjacentes como Bitcoin, Lightning Networks, Ethereum, Dfinity e mais. Nós gostaríamos de suportar o ecossistema completo de blockchain e nos próximos meses estaremos anunciando muitas novas parceiras empolgantes juntos", disse Phil Chen.

A Sirin conseguiu levantar mais de US$ 100 milhões em uma oferta inicial de moedas para o smartphone Finney. "A tecnologia Blockchain não será transferida para o mainstream até que a experiência do usuário seja resolvida. Nosso crowdfunding bem-sucedido nos fornece os recursos para resolver esses problemas e trazer ao mercado uma experiência mais segura e simples para a adoção em massa do mercado", afirmou Moshe Hogeg, CEO da Sirin. 

Os dispositivos Finney são projetados para suportar aplicativos Blockchain inerentes, como uma carteira criptografada, acesso seguro a trocas, comunicações criptografadas e um ecossistema de compartilhamento de recursos P2P para pagamento e aplicativos, suportados pelo token SRN da Sirin. 

"Isso permitirá pagamentos rápidos entre os pares da rede sem a necessidade de mineração (taxa-menos)", disse Sirin em seu material de marketing.

Como o smartphone Solarin, também da Sirin, o dispositivo Finney contará com um interruptor físico que desligará imediatamente todas as comunicações não criptografadas, garantindo que o armazenamento digital interno esteja inacessível off-line, funcionando como uma "carteira fria" para moedas digitais.

Com uma tela de 6 polegadas, ele terá processador Snapdragon 845, 6 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento interno, sensor biométrico, bateria de 3.000 mAh, conectividade Bluetooth 5.0 e sistema operacional SIRIN OS, baseado no Android 8.1 Oreo. 

finney

A HTC ainda não divulgou detalhes sobre seu smartphone Exodus, mas disse que um recurso adicional será a recuperação de chave de criptografia nativa, um enigma ligado à comunidade de criptomoeda.

Embora o Blockchain seja uma tecnologia de rede segura ponto a ponto sobre a qual dados podem ser trocados anonimamente por uma miríade de negócios ou transações pessoais, a criptografia por trás do livro eletrônico também significa que se você perder sua chave privada, perderá seus dados - para sempre .

A HTC não ofereceu detalhes sobre como permitiria a recuperação de chaves no smartphone, que será fabricado pela empresa chinesa FIH Mobile.

"Eu olhei para o projeto Sirin de vez em quando. Do ponto de vista de segurança, é provável que eles estejam no topo, porque estão projetando a coisa do zero", disse Martha Bennett, analista da Forrester Research. "Mas é um produto de nicho".

Em termos da carteira embutida, a questão-chave é como as duas empresas manterão dados sigilosos seguros, disse Bennett.

"Por definição, a menos que o telefone esteja em modo de voo, há sempre uma conexão, seja via celular, WiFi, NFC ou Bluetooth (ou qualquer combinação do já mencionado). Isso oferece muito mais superfícies de ataque do que um dispositivo USB ocasionalmente conectado ", disse Bennett

Jack Gold, principal analista da J.Gold Associates, disse que nem a HTC nem os smartphones com Blockchain da Sirin atrairão o público mainstream, já que a atividade de criptografia é quase toda comercializada, e permanece ao alcance de entusiastas e especuladores - "CryptoKitties à parte".

Embora ainda seja a terceira maior fabricante de celulares, nos últimos anos a HTC perdeu sua diferenciação de mercado, algo que espera recuperar com o lançamento de um smartphone Blockchain, disse Gold.

"Ela quer entrar novamente em destaque, mas não pode fazê-lo sem uma oferta verdadeiramente diferenciada. Blockchain é uma das áreas onde há poucos concorrentes no momento. E isso dá à HTC alguma vantagem", disse Gold. "A questão é, quantas pessoas realmente querem ou precisam de um smartphone com blockchain? O que elas farão no curto prazo?Quantas pessoas precisam armazenar fichas em um telefone e usá-las para pagar as coisas?"

Embora a HTC permita a mineração no telefone, o poder de processamento que está colocando atrás dessa função é mínimo comparado aos equipamentos de mineração que usam placas gráficas e ASICs para lidar com milhares de operações por segundo.

"Suponho que a capacidade de manter toda a credencial de criptografia no dispositivo, e não em um hardware independente, possa ser atraente, mas será que essa é uma razão pela qual as pessoas vão comprar um smartphone Blockchain?" indaga Gold. "Finalmente, uma vez que o primeiro dispositivo é hackeado, (e vimos no passado que essas coisas acontecem), quantas pessoas estarão interessadas em comprar um dispositivo?"

