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Segurança da Informação

Como operar um Centro de Operações de Segurança hoje

Chris Palm * Segurança da Informação 23 Janeiro 2017

Qual é o atual dos ambientes de gerenciamento de segurança e a capacidades de detecção de ameaças?

Há alguns anos, os SOCs (Centros de Operação de Segurança) dedicados pareciam estar seguindo o caminho dos dinossauros - a era de grandes salas com grandes monitores, equipes de analistas pareciam prontas para serem substituídas por equipes distribuídas, terceirizadas ou dissolvidas inteiramente. Se não estavam no Departamento de Defesa ou em Wall Street, muitos pensaram: então você não precisava de um SOC. Em seguida, ataques direcionados e ameaças internas passaram dos filmes e planos dos governos para uma realidade cotidiana nas empresas. De acordo com uma pesquisa da Intel Security, 68% das investigações em 2015 envolveram uma entidade específica, como um ataque externo direcionado ou uma ameaça interna.

Hoje, quase todas as médias (de 1.000 a 5.000 funcionários) ou grandes empresas (mais de 5.000 funcionários) administram algum tipo de SOC, e metade delas teve um por mais de um ano, de acordo com o último estudo da Intel Security. À medida que o número de incidentes continua a aumentar, as organizações de segurança parecem estar amadurecendo e usando o que estão aprendendo para educar e melhorar a prevenção em um ciclo virtuoso. Por exemplo, os entrevistados documentaram investimentos para expansão dos SOCs e atribuíram um aumento nas investigações a uma capacidade melhorada de detectar ataques. Aqueles que relataram um declínio nas investigações de incidentes atribuíram essa vantagem à melhor proteção e processos, que organizações maduras realizam como a fase final de uma investigação de segurança.

Estas são algumas das conclusões em um estudo encomendado pela Intel Security sobre o estado atual dos ambientes de gerenciamento de segurança e a capacidades de detecção de ameaças, bem como áreas prioritárias para o crescimento futuro.

Quase nove em cada dez organizações relataram ter um SOC interno ou externo, embora as empresas médias sejam um pouco menos propensas a ter um (84%) em comparação com as grandes companhias (91%). As pequenas organizações em geral estão implementando SOCs um pouco mais tarde, já que apenas 44% tiveram um por mais de 12 meses, enquanto 56% dos SOCs das grandes empresas têm funcionado em torno de tanto tempo. A maioria dos SOCs (60%) é atualmente administrada internamente, com 23% operando em um mix de apoio interno e externo e 17% totalmente externo. Para os poucos que não estabeleceram um SOC, apenas 2% das empresas não têm planos de fazê-lo.

Dos 88% das organizações que operam um SOC, a maioria (56%) relatou usar um modelo multifuncional combinando SOC e centro de operações de rede (NOC). As organizações no Reino Unido (64%) e na Alemanha (63%) são ainda mais propensas a operar neste modelo. Os SOCs dedicados estão em uso por 15% das empresas e prevalecem nos Estados Unidos (21%). Os SOCs virtuais são o terceiro modelo, também utilizado por cerca de 15% dos respondentes, seguido por um SOC distribuído ou co-gerenciado, com 11%.

Esta distribuição de implementações tem várias implicações. A maioria opera no ponto médio da maturidade do SOC ou avança em direção ao objetivo de uma operação de segurança proativa e otimizada. No entanto, mais de um quarto (26%) ainda opera em modo reativo, com abordagens ad hoc para operações de segurança, caça de ameaças e resposta a incidentes. Isso pode ampliar significativamente os tempos de detecção e resposta, deixando o negócio em maior risco de danos significativos, bem como enfrentando um custo de limpeza mais elevado.

cibercrime

Seja pelo aumento nos ataques ou por melhores capacidades de monitoração, a maioria de companhias (67%) relatou um aumento em incidentes da segurança, com 51% que dizem que aumentaram um pouco, e 16% que aumentaram muito. Esses dados são similares ao estudo sobre prevenção de vazamento de dados, lançado em setembro de 2016 no relatório de ameaças do McAfee Labs. Esse estudo descobriu que as organizações que observavam os dados mais de perto para vazamento relataram mais incidentes de perda de dados.