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7 chaves para uma estratégia de inteligência de negócios bem-sucedida

O sucesso do BI requer mais do que apenas uma plataforma de tecnologia forte

Business Intelligence (BI) é essencial para o crescimento dos negócios e a vantagem competitiva, mas colher benefícios do BI requer mais do que implementar a tecnologia.

De fato, a implementação é a parte mais fácil de qualquer iniciativa de BI, de acordo com Boris Evelson, vice-presidente e principal analista da Forrester Research. Conseguir pessoal e processos adequados é muito mais desafiador, diz ele.

As organizações devem abordar as questões de qualificação de pessoal e de processos como aspectos chave da sua estratégia de BI, se quiserem ter sucesso. Além disso, as estratégias de BI devem ser divididas ainda mais para abordar a propriedade e a melhoria contínua também.

A seguir estão sete componentes essenciais de qualquer estratégia de BI de sucesso, de acordo com vários especialistas na área.

1. Coloque as unidades de negócio na linha de frente

As organizações que colocam o BI nas mãos dos usuários corporativos têm maiores taxas de sucesso do que aquelas que confinam BI dentro da TI, diz Evelson. Isso pode significar a incorporação de BI dentro das linhas de negócios ou a comunicação das operações de BI ao diretor executivo digital.

"O negócio deve absolutamente estar no comando", acrescenta.

Embora as complexidades das primeiras tecnologias de BI tenham dado o comando do BI à TI, as ferramentas atuais são mais intuitivas, permitindo que elas sejam manejadas diretamente por usuários das áreas de negócio que podem executar as consultas importantes para eles.

Da mesma forma, a velocidade com que os usuários precisam acessar dados e insights derivados do BI aumentou dramaticamente nos últimos anos. Os usuários de negócio geralmente precisam de informações acionáveis ​​em tempo real e não podem esperar que a TI gere relatórios.

Como tal, a propriedade de TI pode ser um impedimento, em vez de um facilitador, para o sucesso do BI, diz Evelson.

2. Monitore o uso do BI e ajuste conforme necessário

Embora o negócio deva possuir iniciativas de BI, a TI deve permanecer um parceiro ativo no monitoramento e na avaliação do uso dos sistemas.

Como Evelson explica,  “em vez de implementar roadblocks, monitore o que eles estão fazendo, quais fontes de dados estão acessando, quais ferramentas estão usando e como estão sendo usadas, se a unidade de negócios A está usando BI mais do que a unidade de negócios B, etc.

Dessa forma, diz ele, o CIO pode definir limites em parceria com as unidades de negócios. Por exemplo, o CIO saberá se alguns analistas em Marketing baixaram sua própria ferramenta e a estão usando com sucesso, caso em que pode ser bom deixá-los sozinhos. Da mesma forma, o CIO notará quando o aplicativo de BI tiver sido visto um número cada vez maior de usuários nos negócios e, assim, se tornar um ambiente corporativo e um aplicativo corporativo de missão crítica que requer disciplina e governança adicionais.

3. Valide, valide, valide

As organizações podem se sentir tentadas a desenvolver rapidamente muitos recursos de BI, mas a qualidade deve superar a quantidade, diz Chris Hagans, vice-presidente de operações da WCI Consulting,  focada em BI.

"É melhor ter menos coisas que você confia do que ter muitas coisas suspeitas", diz ele.

Como resultado, as organizações precisam de um forte processo de validação que se concentre em permitir o acesso a todos os dados necessários para responder às consultas. Também devem impedir que dados problemáticos entrem no sistema de BI para evitar a produção de insights com falhas. Além disso, o processo de validação deve ser ágil o suficiente para responder rapidamente às solicitações de novas funções de BI.

Hagans aponta para um caso de uso hipotético no qual uma ferramenta de BI gera relatórios sobre os números de vendas líquidas. Se essa ferramenta coletar dados sobre vendas, mas não constar no número de itens vendidos retornados, as informações finais não serão boas.

Além disso, Hagans diz que a validação permanece crítica não apenas para garantir a precisão, mas também para afastar os céticos.

“É preciso apenas uma ou duas pessoas dizendo 'Não confio nos dados' para invalidar um relatório. Isso pode inundar todo um projeto e, em seguida, os relatórios acabam se tornando inúteis ”, diz ele.

4. Concentre-se primeiro nos problemas de negócios, depois nos dados

Não tome uma abordagem “construa-e-venha” para iniciativas de BI, alerta Evelson. Muitas organizações criam repositórios de dados, colocam o BI no topo e esperam que os usuários de negócios entrem e brinquem, diz ele.