Apenas 7% em geral indicam que os incidentes diminuíram e os 25% restantes afirmam que permaneceram estáveis no ano passado. Houve pouca variação reportada por país, mas os incidentes aumentaram à medida que as organizações ficaram menores, possivelmente indicando que os criminosos ampliaram suas metas de ataque. Apenas 45% das maiores organizações (mais de 20.000 funcionários) relataram um aumento, em comparação com 73% das menores (menos de 5.000 funcionários).

O pequeno grupo que relatou uma diminuição nos incidentes esmagadoramente (96%) acredita que isso se deveu a melhor prevenção e processos. Daqueles que disseram que os incidentes aumentaram, a maioria sente que foi devido a uma combinação de melhor capacidade de detecção (73%) e mais ataques (57%).

A maioria das organizações é sobrecarregada por alertas e 93% não conseguem classificar todas as ameaças relevantes. Em média, as organizações são incapazes de investigar suficientemente 25% de seus alertas, sem variação significativa por país ou tamanho da empresa. Quase um quarto (22%) sente que teve sorte de escapar sem nenhum impacto nos negócios como resultado de não investigar esses alertas. A maioria (53%) apresentou apenas um impacto menor, mas 25% afirmam ter sofrido um impacto comercial moderado ou grave como resultado de alertas não investigados. As maiores organizações, talvez por causa de suas melhores capacidades de monitoramento e níveis estáveis de incidentes, são mais propensas a não reportar impacto comercial (33%).

(*) Chris Palm é diretor de comunicação corporativa da Intel Security

Veículos autônomos e os desafios para a cibersegurança

Fabio Paim * Segurança da Informação 16 Janeiro 2017

Conheça os possíveis ataques e como enfrentá-los

Os veículos são essenciais à nossa rotina e fundamentais para o transporte de milhares de pessoas diariamente. Não é surpresa alguma que o transporte semiautônomo e totalmente autônomo e o potencial dos veículos autônomos se tornaram assuntos muito discutidos. De acordo com a Gartner, os veículos autônomos representarão cerca de 25% dos veículos de passageiros em uso nos mercados desenvolvidos em 2030.

Para os hackers, o transporte autônomo é mais uma oportunidade de ciberataques. A proteção dos motoristas contra as ciberameaças se tornou um dos principais focos e desafios das indústrias automotiva e de segurança.

Os veículos autônomos utilizam sensores, radar, mapas GPS e inteligência artificial para permitir o movimento autônomo. O problema começa quando os hackers acessam remotamente um veículo e comprometem um dos sistemas integrados, resultando em uma série de riscos à privacidade e roubos de dados comerciais, incluindo riscos físicos às pessoas e propriedades.

Possíveis ataques

- Escalonamento de privilégio e interdependências dos sistemas: Os criminosos procuram por vulnerabilidades em serviços menos protegidos, como sistemas de entretenimento, e tentam “pular” as redes internas do veículo para atingir sistemas mais sensíveis. Por exemplo, a comunicação entre o sistema de controle do motor e o sistema de entretenimento é necessária para poder exibir alertas para o condutor, supondo que esse sistema menos protegido seja comprometido por um hacker, o canal de comunicação entre os sistemas pode ser potencialmente explorado para realizar ataques ao sistema que controla o motor.

- Estabilidade e previsibilidade do sistema: Os veículos autônomos provavelmente precisam incluir softwares de vários fornecedores, como software de código aberto. A tecnologia da informação (TI), ao contrário dos sistemas de controles industriais, tende a falhar de maneiras imprevisíveis. Isso pode ser tolerável se for apenas um website que fica fora do ar, mas é menos aceitável no caso de um sistema de orientação afetado, mesmo que um pouco, por um sistema de entretenimento adjacente que caiu ou ficou fora do ar.