“O que funciona melhor é uma abordagem de cima para baixo, apoiada nos resultados de negócios. Nós não começamos com "onde estão os dados" Começamos com a solução de um problema de negócios ”, diz ele.

Por exemplo: Marketing identifica um problema de rotatividade de clientes e quer entender por que os clientes estão saindo. A organização deve se concentrar em fornecer a capacidade de responder à pergunta do marketing, decidindo primeiro quais medidas servirão de parâmetro, acessando os dados necessários para calcular essas métricas e, em seguida, permitir que o marketing divida os dados.

"Precisamos identificar primeiro um problema de negócios claro e quais métricas queremos analisar e, no final, falamos sobre onde obter os dados", diz Evelson.

5. Priorize - e construa processos de melhoria

Uma estratégia de BI bem-sucedida antecipa expansão e melhorias, de acordo com líderes de BI.

Como tal, as organizações devem saber quais percepções de negócios desejam e quais são as mais importantes para que a TI possa entregar o que é mais importante para os usuários corporativos e trabalhe em uma lista de prioridades.

Além disso, o programa de BI deve ser capaz de mudar à medida que as prioridades mudem.

"É preciso evoluir tendo como meta o que os usuários e as pessoas dentro da comunidade empresarial precisam", diz Hagans.

Da mesma forma, a estratégia de BI deve incorporar processos para avançar e melhorar o funcionamento do sistema. Evelson recomenda uma abordagem iterativa, para que a ferramenta de BI possa se expandir e melhorar à medida que as unidades de negócios a utilizem e determinar onde atende às suas necessidades e onde ela não.

bigdata

6. Treine os usuários de negócio em Ciência de Dados 

Em seu relatório “ Magic Quadrant for Business Intelligence and Analytics Platforms”, de 2017 , a empresa de pesquisa Gartner diz que “o número de usuários de negócio capacitados em Ciência de Dados crescerá cinco vezes mais rápido que o número de cientistas de dados formados nos próximos anos.

Cindi Howson, vice-presidente de pesquisa do Gartner, diz que os executivos já reconhecem que não há cientistas de dados suficientes para atender à demanda; Eles também estão lutando para contratar ou identificar os usuários de negócio capazes de realizar as análises que precisarão.

“Estamos falando dos analistas de informação intermediários. Eles conhecem o domínio do negócio e as perguntas a fazer ”, diz ela, acrescentando que há uma necessidade de software mais fácil de usar para que as organizações possam habilitar melhor esses profissionais.

Howson prevê que as melhorias no software permitirão que os executivos façam e respondam suas próprias perguntas sobre conjuntos de dados não modelados. Enquanto isso acontece, as organizações precisarão das pessoas certas para assumir esse papel de "cientista de dado cidadãos". Eles precisarão de trabalhadores inquisitivos com habilidades analíticas que gostem de fazer perguntas, saibam interpretar as informações que estão recebendo e se sintam à vontade para usar software para melhorar os resultados de negócios.

7. Capacite os funcionários para contar histórias com dados

Em uma nota semelhante, Todd Nash, presidente e diretor da CBIG Consulting, diz que trabalhou com organizações onde os funcionários já entendiam como usar os insights oferecidos por suas ferramentas de BI para contar histórias e ajudar os outros a entenderem  "o que os dados estavam tentando dizer".

Ele diz que essas pessoas usam relatórios e visualização incorporados nas tecnologias de BI para desenvolver narrativas que ajudam a maximizar o valor da análise.

"Você tem os dados e as ferramentas para contar a história e precisa que as pessoas saibam manejá-los", diz ele.

Essa abordagem não se refere apenas a pessoas que produzem relatórios de boa aparência; Nash diz que esses usuários são capazes de fazer conexões com os dados que outras pessoas podem não ver, oferecendo novos insights que as empresas podem alavancar para obter ganhos.

Ele diz que os executivos precisam apoiar e capacitar esses trabalhadores à medida que exploram essas conexões e apresentam seus insights.

Por exemplo, os trabalhadores que analisam os números de vendas das lojas podem ver como as menores tendências climáticas - e não apenas grandes tempestades - têm impactos sutis nas vendas. Eles podem querer extrair dados climáticos externos para analisar melhor as tendências, a fim de entender melhor como as lojas podem otimizar as vendas, dado esse novo insight.

“Há todos os tipos de dados internos e externos para aproveitar e obter insights muito melhores”, diz Nash, acrescentando que os programas de BI bem-sucedidos permitem que os analistas superem a medição dos principais indicadores de desempenho padrão.

"Há muitas maneiras diferentes de se desafiar", diz ele, "e parte disso está desafiando cada KPI, garantindo que você aproveite as informações disponíveis para você entender".

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