Ameaças conhecidas adaptadas aos veículos autônomos

- Ransomware: Os hackers podem imobilizar um veículo e pedir ao condutor, por meio do display interno do veículo, um resgate para colocar o veículo novamente em operação normal. O proprietário pode estar longe de casa (o ransomware pode ser programado para iniciar somente quando o veículo estiver a uma distância específica da sua base) e uma ajuda de especialistas pode ser necessária para restaurar os componentes afetados. O valor de resgate é normalmente bem maior do que nos casos de ransomware em computadores tradicionais, mas provavelmente menor que o custo de reparo, para que o dono do veículo fique tentado a pagar.

- Spyware: Os veículos autônomos coletam grandes quantidades de dados e sabem muito sobre você, incluindo seus destinos favoritos, trajetos, localização da sua residência e até mesmo onde moram seus amigos. O veículo autônomo pode ser usado em uma série de transações eletrônicas, como pagamento automático do seu café matinal. Um hacker pode esperar você chegar a um local distante e vender essa informação a uma gangue de criminosos que então podem invadir sua casa. Ou então, um hacker pode usar as informações de acesso online para esvaziar sua conta bancária.

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Como proteger veículos autônomos

  1. Comunicação entre sistemas internos do veículo. Os veículos inteligentes terão vários sistemas distintos integrados, como sistemas de controles do veículo, sistemas de entretenimento e sistemas de terceiros, instalados conforme a escolha do proprietário. De certo modo, esses sistemas precisarão estabelecer uma “conversa entre si” para fornecer novos serviços, que devem ser monitorados e gerenciados de perto por sistemas como firewalls e sistemas de prevenção de invasão (Intrusion Prevention Systems - IPS), que podem fazer a distinção entre comunicação legítima e normal e atividade ilícita na rede da área do veículo.
  2. Comunicação externa. Muitos ou todos os sistemas integrados terão motivos para se comunicar com serviços baseados na internet, para realizar funções como atualização de software e acesso à internet. As comunicações devem ser iniciadas pelo veículo ou para o veículo a partir do fabricante ou da internet. Isso também significa que o tráfego para/do veículo terá que ser verificado e gerenciado quanto às ameaças e comunicações ilícitas, deficientes ou não autorizadas, usando firewalls e capacidades semelhantes ao IPS.
  3. A infraestrutura de conectividade usada por um veículo provavelmente será baseada em redes de celulares bem estabelecidas, como as redes 3G e 4G, mas com uma desvantagem. Embora essas redes celulares forneçam conectividade a bilhões de smartphones e outros dispositivos do mundo todo, elas também apresentam segurança inconsistente. Veículos inteligentes, com condutores ou autônomos aumentarão os riscos consideravelmente. Um ataque direcionado na rede celular, ou por meio desta, pode iniciar falhas de segurança em literalmente milhares de veículos em circulação ao mesmo tempo. A proteção das redes celulares que fornecem conectividade dos veículos exigirá uma inspeção detalhada para evitar essas possíveis catástrofes.
  4. Sistemas de controle de acesso e identidade de alta segurança apropriados e desenvolvidos para máquinas, não pessoas, terão que ser incorporados. Eles permitirão que os veículos autentiquem as conexões para os sistemas críticos e para que os serviços baseados na internet autentiquem positivamente os veículos e as informações colocadas na nuvem, além das solicitações de transações que podem realizar para os proprietários.
  1. Cibercrime causa prejuízo de US$10 bilhões aos brasileiros em 2016
  2. Será que a sua geladeira está enviando e-mails sem a sua permissão?
  3. Brasil é o quarto país no disparo de ataques DDoS a partir de dispositivos IoT
  4. Ciberataques crescem 196% durante a Rio 2016
  5. Sua empresa já tem uma estratégia de SecOps?
  6. Cinco passos para ter uma vida digital mais segura
  7. Aprenda a ser mais cuidadoso com as suas senhas
  8. Ransomware já é o tipo de malware mais rentável da história
  9. Ataques DDoS estão maiores e mais frequentes, confirma Arbor

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